quinta-feira, 6 de maio de 2021

Uma Breve Perspectiva Histórica da Economia Mundial

 

Por Que a Economia Era Considerada Uma Ciência Doméstica no Século XVII? Como Aristóteles Definia a Economia? Quando a Economia se Desenvolveu e Ingressou em Sua Fase Científica? Qual Era a Nova Base da Trilogia Teórica da Economia?

 

 


 

Embora a história do pensamento econômico registre que a expressão “Economia Política” tenha aparecido somente no século XVII, alguns autores a atribuem a Aristóteles (384-322 a.C.). Tenha ou não o filósofo grego empregado essa expressão para designar essa complexa ciência, o fato é que esse notável discípulo de Platão é considerado o fundador de muitas ciências e o primeiro analista econômico.

Mas, nessa época, a Economia ainda era considerada por muitos como “a ciência da administração da comunidade doméstica”. O núcleo central das Ciências Econômicas – seu campo de ação e sua definição – derivariam etimologia da própria palavra (do grego “oikonomia”, de “oikos” = casa; “nomos” = lei). Dessa forma, tratava-se de um ramo do conhecimento destinado a abranger apenas o campo da atividade econômica em suas mais simples funções de produção e distribuição, pois o próprio Aristóteles a definia como sendo “a ciência do abastecimento, que trata da arte da aquisição”.

Da Antiguidade à Renascença, as questões da Economia assumiram uma maior importância com o aparecimento de formas de organização mais complexas e, nesse período, foram discutidos os sistemas da posse territorial, a servidão, a arrecadação tributária, a organização das corporações de possessores, a exploração pré-capitalista das fazendas e as questões relacionadas à concessão de mercados, ao comércio inter-regional e à cunhagem e emprego de moedas.

Todavia, as dimensões da Economia só se alargariam no período pós-renascentista, quando o desenvolvimento dos novos Estados-nações da França, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Portugal e, particularmente, a descoberta da América impuseram a necessidade de a Análise Econômica se desligar das questões puramente éticas. Nesse novo período, os escritores desenvolveram diversos estudos sobre a administração de bens e rendas do Estado, ampliando-se o campo de ação da Economia.

Nessa nova fase, devido ao alargamento das dimensões do mundo econômico e à consolidação da figura política do Estado-nação, a Economia passaria a ser considerada muito mais do que um simples ramo do conhecimento devotado à administração da comunidade doméstica. Suas funções se ampliaram e a Economia passou a ser definida como um ramo do conhecimento essencialmente voltado para a melhor administração do Estado, sob o objetivo central de promover o seu fortalecimento.

Porém, somente no século XVIII é que a Economia iria se desenvolver e ingressar em sua fase científica, pois naquele século (considerado como a “Idade da Razão”), os pensadores econômicos reformularam os princípios da Economia. Duas importantes obras foram publicadas em 1758 e 1776 por François Quesnay e Adam Smith e, a partir delas, os pensadores econômicos se dedicaram à análise dos princípios, das teorias e das leis que pudessem ser estabelecidas em cada um dos 3 compartimentos da atividade econômica: _ a formação, a distribuição e o consumo das riquezas.

Esses três compartimentos formariam a base de uma nova trilogia teórica, sobre a qual se baseariam as definições clássicas da Economia. Jean Baptiste Say – considerado como um dos mais notáveis discípulos do Classismo – definiu assim a Economia: _ “A Economia Política torna conhecida a natureza da riqueza e, desde o conhecimento de sua natureza, deduz os meios de sua formação, revela a ordem de sua distribuição e examina os fenômenos envolvidos em sua destruição, praticada através do consumo”.

Assim, as definições da Economia se fundamentavam nos três compartimentos básicos da atividade econômica. Da formação ao consumo das riquezas, passando pela sua distribuição, toda a atividade econômica haveria de ser cuidadosamente classificada, investigada e submetida a um completo conjunto de princípios, teorias e leis. Isso indicava que as Ciências Econômicas haviam se libertado em definitivo dos padrões pós-renascentistas.

A partir das aberturas liberais no século XVIII, a Economia cuidou de penetrar em cada um dos aspectos da atividade econômica livre, investigando os fatores envolvidos no processo de formação das riquezas, examinando os aspectos relacionados à sua distribuição e chegando, afinal, a considerar a última etapa do consumo.


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