segunda-feira, 2 de março de 2026

O Processo de Escolha do Local Para Empreendimentos

Que Impactos Causam o Processo de Escolha do Local Para Empreendimentos? Como Conduzir Um Estudo de Localização? Quais São os Passos Que Podem Definir o Local do Futuro Empreendimento?



O processo de escolha do local para um empreendimento é uma decisão estratégica que impacta diretamente os custos operacionais e o potencial de sucesso do negócio. Esse processo envolve uma análise detalhada de múltiplos fatores, que variam dependendo do tipo de atividade (comércio, indústria ou serviço), pois para alguns autores nenhum procedimento pode garantir que tenha sido escolhido o melhor local. Na verdade, a ideia é evitar a escolha de um lugar desastroso. Esta afirmação induz, de certa forma, à ideia de que um estudo para instalação de uma organização qualquer envolve um grau de complexidade considerável, uma vez que traduz em seu conteúdo uma ilustração de dificuldade enquanto possibilidade de se concluir que um determinado local é o perfeito para a localização da referida organização. Na realidade, um estudo desta natureza, dependendo do tipo de empresa, das pretensões e de uma série de condicionantes e critérios, envolve inúmeras variáveis e características a serem contempladas e que, portanto, não podem ser ignoradas, sob pena de correr riscos de se chegar a conclusões desastrosas quanto à escolha do “melhor local”.

 

Importância da Localização

 

Referindo-se ao varejo, Lord Seif, chefe da Marks and Spencer, citado por Slack et al.  (1997), organização varejista sediada no Reino Unido, afirma que: “Há três coisas importantes no varejo:  localização, localização e localização. A localização também é importante para outros tipos de organizações:  bombeiros, hospital, entretenimento, entre outras. Um aspecto importante, objeto de discussão, diz respeito a quem deve caber tal estudo:  equipe externa, equipe interna da empresa ou equipe mista. A equipe interna, embora não tenha conhecimento específico no assunto, conhece a realidade e a cultura da empresa. Já a equipe externa tem este conhecimento específico sobre estudos de localização, porém desconhece a cultura da organização. Optando-se por equipe mista, pode-se agregar as vantagens das duas anteriores e amenizar as fragilidades das mesmas. Trata-se, portanto, de buscar um equilíbrio. Quanto ao grau de dificuldade no estudo (flexibilidade), pode-se fazer um comparativo entre organizações produtoras de bens e serviço. No caso de bens, estes podem ser produzidos, armazenados e transportados até os clientes.  Já os serviços são consumidos no ato, ou seja, produzidos e consumidos simultaneamente, portanto parecem ser mais sensíveis à localização.

 

Perspectivas em Termos de Localização e Investimentos

 


Embora alguns autores afirmem que a tendência em termos de investimentos para a instalação de novas organizações, sobretudo as ligadas à manufatura, é de evitar as megalópoles devido ao alto custo da área nestes espaços e a dificuldade de funcionários se locomoverem até o local de trabalho, recentemente o que se observa é a instalação de empresas não nas grandes cidades, mas em cidades circunvizinhas a estas. Dada à dinâmica   conjuntural global, no entanto, a qual   se   mostra extremamente    turbulenta e instável, parece quase uma heresia afirmar categoricamente tendências acerca de perspectivas de localização. Em termos de decisões organizacionais quanto à estratégia de se expandir, a empresa deve levar em conta duas alternativas: aumentar as instalações existentes e construir outra unidade em outro local. A primeira alternativa possui a vantagem de diluir, até certo limite, os custos fixos e administrativos, e a segunda melhora a   distribuição e permite maior flexibilidade no atendimento aos mercados locais.  Moreira (2002) alerta que, de qualquer forma, tanto para as empresas novas quanto para as já existentes, as decisões sobre localização levam a um compromisso de longo prazo, especialmente no caso de indústrias, que exigem grandes esforços de projeto e instalação, que podem durar vários anos. Desnecessário dizer que o impacto sobre os custos e as receitas é bastante significativo.

 

Finalidades, Contextos e Complexidades das Decisões de Localização

 

A finalidade do estudo de localização, sob o critério econômico, é encontrar o lugar que permita, pelo menor custo total, transformar as matérias-primas em produtos acabados ou serviços e transportá-los aos consumidores.  Assim, o critério decisivo é o critério comparativo entre as diversas localidades sob o ponto de vista econômico, além desta finalidade sugerir uma limitação ao nível de manufatura de bens. Outros   critérios, no   entanto, podem   ser   relevantes   dependendo   das especificidades da organização.  Assim sendo, a decisão em termos de escolha de uma   nova   localização   organizacional é marcada por um nível de dificuldade importante, envolvendo a avaliação de inúmeros fatores, conduzindo a reflexões eternas nos custos de produção, fonte de matéria-prima, desperdício e qualificação de mão de obra, custo da expansão, aparecimento de novos mercados, atração por isenção de impostos, políticas internas e tendências   econômicas, entre outras variáveis. Neste sentido, de acordo com Slack et al. (2008), pode-se destacar dois grupos de fatores de influência:  influência do lado do fornecimento de insumos para a operação e influência do lado da demanda de bens e serviços.

Referente à influência quanto ao fornecimento de insumos (influência sobre os custos),  pode-se elencar  fatores  como custos  de  mão  de  obra,  em  que  se deve considerar  a  produtividade  da mesma, bem  como  taxas de  câmbio  quando  se  avalia diferentes países, custos da terra, custos de energia,   sobretudo   no   caso de organizações que usam grande quantidade de energia, como produtoras de alumínio, custo  de  transporte,  no  caso  de  transporte  de  insumos  e  bens  produzidos,  e  fatores de  comunidade,  que  são  os  que  influenciam  os  custos  de  uma  operação e que derivam  do  ambiente  social,  político  e  econômico  do  local,  como  impostos  locais, restrições de movimentação de capital, assistência financeira do governo, estabilidade política,  assistência  de  planejamento  do  governo, atividades  locais  em  relação  a investimentos  estrangeiros,  língua,  disponibilidade  de  serviços,  histórico  de  relações trabalhistas,  absenteísmo  da  mão  de  obra,  restrições  ambientais, entre outros do gênero. Em se tratando de demanda (influência sobre a receita), pode-se citar fatores como a habilidade da mão de obra, como no caso de parques tecnológicos/incubadoras, que se recomenda posicionar próximo de universidades em função da qualificação dos recursos humanos destas organizações e da demanda de clientes potenciais (universitários); a imagem do local em si, citando o caso dos ternos de Vasile Row (famosa rua de Londres notabilizada por ternos de qualidade) ou roupas de Milão, a adequação do local ao tipo de negócio pretendido, como no caso da  instalação  de  um  hotel  luxuoso focado no  turismo, o qual  logicamente  deve ser pensado em local paradisíaco; e a conveniência para clientes, citando o caso típico da instalação de um hospital, que deve posicionar-se próximo ao público a ser atendido.

 

Passos e Níveis de Decisão no Processo de Escolha

 

Os   seguintes passos referenciais podem ser elencados na definição do local do empreendimento:

 

1. Definir o objetivo da localização e as variáveis a ele ligadas;

2. Identificar o critério de escolha importante;

3. Quantitativo: econômico;

4. Qualitativo: menos tangível;

5. Descrever os objetivos para o critério na forma de um modelo:  ponto de equilíbrio, programação linear e análise de fator qualitativo, entre outros;

6. Criar os dados necessários e usar os modelos para avaliar os locais alternativos;

7. Escolher o local que melhor satisfaça ao critério.

 

Em se tratando de níveis geográficos de escolha, um estudo pode obedecer à seguinte hierarquia:

 

·        Escolha de região ou país;

·        Escolha de área dentro de região ou país;

·        Escolha de um local específico ou área.

 

Técnicas de Estudo de Localização

 

Embora os gerentes de produção precisem exercer um nível de julgamento considerável   na   escolha   de   localizações   alternativas, há   algumas técnicas sistemáticas e quantitativas que podem ajudar no processo de decisão.  Neste texto são descritas algumas:

 

·        Método da Pontuação Ponderada: Também denominado de Análise do Fator Qualitativo, este procedimento envolve, em primeiro lugar, a identificação de critérios que podem ser usados para avaliar as diversas localizações. Em segundo lugar, envolve a importância relativa de cada critério e a atribuição de fatores de ponderação (pesos) para cada um deles. O terceiro passo é avaliar cada localização segundo cada critério. Avaliar segundo esta sistemática consiste, portanto, na ponderação de fatores qualitativos e quantitativos, ou seja, é a atribuição de valores quantitativos a todos os critérios relacionados com cada alternativa de decisão e computar o peso relativo de cada uma para efeito de comparação. Esta avaliação permite que o tomador de decisão   injete   suas   próprias   preferências (valores) em uma decisão de local, abrigando tanto os fatores quantitativos quanto qualitativos.

·        Método do Centro de Gravidade: O transporte não adiciona valor ao produto, apenas onera-o. Este método, também denominado de Transporte, objetiva otimizar a lógica do transporte de produtos entre unidades produtoras e consumidoras, ou seja, a minimização dos custos de transporte. É baseado na ideia de que todas as localizações possíveis têm um “valor” que é a soma de todos os custos de transporte de e para aquela localização. A melhor localização, a que minimiza os custos, é representada pelo que, em uma analogia física, seria o centro de gravidade (CG) ponderado de todos os pontos de e para onde os bens são transportados.

 

Arranjo Físico ou Layout

 

O arranjo físico (ou layout) de uma operação produtiva preocupa-se com a localização física dos recursos de transformação.  Definir o arranjo físico é decidir onde colocar todas as instalações, máquinas, equipamentos e pessoal da produção. O arranjo físico é uma das características mais evidentes de uma operação produtiva porque determina sua “forma” e aparência. É aquilo que a maioria das pessoas nota quando entra pela primeira vez em um lugar. Também determina a maneira segundo a qual os recursos transformados –materiais, informações e clientes – fluem por meio da   operação. Mudanças relativamente pequenas na localização de uma máquina numa fábrica ou dos bens em um supermercado, ou a mudança de salas em um centro esportivo, podem afetar o fluxo de materiais e pessoas com a operação. Isto, por sua vez, pode afetar os custos e a eficácia geral da produção. De acordo com Slack et al. (2008), existe uma série de razões pelas quais as decisões de arranjo físico são importantes:

 

·        Arranjo físico é frequentemente uma atividade difícil e de longa duração devido às dimensões físicas dos recursos de transformação movidos;

·        O   rearranjo   físico   de   uma   operação   existente   pode   interromper   seu funcionamento suave, levando à insatisfação do cliente ou a perdas de produção;

·        Se o arranjo físico (examinado a posteriori) está errado, pode levar a padrões de fluxo excessivamente longos ou confusos, estoque de materiais, filas de clientes formando-se ao longo da operação, inconveniências para os clientes, tempos de processamento desnecessariamente longos, operações inflexíveis e altos custos;

·        A mudança de arranjo físico pode ser difícil e cara e, portanto, os gerentes de produção podem relutar em fazê-la com frequência;

·        Ao mesmo tempo, a consequência de qualquer mau julgamento na definição de arranjo físico terá um efeito considerável de longo prazo na operação.

 

Entre os principais objetivos de um bom arranjo físico podemos destacar:

 

·        Proporcionar Segurança Inerente:  o que significa que todos os processos que podem representar perigo, tanto para a mão de obra quanto para os clientes, não devem ser acessíveis a pessoas não autorizadas. Saídas de incêndio devem ser claramente sinalizadas com acesso desimpedido. Passagens devem ser claramente marcadas e mantidas livres;

·        Manter a Extensão do Fluxo: o fluxo de materiais, informações ou clientes deve ser canalizado pelo arranjo físico de forma a atender aos objetivos da operação. Em muitas operações, isso significa minimizar as distâncias percorridas pelos recursos transformados, embora isto nem sempre ocorra, pois, os supermercados gostam de garantir que os clientes passem por determinados produtos em seu trajeto dentro da loja.

·        Possibilitar a Clareza de Fluxo: todo o fluxo de materiais e clientes deve ser sinalizado de forma clara e evidente para consumidores e para a mão de obra. Operações de serviço, em geral, usam roteiros sinalizados, como alguns hospitais que usam faixas pintadas no chão com diferentes cores para indicar o roteiro para os diferentes departamentos;

·        Proporcionar o Conforto da Mão de Obra: ou seja, ela deve ser alocada para locais distantes de partes barulhentas ou desagradáveis da operação. O arranjo físico deve prover um ambiente de trabalho bem ventilado, iluminado e, quando possível, agradável;

·        Facilitar a Coordenação Gerencial:  a supervisão e coordenação devem ser facilitadas pela localização da mão de obra e dispositivos de comunicação;

·        Possibilitar o Acesso: o que significa que todas as máquinas, equipamentos e instalações devem estar acessíveis para permitir adequada limpeza e manutenção;

·        Fazer o Uso do Espaço: todos os arranjos físicos devem permitir uso adequado do espaço disponível da operação;

·        Ter Flexibilidade de Longo Prazo: os arranjos físicos devem ser mudados periodicamente à medida que as necessidades de operação mudam. Um bom arranjo físico terá sido concebido com potenciais necessidades futuras da operação em mente.

  

 

REFERÊNCIAS

 

 

ALVARENGA NETO; DRUMMOND, Rivadavia Correa. Gestão do conhecimento em organizações: proposta de mapeamento conceitual integrativo. São Paulo: Saraiva, 2008. 

DAMIAN, Ieda; VALENTIM, Marda, SANTOS. A cultura organizacional como fator crítico de sucesso à implantação da gestão do conhecimento em organizações. 2018.

DAVENPORT, Thomas H. Conhecimento empresarial. Rio de Janeiro: Elsevier Brasil, 1998. 

FREITAS, Eliezer da Silva. Gestão do conhecimento na Administração Pública: tendências de aprimoramento dos tribunais de contas. 2016.

ISO 30.401:2018 – Sistemas de gestão do conhecimento. Disponível em <http://lillianalvares.fci.unb.br/phocadownload/Estudos/ISO%2030401.pdf>. Acesso em:  14 nov. 2021.

 Mapeamento do conhecimento crítico. Disponível em <http://www.sbgc.org.br/mapeamento-de-conhecimento-criacutetico.html>. Acesso em:  14 nov. 2021.

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. Gestão do conhecimento. Brasília, 2020.

NONAKA, Ikujiro; TAKEUCHI, Hirotaka. Criação do conhecimento na empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica de inovação. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

 

 

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

O Estudo de Persona em Estratégias Digitais

Quais as Diferenças Entre Público-Alvo e a Persona? Como Criar Uma Persona? Para Que Serve Um Funil de Vendas?




 

Ao discutir Marketing, frequentemente ouvimos o termo “público-alvo” e entender quem é o público-alvo de um produto – ou serviço – é fundamental para a construção das melhores estratégias que fazem sentido a este público identificado. No entanto, ao falarmos do Marketing aplicado ao contexto digital, surge um novo conceito: a Persona. Mas afinal, o público-alvo e a Persona não seriam a mesma coisa? Existem diferenças sutis entre estes dois termos que são fundamentais para a construção das estratégias. Podemos conceituar de maneira ampla estes dois termos como: “público-alvo é, de uma maneira geral, uma parcela abrangente da sociedade para quem você vende seus produtos ou serviços. Já a Persona [...] é a representação do   seu   cliente ideal, de forma mais humanizada e mais Personalizada” (RESULTADOS DIGITAIS, 2017). Quando falamos de público-alvo, abordamos questões mais amplas sobre o público em questão, como adultos entre 35 e 59 anos, ou crianças, ou mulheres com mais de 60 anos. No entanto, se analisarmos cada público-alvo evidenciado, percebemos que outros inúmeros perfis podem estar contidos nestes grupos. Por exemplo, veja o trecho da notícia a seguir a respeito da PepsiCo, fabricante da Pepsi, entre outros produtos: Em 2014 a PepsiCo lançou o Pepsi Spire, uma máquina que podia fabricar até 1.000 bebidas customizadas. O público-alvo do produto, fabricado pela japonesa Mitsubishi, são varejistas. Sua principal concorrente – a Coca-Cola – investiu no mesmo ano numa das mais promissoras empresas deste segmento, a Keurig Green Mountain, que podia fabricar a Coca-Cola e outras bebidas carbonatadas em casas ([1]). A notícia afirma que o público-alvo do produto em questão são varejistas. Todavia, como são estes varejistas? Como se comportam? Que tipo de informação costumam consumir? Como vivem? Perceba que inúmeros questionamentos podem ser feitos, dividindo este grande público-alvo em pequenos grupos com características específicas, responsáveis por contribuir para as estratégias. De acordo com a Resultados digitais (2016), as diferenças entre público-alvo e Persona são evidentes ao tentarmos exemplificá-los, como a seguir:

 

·        Público-Alvo: Homens e mulheres, de 24 a 30 anos, solteiros, graduados em arquitetura, com renda média mensal de R$ 3.500, pretendem aumentar sua capacitação profissional e gostam de viagens

·        Persona: Pedro Paulo tem 26 anos, é arquiteto recém-formado e autônomo. Pensa em se desenvolver profissionalmente através de um mestrado fora do país, pois adora viajar, é solteiro e sempre quis fazer um intercâmbio. Está buscando uma agência que o ajude a encontrar   universidades na Europa que aceitem alunos estrangeiros.

 

Ao analisar os exemplos, conseguimos identificar diversos pontos positivos ao se definir uma Persona para uma marca, um produto ou um serviço. Perceba que, ao conhecermos Pedro Paulo, conseguimos perceber temáticas importantes para ele, como viagens a estudo, vida no exterior, gosto pela autonomia no trabalho e intercâmbio. Essas informações acabam sendo muito valiosas na definição de estratégias, pois orientam a definição do conteúdo adequado para o Pedro, o estilo de mensagem que o Pedro gostaria de receber e as estratégias de Marketing que podem impactá-lo (RESULTADOS DIGITAIS, 2017).

 

COMO CRIAR UMA PERSONA

 

A criação de uma Persona no ambiente de negócios não é uma tarefa simples, pois a construção deve ser baseada em muita pesquisa e análise de dados, para que as características identificadas sejam fiéis ao perfil do real consumidor. As etapas da construção de uma Persona podem ser divididas em quatro tarefas: coleta de dados; compreensão das necessidades e dúvidas da Persona; mapeamento do trajeto no funil de vendas; realização da venda e fidelização do cliente.

 

Primeiro Passo: a Coleta de Dados

 

A coleta de dados pode ser realizada de acordo com o modelo de negócio e o entendimento de onde os consumidores e potenciais consumidores estão. O público da pesquisa pode ser entrevistado por meio de questionários on-line, telefonemas, e-mails, contato pessoal etc. Neste momento, o questionário deve ser construído com base nas informações relevantes para a construção da Persona, como dados demográficos (se a organização não tiver), informações comportamentais e hábitos. A Rock Content, empresa que oferece serviços a outras empresas que buscam soluções para definirem suas estratégias de marketing, lista uma série de tópicos que são fundamentais serem questionados para a construção de uma Persona. As perguntas fundamentais para que possam definir suas Personas estão a seguir:

 

·        Questionamento: Conte-nos por que escolheu a nossa empresa (Esta é a pergunta que extrai do cliente o objetivo dele ao adquirir seu produto. É crucial entender e agrupar na mesma Persona pessoas com objetivos similares).

·        Propósito: Qual era o problema que você buscava solucionar quando nos contratou? (Tentar entender a dor do cliente, o principal motivo que faz com que ele busque seu produto ou serviço. Focar muito nesta parte da entrevista). Qual é o maior benefício que nosso produto oferece para você hoje?

·        Processo de Compra: Quando você assinou nosso serviço, como foi seu processo de compra? (Tentar entender como o cliente foi atendido, o que ele gostou/não gostou no atendimento etc.). Você considerou outras alternativas? Como descobriu nossa empresa? Quais dúvidas você teve/tinha antes de contratar nosso serviço? Quais blogs/sites ou outras fontes de informação você usa quando busca clarificar estas dúvidas?

·        Entendimento e Utilização do Produto (ou Serviço): Conte-me um pouco sobre as coisas que você aprendeu após assinar nosso serviço: Você continua utilizando nossos serviços? Com que frequência você utiliza?

·        Hábitos de Consumo: Com que frequência você contrata serviços do mercado de Marketing digital? (Insira seu mercado aqui). Quais outros serviços você assina atualmente?  (Ou outros produtos similares que a pessoa compre).

·        Fechamento: Última dúvida: tem alguma coisa que eu não perguntei, que tenha influenciado sua decisão de trabalhar conosco?

 

Como se percebe, os vários questionamentos são feitos considerando diversas temáticas que fazem sentido ao modelo de negócio da Rock Content, focada em serviços para outras empresas. Para outros modelos de negócios ou segmentos, outros grandes tópicos podem ser definidos, com o intuito de extrair informações suficientes sobre estes contextos, como por exemplo (RESULTADOS DIGITAIS, 2018):

 

·        Nome da Persona (nome fictício dado ao Personagem) / Gênero / Idade / Cargo/Ocupação / Ramo de atividade / Nível de escolaridade / Meios de comunicação utilizados / Objetivos da Persona / Desafios da Persona.

 

Segundo Passo: Compreensão das Necessidades da Persona

 

Neste momento, devem ser compreendidas quais as dúvidas e informações relevantes à Persona. Ou seja, deve-se identificar, no levantamento de informações realizado, quais são as informações sobre segmento, produto, serviço ou marca, que não estejam esclarecidas para o consumidor.  Essas informações contribuem para uma definição assertiva a respeito das estratégias de conteúdo que possam surgir. Neste contexto, considerar as dúvidas já existentes trará maiores resultados (ROCK CONTENT, 2018).

 

Terceiro Passo: Mapeamento do Trajeto no Funil de Vendas

 

O funil de vendas representa o processo desde o conhecimento da marca, produto ou serviço até sua compra pelo cliente, desde os contatos iniciais em que o consumidor não conhece a marca, até o processo de decisão de compra.  Neste sentido, é fundamental que os profissionais de Marketing conheçam os estágios de compra do seu consumidor, para oferecer as estratégias mais adequadas em cada momento, que apresentam dúvidas específicas pelo consumidor. A Rock Content define algumas estratégias coerentes às etapas do funil de vendas, como veremos a seguir.

 

FUNIL de VENDAS

 

Existe uma lógica de estratégias que podem ser praticadas considerando o perfil do consumidor e, em cada momento do funil, o consumidor apresenta dúvidas específicas. Ao compreender quais são essas dúvidas e em qual momento o consumidor se enquadra, é possível definir as melhores estratégias para solucionar essas dúvidas existentes. Desta forma, ao conhecer com propriedade a Persona, as marcas conseguem ser assertivas em suas estratégias, contribuindo para que o consumidor chegue ao fundo do funil mais consciente e preparado (ROCK CONTENT, 2018).

 

Quarto Passo: Realização da Venda e Fidelização do Cliente

 

Nesta última etapa, a Persona já tem suas características identificadas e já existe uma lógica nas estratégias de conteúdo que sanarão suas dúvidas ao longo da jornada de compra. Como última etapa do processo de construção de uma Persona, temos a realização da venda e fidelização do cliente, responsável por reter os clientes já conquistados. Neste momento, o profissional de Marketing deve identificar as estratégias para fidelizar seus clientes, como e-mail Marketing e conteúdos especiais nas redes sociais (ROCK CONTENT, 2018). Esta etapa é fundamental para facilitar o processo de pós-compra entre o negócio e seu consumidor

 

 

REFERÊNCIAS

 

 

AGÊNCIA     MESTRE.     Como     estudar     SEO.    2018.     disponível     em:    <https://www.agenciamestre.com/seo/como-estudar-seo/>. Acesso em: 19 ago. 2018.

AJUDA   DO   GOOGLE   ADS.   Como   posso   ajudar?   2018.   disponível   em:   <https:// support.google.com/google-ads/? hl=pt-BR#topic=7456157>. Acesso em: 4 nov. 2018.ALVES, Gustavo Furtado de Oliveira.  O mínimo de HTML que você tem que saber.  2015. Disponível em:   <   https://dicasdeprogramacao.com.br/o-minimo-de-html-que-voce-tem-que-saber/>. Acesso em: 15 out. 2018.

BRASIL.   Lei   n.   12965   de   23   de   abril   de   2014.   2014.   Disponível   em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l12965.htm>. Acesso em: 2 set. 2018.BRASIL.   Lei   n.   7962   de   15   de   março   de   2013.   2013.   disponível   em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Decreto/D7962.htm>. Acesso em: 2 set. 2018.

CAIXETA, Heloisa.  Último capítulo de o outro lado do paraíso emociona público.  Metrópoles, 2018.  Disponível em:  <https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/ultimo-capitulo-de-o-outro-lado-do-paraiso-emociona-publico>. Acesso em: 6 ago. 2018.

CAPEM. Código de auto-regulamentação para a prática de e-mail marketing. 2010. Disponível em: <http://www.capem.org.br/arquivos/codigo.pdf>. Acesso em: 23 set.2018.

CARDOSO, Beatriz. O que é a GDPR? Entenda o que muda para você com a nova lei. 2018. Disponível em: <https://www.techtudo.com.br/noticias/2018/05/o-que-e-a-gdpr-entenda-o-que-muda-para-voce-com-a-nova-lei.ghtml>. Acesso em: 15 out. 2018.

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YOUTUBE.  Youtube.  2018.  disponível em:  <https://www.youtube.com/intl/pt-BR/yt/about/>. Acesso em: 19 ago. 2018.

 

 

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([1])  EXAME. O plano da PepsiCo é, se for preciso, sobreviver sem a Pepsi. Exame, 2018. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/negocios/o-plano-da-pepsico-e-se-for-preciso-matar-a-pepsi/>. Acesso em: 24 ago. 2018.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Os Reinados no Brasil

Como se Desenvolveu o Primeiro Reinado no Brasil? Quais as Características do Período Regencial?




 

O Primeiro Reinado no Brasil (1822-1831) corresponde ao primeiro período da monarquia que foi instalada no país, período este em que a nação foi governada por D. Pedro I e deixando posteriormente o trono em favor de seu filho. A independência do Brasil foi colocada em prática pelas elites dominantes que estavam mais preocupadas com o fortalecimento político e social delas do que com a melhoria da condição social das camadas populares. Com a declaração de independência certas províncias não aceitaram se desligar do governo português e, por isso, houve resistência na Bahia, no Piauí, Maranhão, Pará (norte e nordeste) e na Província Cisplatina (sul). Assim ocorreram as guerras de independência entre brasileiros e portugueses, quando o governo brasileiro se organizou militarmente e pelo uso das armas impôs ao Maranhão e ao Pará a aceitação da independência e da unidade territorial do Império.

Após a independência, o novo Brasil precisava de uma constituição, ou seja, de um conjunto de regras que organizasse a vida no país. E foi exatamente isso que D. Pedro I fez; ou seja, ele organizou um grupo de deputados para que elaborassem as novas leis e, a esse grupo de deputados se atribui o nome de Assembleia Constituinte, que, em 1823, se reuniu e – logo no início dos trabalhos – as divergências entre os monarquistas e os liberais começaram a aparecer. O tema mais polêmico era em torno do poder monárquico. Havia o grupo que defendia Dom Pedro I e outro, o Partido Brasileiro, que defendia a criação de uma Constituição soberana. A ideia de uma constituinte era muito boa, pois cada deputado podia trazer os interesses de um “pedacinho” do povo brasileiro. Mas infelizmente não foi isso que animou o imperador, que acabou por fechar a Assembleia e prender vários deputados. Em seguida Dom Pedro I delegou ao Conselho de Estado, formado por dez membros, a elaboração de um novo texto constitucional. O documento - aprovado por Pedro I - foi apresentado à nação como a primeira Constituição do Brasil, outorgada, ou seja, imposta por meio de um decreto imperial. A constituição de 1824 apresentou as seguintes características: 

Após a independência, o novo Brasil precisava de uma constituição, ou seja, de um conjunto de regras que organizasse a vida no país. E foi exatamente isso que D. Pedro I fez: organizou um grupo de deputados para que elaborassem as novas leis. A esse conjunto de deputados se atribui o nome de Assembleia Constituinte, que, em 1823, se reuniu e – logo no início dos trabalhos – as divergências entre os monarquistas e os liberais começaram a aparecer. O tema mais polêmico era em torno do poder monárquico. Havia o grupo que defendia Dom Pedro I e outro, o Partido Brasileiro, que defendia a criação de uma Constituição soberana. A ideia de uma constituinte era muito boa, pois cada deputado podia trazer os interesses de um “pedacinho” do povo brasileiro. Mas infelizmente não foi isso que animou o imperador, que acabou por fechar a Assembleia e prender vários deputados. Em seguida Dom Pedro I delegou ao Conselho de Estado, formado por dez (10) membros, a elaboração de um novo texto constitucional. O documento – aprovado por Pedro I – foi apresentado à nação como a primeira Constituição do Brasil, outorgada, ou seja, imposta por meio de um decreto imperial. Assim, a Constituição de 1824 apresentou as seguintes características: 

 

·        O sistema de governo do país passou a ser uma monarquia constitucional, hereditária, vitalícia e representativa;

·        O país foi dividido politicamente em províncias que foram governadas por presidentes nomeados pelo imperador;

·        Divisão do poder em 4 âmbitos: Moderador, Executivo, Legislativo e Judiciário;

·        A religião oficial estabelecida foi o catolicismo e a Igreja Católica ficava subordinada ao Estado, sendo concedida a liberdade de culto a outras religiões em espaços particulares;

·        Voto censitário, baseado na renda do eleitor.

 

Sendo assim, no dia 7 de abril de 1831, D. Pedro I renunciou ao trono após perder o apoio político do Congresso e de seus partidários. Pressionado pela opinião pública, sem contar mais com o apoio da população, abdicou o poder em favor de seu filho, Pedro de Alcântara, que tinha apenas cinco anos de idade. Dessa forma terminava o Primeiro Reinado e dava início ao período regencial, sendo um dos mais conturbados da história do Império do Brasil.

 

O Período Regencial

 

O período regencial (1831-1840) foi uma fase que se situou entre o Primeiro (1822-1831) e o Segundo Reinado (1840-1889). O governo regencial, e o Brasil naquele período apresentaram as seguintes características: 

 

·        A aristocracia agrária assumiu o poder executivo; 

·        A consolidação do Estado Nacional brasileiro; 

·        Identificação sob alguns aspectos à forma republicana; 

·        Ocorrência de graves crises sociais e políticas em algumas províncias; 

·        São Paulo, Rio de Janeiro e Minas gerais destacam-se como as províncias mais importantes.

 

O período regencial brasileiro durou praticamente uma década: de 1831 a 1840. Trata-se da fase de transição entre o primeiro e o segundo império - ou seja, o período compreendido entre os reinados de D. Pedro I (1822 a 1831) e D. Pedro II (1840 a 1889). A regência pode ser dividida em duas fases, cada uma com mais dois períodos. A primeira fase é a da regência trina, subdividida em regência provisória e permanente. A segunda é a fase da regência una, subdividida nas regências de Diogo Feijó e Araújo Lima.

 

·        Fase da Regência Trina: Quando o imperador D. Pedro I renunciou ao trono brasileiro, em abril de 1831, o príncipe herdeiro deveria assumir seu lugar. Porém, a Constituição de 1824 previa uma idade mínima para a investidura do novo imperador, e o príncipe não atendia ao requisito. Por isso, ficou sob a tutela de José Bonifácio de Andrada e Silva, escolhido pelo próprio Pedro I. Quanto ao Brasil, passou a ser governado por uma regência trina, de maneira provisória. A renúncia do imperador havia ocorrido durante o recesso parlamentar, motivo pelo qual não foi possível eleger os regentes permanentes. Isso ocorreu quase três meses depois. Apenas um dos integrantes da regência provisória, brigadeiro Francisco de Lima e Silva foi mantido no cargo. O triunvirato governou o país por cerca de quatro anos, quando uma reforma constitucional - o Ato Adicional de 1834 - instituiu a regência una, para a qual foi realizada eleição em 1835. Diogo Feijó, ministro da Justiça do início do período regencial, foi escolhido como novo e único regente.

·        Fase da Regência Una: O Ato Adicional transformou a regência trina em una e concedeu amplos poderes para as Assembleias Provinciais. Era, assim, a expressão da nova correlação de forças, na medida em que aumentava o poder local, ao mesmo tempo em que buscava conservar certo equilíbrio político, concentrando o poder central nas mãos de um só regente. Os vários grupos sociais do país perceberam que o governo estava frágil e passaram a exigir melhores condições de vida e até mesmo algumas regiões buscaram a separação do país. Houve muitas revoltas nessa fase (1831- 1840) sendo esta a principal característica do chamado “período regencial”.

·        Período Marcado Por Rebeliões: O período regencial foi uma fase de transição política, e, como tal, abriu várias possibilidades de mudanças desde o seu início. É esse o sentido de toda a agitação verificada nessa fase da história do Brasil, desde a renúncia de D. Pedro I até o golpe da maioridade, que pôs fim à regência. Cabanagem, Balaiada, Sabinada e Farroupilha foram algumas das mais importantes revoltas daquele período extremamente agitado política e socialmente

 

 

Embora tenham existido diferenças significativas entre cada um desses movimentos, todos eles mostraram de que forma as incertezas trazidas com a regência foram aproveitadas para explicitar a luta pelo poder e por melhores condições de vida. Curiosamente, todas as revoltas importantes ocorreram após 1834, talvez indicando que a divisão do poder com as províncias tenha ajudado a alimentar o desejo de mudança. Foi justamente essa a percepção dos setores conservadores da sociedade brasileira. Não à toa, eles se juntaram para, em nome da ordem, garantir a integridade do Império. É sob essa ótica que deve ser entendido o chamado regresso conservador e também a antecipação da maioridade de D. Pedro II.

 

O Governo Regencial no Brasil

 

No Pará, uma revolta política lança a província em uma violenta guerra civil, que se estende por cinco anos. A independência local chega a ser decretada, mas os rebeldes autointitulados cabanos, são violentamente esmagados, deixando cerca de 30 mil mortos, ou seja, cerca de 20% da população provincial. No extremo sul do país, a Farroupilha tem melhor sorte. A independência do Rio Grande do Sul é alcançada e, durante os anos de 1835-45, a então denominada República do Piratini mantém-se separada do Brasil. Vez por outra, porém, tais movimentos fugiam ao controle da elite, tornando-se levantes populares. As chances de esses grupos alimentarem seus projetos de independência eram grandes, pois, nos embates com as tropas oficiais, os fazendeiros armavam os cativos e homens pobres. Além disso, os movimentos separatistas criavam divisões no interior das elites, como era o caso dos liberais exaltados se contrapondo aos grupos que procuravam se alinhar ao governo regencial. Ora, a divisão entre senhores dava maior eficácia aos movimentos de contestação escravistas, arriscando todo o sistema a sucumbir em razão da luta de classes. Essa possibilidade foi registrada em 1835, quando da descoberta de planos de um levante de escravos muçulmanos em Salvador. Detalhe da Revolta dos Malês: os cativos pretendiam matar todos os brancos e decretar uma monarquia islâmica na Bahia. O Maranhão também apresentou um movimento rebelde com características populares.

Iniciada em 1838, entre as elites, essa revolta escapou ao controle delas, passando a ser liberada por um escravo fugido e por um fazedor de balaios (cestos produzidos com talas de palmeiras ou de cipó). A então denominada Balaiada chegou a reunir um exército de 11 mil revoltosos, espalhando terror entre as elites maranhenses e de províncias vizinhas. Nesse contexto de risco de os pobres e escravos assumirem o controle do poder, reproduzindo em grande escala o ocorrido no Haiti em fins do século XVIII (ano 1701 a 1800), é que se articula entre 1837-40 o retorno dos mecanismos centralizadores do Primeiro Reinado. Durante o período regencial ocorreram revoltas em determinadas províncias contra o sistema político, econômico e social da época. A maior parte desses movimentos sociais tinha um caráter popular, embora as classes médias e as elites também tenham se colocado contrários ao governo regencial. O fracasso dos governos regenciais ficou evidenciado nessas revoltas sociais com caráter separatistas que ocorreram em algumas províncias no Brasil. As elites perceberam a necessidade urgente de restabelecer a ordem e garantir um novo rumo político para o país. O período regencial chegou ao fim com o chamado Golpe da Maioridade (1840). De acordo com a Constituição de 1824, o herdeiro do trono só poderia assumir o governo com 18 anos de idade. Contudo, os liberais anteciparam a maioridade de D. Pedro II que foi conduzido ao poder no ano de 1840.


 

 

REFERÊNCIAS

 

 

LIMA, Ederson Prestes Santos; SCHENA, Denilson Roberto. História. Curitiba: Instituto Federal do Paraná/Rede e-Tec, 2011.

SILVA, Daniel Neves. "Descobrimento da América"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america/descobrimento-da-america.htm. Acesso em 25 de novembro de 2025.

 

 

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