quinta-feira, 25 de junho de 2026

A Prisão ao Dogma Cristão na Descrição da Terra

Por Que a Cristandade Ortodoxa Ergueu Barreiras Contra o Conhecimento da Terra na Idade Média? Como a Fé e os Dogmas Cristãos Suprimiram a Imagem do Mundo Que Tinha Sido Traçada Pelos Antigos Geógrafos? Por Que o Jardim do Éden Era Uma Imagem Sedutora Para os Cristãos?

 



 

A Europa cristã não deu continuidade ao trabalho geográficos de Ptolomeu e, em vez disso, a cristandade ortodoxa ergueu muitas barreiras contra o progresso sobre o conhecimento da Terra. Os geógrafos cristãos da Idade Média consumiram suas energias elaborando um quadro teologicamente atraente do que já era conhecido – ou supostamente conhecido. A Geografia não tinha lugar dentre as sete (7) artes liberais, pois ela não se ajustava nas disciplinas matemáticas (aritmética, música, geometria e astronomia) nem nas disciplinas lógicas e linguísticas (gramática, dialética e retórica). Durante os mil anos da Idade Média a palavra “Geografia” não teve sinônimo e ela só começou a ser usada na língua inglesa, em meados do século XVI. E, sem a dignidade de uma verdadeira disciplina, a Geografia era uma órfã no mundo do saber. A matéria se tornou um saco de trapo cheio de miscelânea de conhecimentos, dogmas bíblicos, histórias de viajantes, especulações de filósofos e imaginário mítico. É mais fácil contar o que aconteceu do que tentar explicar como aconteceu, ou o porquê.

Depois da morte de Ptolomeu, o cristianismo conquistou todo o Império Romano – e a maior parte da Europa. Observou-se então um fenômeno de amnésia erudita que atormentou o continente do ano 300 a. C. até o ano 1300 d.C. Durante esses séculos a fé e os dogmas cristãos suprimiram a útil imagem do Mundo que tinha sido tão lentamente traçada pelos antigos geógrafos e, por isso, não encontramos mais os cuidadosos esboços de Ptolomeu sobre os litorais, rios e montanhas, a que se sobrepunha uma grelha prática baseada nos dados astronômicos mais conhecidos. Em vez disso, simples diagramas afirmam autoritariamente qual é a verdadeira forma da Terra, embora não passassem de caricaturas.

Não faltam provas de que os geógrafos medievais pensavam; pois, mais de 600 Mapas do Mundo da Idade Média chegaram até nossos dias e, nos tempos anteriores à prensa de imprimir, cada um deles deve ter-se perdido. E, o mais extraordinário é que quando tais mapas eram apenas imaginários, houvesse tão pouca variação nas plantas da Terra. A forma comum dessas caricaturas resultou que se tornassem conhecidos os “mapas de roda” (ou mapas T.O.). Toda a terra habitável era descrita como um prato circular (um “O”) dividido por uma corrente de água em forma de “T”. O Oriente ficava no cimo, significando que “orientava” o mapa. Por cima do “T” ficava a Ásia, por baixo e à esquerda da vertical ficava a Europa e à direita a África. Já a barra que separava a Europa e a África da Ásia era o Mediterrâneo; a barra horizontal que separava a Europa e a África da Ásia eram os rios Danúbio e Nilo e, o “mar oceano”, cercava tudo.

Concebidos para exprimir o que se esperava que os cristãos ortodoxos acreditassem, eles eram menos mapas de conhecimentos do que dogmas bíblicos, pois no centro de cada um deles ficava Jerusalém. Não havia nada de novo em colocar o lugar “mais sagrado” no centro, pois também foi aí que os hindus colocaram a sua montanha Meru, “o centro da Terra”. A crença de uma montanha sagrada com variantes no Egito e na Babilônia era uma maneira de dizer que o lugar mais proeminente do planeta tinha sido o umbigo do Mundo. As cidades orientais também se colocavam no centro, pois a Babilônia, por exemplo, era o lugar onde os deuses desciam à Terra. Na tradição muçulmana, a Caaba era o ponto mais alto da Terra e a Estrela Polar mostrava que Meca ficava num ponto oposto ao centro do céu. A capital para um soberano chinês situava-se onde o Relógio de Sol não projetava nenhuma sombra ao meio-dia do Solstício de Verão. Assim, não foi surpreendente que os geógrafos cristãos também colocassem a sua cidade santa no centro, fazendo dela o lugar de peregrinação e o destino das Cruzadas.

Todos os povos têm querido acreditar que estão no centro, mas depois dos progressos acumulados da Geografia, era necessário um grande esforço para se ignorar a crescente massa de conhecimentos e recolher-se num mundo de fé e caricatura. Já vimos como os imperadores chineses fizeram o mecanismo do relógio celeste de Su Sung, antes de qualquer relógio comparável do Ocidente e depois sequestraram o conhecimento e a tecnologia. O grande interregno da Geografia que vamos descrever foi um ato de retrocesso muito mais extraordinário. O conhecimento geográfico em progresso no Ocidente tinha sido vasto, muito difundido e alcançou os interesses culturais de um continente variado. O dogma cristão e a tradição bíblica impuseram outras ficções da imaginação teológica ao mapa do Mundo. Os próprios mapas se tornaram guias dos antigos da Fé. Cada lugar mencionado nas escrituras exigia uma localização e se tornava um prélio tentador para os geógrafos cristãos.

Um desses pontos mais sedutores era o Jardim do Éden, pois na parte oriental do Mundo – no cume do mapa – os cristãos medievais geralmente representavam um Paraíso Terrestre com figuras de Adão, Eva e a serpente, tudo cercado por um muro alto ou com uma cordilheira de montanhas. “O primeiro lugar no Oriente é o Paraíso”, explicou Isidoro de Sevilha (560-636), considerado o homem mais sábio do tempo. “Um jardim famoso pelas suas delícias, aonde o homem nunca pode ir porque um muro de fogo o cerca e chega ao Céu. Aí se encontra a árvore da vida que dá a imortalidade, aí a nascente que se divide em quatro rios que correm e irrigam o Mundo”. A crença do Éden se tornou um prazer, assim como um dever. Em hebraico Éden significa “um lugar de delícias”. Deus colocou o Éden num monte tocando no círculo da órbita da Lua, para que o Paraíso ficasse em segurança e seco acima das águas do Dilúvio. A ficção ligada ao Paraíso tornou-se um gênero da literatura sagrada, do mesmo modo que a aventura espacial viria a ser uma forma de ficção científica. E, segundo uma história popular, Set – filho de Adão – trouxe consigo sementes da Árvore da Sabedoria para semear na boca de Adão, depois de este morrer e a árvore que brotou dessa semente forneceu a madeira para a cruz em que Cristo seria crucificado.

Uma outra história contava como três monges tinham saído do seu monastério em busca do lugar onde “a terra se une ao céu”. Chegaram ao deserto escuro da Índia, onde encontraram homens com cabeça de cão, pigmeus, serpentes e viram os altares que tinham sido erguidos por Alexandre o Grande para assinalar as fronteiras das suas próprias viagens. Através de paisagens fantásticas povoadas de gigantes e de aves que falavam, os monges foram andando até, que, a pouco mais de 30 km do Paraíso Terrestre, encontraram o idoso S. Macário vivendo numa caverna com dois leões mansos. Ele contou-lhes histórias das maravilhas do Paraíso, mas para acabar por manda-los voltar para trás, com a advertência de que no Éden nunca poderiam entrar homens vivos. Mas, nem mesmo em questões tão fundamentais como a localização do Éden os geógrafos cristãos eram unânimes e, um dos mais famosos viajantes mortais para o Paraíso foi o monge irlandês S. Brandão (484-578) quem convencido de que o Paraíso ficava algures no Oceano Atlântico, navegou para o Ocidente até que chegou a uma bela ilha de incomparável fertilidade.

Confiantemente, S Brandão afirmou tratar-se do Paraíso. E, até mesmo aqueles que preferiram situar o “seu” Paraíso noutro lado do Mundo, conservavam a “Ilha” de S. Brandão nos seus mapas e nas suas cartas. A história desse heroico monge foi contada em latim, francês, inglês, saxão, flamengo, irlandês, galês, bretão e gálico escocês. A sua ilha sagrada permaneceu assinalada em mapas durante mais de mil anos, pelo menos até 1759. E os pioneiros da Cartografia e da Navegação modernas tentaram obedientemente encontrá-la. Em 1492 o fabricante de globos clássicos Martin Behain colocou a ilha de São Brandão junto do equador, a oeste das Canárias, enquanto outros a encontravam mais perto da Irlanda e outros a viam nas Índias ocidentais. Mas, somente ao fim de dois séculos (1527-1721) de expedições portuguesas em busca do Paraíso Terrestre da Ilha de São Brandão, os crentes cristãos finalmente abandonaram essa demanda, pois tinham encontrado noutro lado uma localização melhor para “seu Éden”.   

 

 

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Como Preparar Uma Reunião Empresarial

Qual o Tempo Ideal Para Uma Reunião Efetiva? Que Cuidados Devem Ser Tomados na Escolha dos Participantes? Quais as Principais Disposições Para Reuniões Com Mais de Vinte Participantes?

 


 

Preparar uma reunião produtiva exige planejamento e foco do gestor e por isso, ele deve saber definir um objetivo claro, criar e compartilhar uma pauta antecipada com os participantes. Além disso, em linhas gerais o gerente também deve limitar sua duração para evitar desperdício de tempo e saber encerrá-la, definindo um plano de ação claro, com os responsáveis. Assim, na fase de preparação, ele deverá:

 

·        Definir o objetivo da reunião

·        Criar um título para a reunião

·        Listar os assuntos a serem tratados

·        Listar os participantes

·        Local, data, hora e duração da reunião

·        Documentos necessários à reunião

·        Equipamentos necessários à reunião

·        Elaborar e distribuir a agenda (documento com a descrição sucinta da forma como se pretende que a reunião decorra).

 

 

Como Listar os Assuntos a Serem Tratados

 

·        Os assuntos devem ter uma sequência lógica;

·        Devem conter um verbo que traduza a ação a desenvolver;

·        Devem ter um tempo estipulado;

·        Podem ter um orador designado;

·        Certas pessoas poderão só estar presentes em determinadas partes da reunião;

·        Equilibre os itens urgentes e os itens importantes;

·        Elimine qualquer item desnecessário

·        A quem realmente interessa o assunto?

·        Quem pode contribuir com informações úteis ou ideias interessantes que possam influenciar nas decisões a serem tomadas e que possam ter um papel na dinâmica do grupo?

 

O tamanho do grupo é um aspecto que da maior importância, já que, muitas vezes, desse aspecto pode depender o sucesso de uma reunião. Então, os grupos pequenos (de 2 a 5 participantes) normalmente são coesos, com alta produtividade e baixo absentismo. Os grupos médios (de 6 a 9 participantes) pode-se obter alta produtividade, sendo relativamente fácil de controlar e com boa diversidade de opiniões. Já os grupos com mais de 10 participantes tendem haver muita diversidade de opiniões, dificuldades de se obter consenso, grande absentismo e dificuldades de controlar a formação de subgrupos. A partir de 12 participantes, a tarefa de quem conduz a reunião torna-se substancialmente complicada, pelo que nestas situações deverá optar por uma das seguintes soluções:

 

·        Verificar se haverá pessoas que só necessitarão de estar numa parte da reunião;

·        Fazer mais reuniões, dividindo assim o grupo;

·        Verificar se haverá alguém que possa representar um grupo de pessoas escolhidas.

 

Cuidados a Serem Tomados na Escolha dos Participantes

 

·        Convocação de observadores

·        Comparecerem pessoas em substituição de outras, sem terem qualquer noção do assunto a tratar.

·        Convocar quadros de nível hierárquico superior que tenham tendências a dominar a reunião. Pode acontecer que esse quadro acabe por dominar a sequência da reunião e que os participantes dirijam para eles todas as suas intervenções.

·        Evite convites através de estatuto, pois muitas vezes esses convocados sentem que estão perdendo tempo porque não têm nada a ver com o assunto da reunião.

 

Na escolha do local para a realização da reunião, o gerente deve considerar que o espaço médio deve ser de 3,5 m² por pessoa e, além disso, ele também deverá considerar o tipo de mesas e cadeiras adequados aos participantes, iluminação, ventilação e temperatura do local. O tipo de mesas e cadeiras e a forma como estão dispostas, vão influenciar o decorrer da reunião, tendo especial influência no grau de formalidade / informalidade da mesma e no nível de proeminência do líder. O tipo de espaço dependerá de fatores como as condições existentes e possíveis do local, o tipo de reunião, o número de participantes, o grau em que o líder pretende enfatizar o seu poder, a necessidade de haver ou não discussão e a necessidade de interação "cara a cara". Quando se pensa em uma reunião com mais de 20 participantes, existem algumas disposições que têm vantagens e desvantagens, tais como:

 

·        Anfiteatro: Esse tipo de disposição permite muitos participantes, ajuda a multiplicar as informações, permite questionar o líder e tomar notas, mas não promove participação.

·        Sala de Aula: Esse tipo de disposição permite muitos participantes, ajuda a multiplicar as informações e, embora permita tirar notas, existe grande dificuldade de contato visual.

·        Disposição em “U”: Esse tipo de disposição não permite muitos participantes, mas o poder do líder fica bem definido e permite grande interação entre os participantes.

·        Disposição em “T”: Esse tipo de disposição permite que o poder do líder seja bem definido e, embora não promova grande participação, existe boa facilidade no contato visual entre os participantes.

·        Mesa Retangular Com o Líder na Cabeceira: Trata-se da disposição mais frequente, a qual a posição do líder retrata certo autoritarismo que controla todos os elementos.

·        Mesa Retangular Com o Líder Misturado aos Demais: Esse tipo de disposição não permite muitos participantes, mas promove a participação dos membros.

·        Mesa Redonda: Esse tipo de disposição não permite muitos participantes, sendo o tipo de disposição que menos salienta o poder do líder. Promove a participação e a coesão do grupo, sendo a mais adequada quando o líder quer mais ouvir do que falar.

·        Sentados em Semicírculo Sem Mesa: Não permite muitos participantes, mas facilita o contato visual e a interação entre os participantes, embora seja difícil tomar notas. Demarca o poder do líder, mas aproxima-o dos restantes.

·        De Pé em Semicírculo: Bastante desconfortável e por isso não deve ser superior a 15 minutos. É adequada para transmitir informações breves, mas não apropriada para decisões complexas.   

 

Documentos Necessários a Uma Reunião

 

Uma reunião eficaz exige documentação em 3 momentos distintos: antes, durante e depois do encontro. Os documentos essenciais incluem a pauta (para alinhar os objetivos), os materiais de apoio (apresentações e relatórios) e a ata ou relatório para registrar as decisões e os responsáveis. Assim, o gestor deve limitar o número de equipamentos a ser utilizado, pois se forem em excesso podem distrair. Ele deve dar tempo aos participantes para lerem os diapositivos e não falar ao mesmo tempo que os mostra e, quando terminar o assunto do dispositivo, o gerente deve retirá-los de imediato. Ele deverá falar para o grupo e não para o dispositivo. Dessa forma, uma agenda bem preparada permitirá:

 

·        Que os participantes se preparem;

·        Esclarecer o nível de importância dos diferentes assuntos;

·        Controlar o objetivo;

·        Otimizar a reunião.

 

Pontos fundamentais de uma agenda:

 

·        Título da reunião;

·        Objetivo da reunião;

·        Data da reunião;

·        Hora de início e de fim;

·        Local onde a reunião vai decorrer;

·        Participantes;

·        Sequência de pontos a tratar

 

 

 

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Inteligência Emocional: o Que é e Como Desenvolvê-la

Como Surgiu o Conceito da Inteligência Emocional? Qual a Importância de Daniel Goleman Nesse Tema? O Que é Ser Uma Pessoa Com Inteligência Emocional? Quais os Principais Benefícios Proporcionados Pela Inteligência Emocional?

 


 

Para alguns estudiosos em Psicologia, a Inteligência Emocional seria a capacidade do ser humano em reconhecer, compreender e gerenciar as suas próprias emoções, além de saber lidar com os sentimentos dos outros de forma empática. Envolve tanto o autoconhecimento quanto a empatia, permitindo respostas mais equilibradas diante de situações desafiadoras. É uma competência essencial para quem deseja lidar melhor com desafios pessoais, profissionais e sociais no dia a dia e, mais do que uma habilidade comportamental, a Inteligência Emocional é um fator determinante para a forma como as pessoas compreendem suas emoções, tomam decisões e constroem relações saudáveis. Em um mundo cada vez mais dinâmico e exigente, entender o que é Inteligência Emocional e como desenvolvê-la pode fazer a diferença no bem-estar e no desempenho de profissionais em todas as áreas. Popularizado pelo psicólogo Daniel Goleman, esse conjunto de habilidades é frequentemente mais determinante para o sucesso pessoal e profissional do que o próprio Quoeficiente de Inteligência (QI). Segundo o relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, a Inteligência Emocional segue entre as habilidades essenciais para o futuro do trabalho, especialmente quando combinada com empatia, escuta ativa e influência social. Essa habilidade é essencial em contextos que exigem tomadas de decisão, gestão de conflitos, trabalho em equipe, liderança e negociação. Ela não elimina sentimentos como raiva, tristeza ou frustração, mas contribui para que eles sejam compreendidos e canalizados de forma produtiva. Assim, em um cenário marcado por transformações constantes, saber gerenciar emoções continua sendo um diferencial competitivo em todas as áreas de atuação.

 

Como Surgiu o Conceito da Inteligência Emocional?

 

 A primeira referência a esse tema vem do século XIX de autoria do naturalista Charles Darwin, embora à época, esse conceito fosse mais próximo do conceito de “Expressão Emocional” ([1]). Tinha muito mais a ver com o instinto de sobrevivência – e com a teoria evolucionista de adaptabilidade – do que com o sentido que conhecemos hoje. Depois, já no século XX, vieram outras ideias como as de Inteligência Social (que tratava sobre a capacidade humana de compreender e motivar uns aos outros) e a de Inteligências Múltiplas (que abordava os aspectos intra e interpessoais). Um dos primeiros estudiosos que procurou entender os próprios sentimentos, motivações e medos foi Howard Gardner, embora o termo em si tenha sido usado pela primeira vez em 1990 pelos pesquisadores Peter Salovey e John D. Mayer, na Revista Imagination, Cognition and Personality. Muitos teóricos, cientistas, pesquisadores e psicólogos tiveram a sua participação no desenvolvimento do conceito e dos estudos envolvendo a Inteligência Emocional, embora nenhum deles tenha tido um papel tão fundamental quanto Daniel Goleman – autor do best seller “Emotional Intelligence”.

Goleman foi o responsável por popularizar o tema, levando o assunto a diversas camadas da sociedade, para além da academia e, ao contrário de seus colegas e antecessores, a linguagem usada por ele é muito mais acessível ao público em geral, facilitando a compreensão. O tom persuasivo também é uma marca de Goleman, que foi colunista do The New York Times por vários anos., escrevendo no caderno de Ciências e focando seus textos no comportamento humano e no funcionamento do cérebro. Em termos mais conceituais, o autor foi o primeiro a se aprofundar de fato na complexidade da inteligência emocional. Goleman apresentou resultados de novos estudos sobre a mente humana, associando diversos aspectos da nossa personalidade às habilidades cognitivas. Entre as suas principais contribuições técnicas está a criação do conceito de Quociente Emocional (QE), um complemento ao Quociente de Inteligência (o famoso QI). Para ele, a Inteligência Emocional seria a capacidade de identificar nossas próprias emoções e as das outras pessoas, de se auto motivar e de saber lidar com as próprias emoções internas e nos relacionamentos. Ela se manifesta, por exemplo, na capacidade de não reagir impulsivamente, de manter o foco em momentos de pressão e de reconhecer os limites do outro. Goleman conceituou a Inteligência Emocional de duas (2) maneiras:

 

·        Inteligência Intrapessoal: refere-se à habilidade de reconhecer suas próprias emoções e sentimentos e dar direcionamento de forma eficiente.

·        Inteligências Interpessoal: refere-se à habilidade de compreender as pessoas de forma harmoniosa, com empatia e aceitação com elas são.

 

Diferentemente do que muitos pensam, a Inteligência Emocional pode ser aprendida e desenvolvida ao longo da vida, por meio de práticas intencionais e autoconhecimento. Em ambientes profissionais, sua presença tem impacto direto na produtividade, no clima organizacional e na capacidade de liderança e, na vida pessoal, melhora os relacionamentos, fortalece o bem-estar e ajuda na resolução de conflitos cotidianos. Então, compreender o que é Inteligência Emocional é o primeiro passo para aplicar esse conhecimento em benefício próprio e coletivo.


O Que é Ser Uma Pessoa Com Inteligência Emocional?

 

Ser inteligente emocionalmente significa conseguir lidar com emoções de forma equilibrada e construtiva, mesmo diante de pressões ou situações adversas e, no dia a dia, isso se traduz em comportamentos mais conscientes, como escutar antes de reagir, manter a calma em discussões e adaptar-se com mais facilidade a mudanças. Pessoas com inteligência emocional costumam refletir antes de tomar decisões importantes e não permitem que sentimentos passageiros comprometam seus objetivos ou relações. Quando elas enfrentam frustrações, sabem identificar o que sentem e buscar soluções com foco no problema, e não apenas na emoção do momento. Em um ambiente profissional, são aquelas que conseguem manter a produtividade mesmo sob pressão, resolvem conflitos com empatia e lidam bem com o trabalho em equipe. Já na vida pessoal, demonstram escuta ativa, capacidade de perdoar, resiliência emocional e facilidade para estabelecer conexões afetivas saudáveis. Por exemplo, ao receber uma crítica, uma pessoa com inteligência emocional avalia o conteúdo da mensagem antes de reagir com irritação. Ela entende que nem toda opinião negativa é um ataque pessoal, e isso a torna mais madura nas relações interpessoais. Portanto, ter Inteligência Emocional é uma forma de viver com mais autonomia, consciência e capacidade de evoluir diante das situações.

  

Principais Benefícios Proporcionados Pela Inteligência Emocional

 

 ·        Aumento da qualidade de vida, mais disposição, vitalidade e bem-estar;

·        Clareza nos objetivos, ações e melhora na capacidade de tomada de decisão;

·        Compreensão da visão de mundo e dos sentimentos das outras pessoas;

·        Aumento do nível de comprometimento com metas de vida;

·        Redução de conflitos em relacionamentos interpessoais;

·        Melhora na comunicação e em seu poder de influência;

·        Enriquecimento dos relacionamentos interpessoais;

·        Senso de responsabilidade e melhor visão de futuro;

·        Aumento da autoestima e autoconfiança;

·        Direcionamento adequado das emoções;

·        Diminuição dos níveis de estresse;

·        Boa administração do tempo;

·        Equilíbrio emocional;

·        Alegria de viver.

 

 

 

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([1])  KOELLE, Isis. “Inteligência Emocional: o que é, pilares e como desenvolver”. FIA Business School. Outubro, 2025  

 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

A Atração Pela Simetria da Terra na Idade Média

Por Que os Egípcios Viam a Terra Sob a Forma de Um Ovo? Como os Gregos Enxergavam o Formato da Terra? Por Que Heródoto Ridicularizou o Conceito de a Terra Ser um Disco Circular Rodeado Por Um Rio?

 


 

Mais atraente do que o conhecimento humano é a impressão de conhecer e, por isso mesmo, não surpreende que a imaginação dos homens tenha dado à Terra as formas simétricas mais simples. Uma das formas mais atraentes foi a do ovo, pois os Egípcios viam a Terra como um ovo guardado à noite pela Lua e os cristãos gnósticos também viam o Céu e a Terra como um ovo e, envolvendo esse ovo, encontrava-se uma serpente gigantesca. Já a literatura grega descreve uma procura pela simetria, pois antes de os Gregos acreditarem que a Terra era uma esfera, discutiam que outra forma simples ela poderia ter. Heródoto ridicularizou o conceito de a Terra ser um disco circular rodeado pelo rio. Parecia-lhe óbvio que a Terra devia ser rodeada por um grande deserto. A crença na existência de uma espécie qualquer de “equador” surgiu antes da convicção de que o planeta era uma esfera. O Nilo e o Danúbio, segundo Heródoto, encontravam-se simetricamente à volta de uma linha mediana que atravessava os mapas gregos.

Uma Terra quadrada também atraía muita gente e, os Peruanos, por exemplo, imaginavam um mundo no feitio de uma caixa, com um telhado onde vivia o grande Deus. Já os Astecas projetavam seu universo em cinco quadrados, onde cada um continha um dos quatro pontos cardeais, que se projetava do Lugar Médio – a morada do deus do Fogo. Outros povos viam o universo como uma roda ou até como um tetraedro e, uma figura hindu, mostrava a Terra hemisférica sustentada pelas costas de quatro elefantes de pé na carapaça hemisférica de uma tartaruga gigantesca, a qual flutuava nas águas do Mundo. Por volta do século V a. C. alguns sábios gregos compreenderam que a Terra era um globo e o primeiro testemunho é encontrado em Platão. Nessa altura, pensadores gregos deixaram de imaginar a Terra como um disco plano flutuando nas águas. Platão e os pitagóricos basearam-se em fundamentos estéticos. Como uma esfera é a forma matemática perfeita, claro que a Terra tinha que ter essa forma e, discordar disso, seria negar a ordem da Criação.

Enquanto Aristóteles viveu a Geografia matemática fez grande progresso entre os Gregos que, embora ainda não tivessem pormenores sobre a superfície da Terra para desenhar um Mapa do Mundo, mas usando matemática e astronomia, chegaram a cálculos extraordinariamente exatos. Escritores clássicos (Plínio e Ptolomeu) e enciclopedistas populares aceitaram a esfericidade da Terra e sobre ela escreveram. Esta descoberta viria a ser um dos mais importantes legados do saber clássico ao mundo moderno.

Uma Terra esférica oferecia uma grande oportunidade na imaginação, pois ela poderia ser simetricamente dividida de várias formas. A primeira tentação foi vê-la cercada por linhas paralelas. Mas, e se elas fossem separadas – de algum modo –, os espaços entre elas poderiam ter algum significado especial? Os Gregos achavam que sim, pois eles desenharam essas linhas ao redor da Terra, dividindo-a em subdivisões paralelas que eles chamaram de “Climata”. A duração do dia mais longo era mais ou menos a mesma para todos os lugares no interior de uma zona. Na zona próxima ao Polo, o dia mais longo do ano durava mais de 20 horas, enquanto perto do equador a luz do dia jamais durava além de 12 horas. No meio havia zonas onde o dia mais longo durava todos os vários diferenciais.

Em longo prazo essas linhas tinham um grande significado para compreensão da superfície do planeta. Estrabão, por exemplo, insistia que as “Climatas” de ambos os lados do equador tinham uma flora e fauna características. Ele disse que os solos arenosos só produziam alguns frutos acres, pois essas regiões não tinham montanhas capazes de quebrar as nuvens a fim de produzir chuvas, e por isso mesmo, “as pessoas tinham pelo lanoso, beiços protuberantes e narizes achatados”. Daí a tez escura dos Etíopes era atribuída ao sol escaldante das “Climatas” tropicais e, o tipo louro dos habitantes do extremo norte, era atribuído a frigidez das “Climatas” árticas.

Júlio Cesar confiou na Geografia do maior dos geógrafos (Erastóstenes), o qual criou uma técnica para medir a circunferência da Terra que ainda se utiliza. Ele soube por viajantes que ao meio-dia de 21 de junho o Sol não projetava nenhuma sombra em um poço da cidade de Siene, o que significava que se encontrava diretamente acima.

Ele sabia que o Sol sempre projetava uma sombra em Alexandria e, mediante seus conhecimentos, considerou que Siene deveria ficar ao sul de Alexandria. Teve a ideia de que, se conseguisse medir o comprimento da sombra do Sol em Alexandria na hora em que não havia nenhuma sombra em Siene, ele poderia calcular a circunferência da Terra. A distância de Siene a Alexandria foi calculada em 50 “Estádios” (50 X 100) e, depois, Erastóstenes calculou que a circunferência da terra era de 250 mil “Estádios” (50 X 5000). Não existe certeza quanto à conversão dos “Estádios” (primitivamente 600 pés gregos) em medidas modernas, mas alguns cálculos situam um “Estádio” grego em cerca de 607 pés ingleses. Através desses cálculos para a circunferência da Terra, Erastóstenes chegou ao número aproximado de 46.200 km – o que erra por excesso em cerca de 15%. A exatidão do número de Erastóstenes para a circunferência da Terra só seria igualada nos tempos modernos, pois a sua combinação da teoria astronômica e da geometria forneceu-lhe um modelo que ficou esquecido durante demasiado tempo depois dele. Mais importante ainda do que seus cálculos finais foi a sua técnica para cartografar a superfície terrestre. Sabemos disso através dos ataques feitos por Hiparco (da Niceia), o qual descobriu a precessão [[1]] dos equinócios, catalogou cerca de mil estrelas e inventou a Trigonometria.

Mas, ele nutria uma antipatia pessoal por Erastóstenes, o qual morrera 30 anos antes de ele nascer. Na verdade, Erastóstenes subdividira a Terra por linhas paralelas Leste-Oeste e norte-sul (meridianos). Ele separou o mundo numa divisão setentrional e meridional por uma linha Leste-Oeste paralela ao equador e, depois disso, acrescentou uma linha norte-sul em ângulo reto, passando por Alexandria. Já Hiparco deu o seguinte passo: _ Por que não assinalar todas as linhas de “Climata” à volta da esfera, todas paralelas à linha equinocial e a intervalos iguais do equador para os polos? E, por que não assinalar também outras linhas em ângulo reto com as igualmente espaçadas no equador? Assim, as linhas de Climatas poderiam servir para mais do que descrever regiões da Terra que recebiam a luz solar em ângulos similares. Pois, se elas fossem numeradas proporcionariam um conjunto de coordenadas para situar todos os lugares da Terra.

Então, como seria fácil dizer a alguém onde poderia encontrar qualquer cidade, rio ou montanha do planeta. Hiparco repartiu a superfície da Terra em 360 partes (os “graus”, dos modernos geógrafos) e situou as suas linhas meridianas no equador (longitude), com intervalos de cerca de 112 km (mais ou menos a dimensão de um grau). Daí, combinando as Climatas tradicionais com elas, concebeu um mapa do Mundo baseado em observações astronômicas de latitude e de longitude. Dessa forma, a Latitude e a Longitude foram para a medição do espaço o que o Relógio mecânico foi para a medição do tempo.

É uma pena que Ptolomeu ficasse identificado com uma Astronomia obsoleta e, uma das razões para ele ocupar espaço tão apagado na história, deve-se ao fato de sabermos tão pouco sobre sua vida. Egípcio grego ele usava um nome comum no Egito alexandrino e, por acaso, o de um dos companheiros mais íntimos de Alexandre, o Grande. Outro Ptolomeu se tornou governador do Egito após a morte de Alexandre e depois se proclamou rei. Mas esse Ptolomeu foi apenas rei, enquanto nosso Ptolomeu foi um homem da ciência.

Ptolomeu teve um grande talento para aperfeiçoar os trabalhos dos outros. Seu Almagesto sobre Astronomia, sua Geografia e seus trabalhos sobre Astrologia constituíram uma síntese do melhor pensamento do seu tempo e, para “Geografia” – por exemplo – ele usou os conhecimentos de Erastóstenes e de Hiparco e indicou as Latitudes e as Longitudes de 800 lugares na Terra.

Ptolomeu teve a coragem de enfrentar as consequências cartográficas da forma esférica da Terra. Elaborou uma tabela de cordas baseada na Trigonometria de Hiparco a fim de definir a distância entre lugares e, além disso, concebeu uma maneira de projetar a Terra esférica numa superfície plana.

A sua fraqueza foi a sua desesperada carência de dados, pois em longo prazo, as matérias primas para um Atlas satisfatório do Mundo teriam de vir de observadores qualificados do todo o mundo. Sendo assim, não é de admirar que, com os seus dados limitados, Ptolomeu tivesse cometido alguns erros cruciais. Um deles foi o que mais influenciou a História, pois ao calcular a circunferência da Terra ele rejeitou o cálculo exato de Erastóstenes. Assim, Ptolomeu calculou que cada grau da Terra mediria apenas 90 e não 112 km e, depois disso, ele declarou que a Terra tinha 28.960 km de circunferência. Além disso, ele cometeu o erro de prolongar a Ásia para leste – muito além de suas verdadeiras dimensões – numa extensão de 180º em vez dos reais 130º. Para os Árabes – e outros que nele também depositaram sua fé – Ptolomeu continuou a ser a fonte e o soberano da Geografia do Mundo. Se, no milênio pós-Ptolomeu, os navegadores tivessem prosseguido livremente de onde ele parou, certamente a história do Velho e do Novo Mundo teria sido diferente.

 



([1])  Movimento lento e gradual na orientação do eixo de rotação de um objeto giratório


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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Reuniões Como Instrumento de Comunicação Empresarial

Quais São os Elementos Básicos Que Constituem Uma Reunião? Por Que Muitas Reuniões Falham? Quais as Principais Vantagens de Uma Reunião Produtiva? Quais os Tipos de Reuniões Mais Frequentes?

 


 

As reuniões constituem um dos instrumentos mais importantes para a gestão de qualquer empresa. No entanto – e por uma série de fatores – as reuniões são atualmente vistas essencialmente como um desperdiçador de tempo e, sob o ponto de vista de alguns gestores, "elas só servem para nos desviar do que realmente interessa e do que temos que fazer”. Deste modo, torna-se urgente conseguirmos otimizar um recurso tão importante, de forma a facilitarmos o nosso desempenho e a concretização dos objetivos, pois, muitas vezes, não possuímos a noção dos elementos básicos que constituem uma reunião. Por definição – e de uma forma simplista – uma reunião é uma associação de pessoas que se juntam com um determinado objetivo. Segundo estudos realizados no Reino Unido cerca de quatro (4) milhões de horas são gastas diariamente em reuniões, realizam-se cerca de 50 milhões de reuniões diariamente e cerca de 30% do tempo dos diretores é gasto em reuniões. O estudo concluiu que a grande maioria das reuniões são improdutivas e uma perda de tempo. Além disso, são mal aceitas pelos seus participantes, caras para as empresas e demasiado longas e rotineiras. No entanto, as reuniões são fundamentais à sobrevivência de qualquer organização, dependendo a sua produtividade da capacidade de quem as conduz. Assim, pode-se dizer que uma reunião falha porque:

 

·        Era desnecessária

·        Foi marcada com um motivo oculto

·        Os objetivos não foram transmitidos anteriormente, foram demasiadamente ambiciosos ou estavam mal definidos.

·        Os convocados não têm autoridade para implementar a decisão tomada.

·        O número de participantes era excessivo.

·        O controle foi inadequado

·        O local era inadequado

·        O tempo foi mal gerido

·        Decorre numa altura do dia, da semana ou do mês pouco apropriada.

·        Foi desvalorizada.

·        Alguns participantes saem da reunião sem perceber o que se espera deles.

·        A discussão é interminável ou tomada de forma precipitada.

·        Não existe agenda ou não foi divulgada.

 

 

Vantagens de Uma Reunião Produtiva

 

·        A troca de opiniões pode otimizar uma decisão.

·        Permite uma visão geral da organização.

·        Circunstancializa o desempenho.

·        Permite melhor conhecimento dos diferentes objetivos da empresa.

·        Pode melhorar a comunicação do grupo.

·        Facilita a tomada de decisões impopulares.

·        Promove a motivação e a coesão do grupo.

·        Possibilita maior envolvimento na execução das decisões.

 

Desvantagens

 

·        Podem ocupar tempo vital para desenvolvimento de outras tarefas.

·        Pode surgir um pensamento grupal.

·        Pode desmotivar pessoas, quando sentem que seus argumentos foram ignorados.

·        Podem transmitir sensação de manipulação, quando são mal geridas.

·        Estimulam alguma diluição da responsabilidade.

 

Frequentemente muitos gerentes são confrontados com reuniões que parecem perfeitamente inúteis só porque o seu objetivo não está definido e, para que um objetivo esteja bem estruturado, ele terá que ser claro, preciso e realista; ou seja, o gestor deverá estar adaptado às possibilidades do seu próprio grupo. Além disso, o gerente deve ser relativamente ambicioso de forma a ser motivador e, se possível, mensurável a fim de estipular o resultado pretendido e o respectivo prazo.

 

Tipos de Reuniões Mais Frequentes

 

1)    Reunião Para Tomada de Decisão: O primeiro passo será decidir que tipo de decisão têm que tomar, pois existe um determinado número de opções, pelo que o grupo terá como objetivo avaliar os prós e contras de cada uma delas. À priori não existe qualquer tipo de opções definidas em termos de criatividade e, dessa forma, o primeiro passo será criar estas opções (por exemplo através da técnica do brainstorming) para que depois os participantes possam avaliar os prós e os contras de cada uma delas.

2)    Reunião de Equipe: Normalmente existe uma periodicidade regular e podem se transformar numa rotina, deixando assim de despertar qualquer interesse. Esse tipo de reunião deve ser extremamente breve, informal e cada ponto da agenda deve ter um tempo definido. Cada ponto deve ser orientado por quem o propôs e as decisões devem ser resumidas pela chefia.

3)    Reuniões Para Resolver Problemas: Essas reuniões procuram identificar as causas de algo que está fora do planeado e, no fundo, procura-se responder a um conjunto de seis perguntas: O quê?, Porquê?, Quando?, Como?, Onde? e Quem?

4)    Reuniões Para Delegar Tarefas ou Responsabilidades: Depois de tomar uma decisão muitas vezes será necessário distribuir tarefas e/ou responsabilidades pelas pessoas que irão implementá-las. Embora a delegação não tenha que ser feita necessariamente em uma reunião, existem algumas vantagens para que ela se desenvolva nesse contexto, tais como; (A) Perceber a decisão coo um todo; ou seja, contextualizar a tarefa; (B) Clarificar pormenores que de outra forma passariam despercebidos.

5)    Reuniões de Análise de Projetos em Curso: Para analisar um projeto o gestor deve (A) determinar o que já deveria ter sido feito; (B) verificar o que já foi efetivamente realizado; (C) determinar as razões dos eventuais atrasos; (D) avaliar eventuais alterações no projeto; (E) esclarecer o que tem que ser feito; (F) referir-se a possíveis dificuldades que poderão surgir; (G) propor medidas para essas mesmas dificuldades.

6)    Reuniões de Planejamento: Têm como objetivo o planeamento de uma determinada atividade e, para elaborar um plano, o gerente deve: (A) clarificar o objetivo do plano; (B) elaborar um calendário para o plano; (C) identificar as tarefas principais; (D) listar os recursos necessários; (E) atribuir responsabilidades; (F) decidir prazos de conclusão.

7)    Reuniões Eletrônicas: O contato entre os convocados é feito através de telefone ou vídeo. São reuniões que têm regras muito específicas, tais como: (A) o gestor deve referir-se frequentemente o nome da pessoa com quem fala; (B) o gestor deve manter a ordem da agenda; (C) sempre que possível, o gerente deve usar apoios visuais (Exemplo: gráficos); (D) certificar-se que todos os participantes estão visíveis e que não haja elementos de distração; (F) quem estiver falando deve manter contato visual com os ouvintes, olhando para a câmera; (G) para que não haja sobreposição de diálogos, deve existir um breve intervalo entre os oradores; (H) evitar roupas completamente brancas, pretas, riscas, muito finas ou cores berrantes; (I) se for necessário movimentar-se, o gestor deve evitar movimentos rápidos ou bruscos.

8)    Reuniões Consultivas (ou de Vendas): (A) comunique-se eficazmente com o cliente, mostrando que conhece bem o seu problema; (B) identifique as necessidades do cliente, definindo o problema; (C) apresente a solução de forma genérica; (D) pormenorize sua solução, explicando-a passo a passo e realçando os resultados esperados; (E) procure antecipar-se às objeções; (F) apresente novamente a proposta de forma resumida e estimule discussões.

9)    Reuniões de Passagem de Informações: São naturalmente as reuniões mais eficazes se os participantes tiverem antecipadamente em seu poder um documento com a informação do que será discutido e transmitido. Assim, o gestor deverá (A) explicar o objetivo, ressaltando a importância da informação; (B) referir-se resumidamente a informação; (C) esclarecer o tempo de vai demorar. Assim o gestor deve usar frases curtas, simples e recorrendo aos maios audiovisuais. Além disso, o gestor deve estimular os participantes a tirarem suas dúvidas, evitar qualquer desvio ao tema, resumir os pontos chaves e disponibilizar-se para quaisquer esclarecimentos.

10)                       Reuniões de Motivação: Essas reuniões têm como objetivo incrementar a motivação dos seus participantes relativamente a um projeto, a um produto, a um serviço ou mesmo relativamente à empresa. Muito frequentemente, são reuniões onde se divulgam os sucessos pessoais ou grupais.   

   

 

 

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