sexta-feira, 18 de junho de 2021

A Evolução da Economia Como Ciência

 

Como se Constituía a Ciência Econômica na Antiguidade? Onde Ocorreram as Primeiras Manifestações do Pensamento Econômico? Quem Foram os Primeiros Filósofos-Políticos da História Econômica? Qual Era o Pensamento Econômico da Igreja Após a Queda de Roma? Por Que o Mercantilismo Foi Considerado um Movimento de Transição?

 



A fim de se obter uma visão de conjunto sobre a evolução da Economia como ciência é necessário ordenar historicamente a constituição da Ciência Econômica, começando pelos filósofos-políticos da Grécia e de Roma até atingirmos as modernas correntes do pensamento econômico. Nesse longo período, centenas de ideias conflitantes foram desenvolvidas, influenciadas por matrizes ideológicas ou emergentes. Houve economistas radicalmente liberais, ao lado de fervorosos defensores do intervencionismo e, certamente, houve os que propuseram o individualismo econômico ao lado dos que condenaram os sistemas, sob a alegação de que a Economia deveria se preocupar com a constituição de Estados fortes.

Houve também os que julgavam indispensáveis as desigualdades da repartição da riqueza, ao lado dos que condenavam as injustiças, evocando o fato de serem elas socialmente indesejáveis. Mas, apesar desses conflitos os pensadores sempre tiveram pontos em comum e, sua preocupação básica, sempre foi a pesquisa da melhor solução para os problemas econômicos de sua época. Seu objetivo foi o de construir uma ciência que ajudasse a solucionar os problemas da luta do homem pela formação de riqueza.   

 

As Primeiras Manifestações

 

As primeiras manifestações do pensamento econômico se encontram ligadas aos esforços dos povos primitivos para melhoria de sua cultura técnica e a solução de suas necessidades econômicas imediatas, além do que as primeiras comunidades teriam sentido o impacto de problemas decorrentes do desenvolvimento numérico da espécie e da complexidade da organização social.

Nas Idades do Bronze e do Ferro – que sucederam à da Pedra – novos problemas de organização teriam sido gerados e, o fato de as tribos se entregarem a conquista de novas terras, é suficiente para evidenciar a eclosão de problemas de organização social e o desencadeamento de novas formas de luta pela sobrevivência individual das tribos. Transcorridos esses períodos, desenvolveram-se civilizações socialmente mais organizadas no Mediterrâneo, as quais exigiram a fixação de princípios menos rudimentares de organização econômica. O mar exerceu no norte do Egito a função de centro convergente de civilizações, que os gregos e os romanos unificariam. Nessa vasta região, três (3) tipos de organizações econômicas são encontrados:

 

·        O 1º, constituído pelo Egito e Mesopotâmia, caracterizado pela exploração da terra e por uma organização política centralizada.

·        O 2º, representado pelas cidades fenícias e gregas, as quais fazem da terra um ponto de apoio, e do comércio marítimo e das trocas internacionais os principais móveis da atividade econômica.

·        O 3º, centralizado por Roma, a qual é a justaposição e interpenetração das forças econômicas da terra e do mar.

 

Durante a constituição desses 3 tipos de organização surgiram os primeiros filósofos-políticos como Platão, Aristóteles e Xenofonte (na Grécia); Catão, Varrão e Paládio no Império Romano.

Platão se dedicou à planificação de um Estado ideal, onde seriam evitadas as instituições decadentes e nas injustiças sociais. Aristóteles desenvolveu ideias sobre o estado e discutiu a usura, os salários e a formação da riqueza. Já Xenofonte escreveu ensaios sobre agricultura e o sistema tributário. Já os pensadores de Roma se dedicaram ao Direito e suas contribuições no terreno da Economia, prendendo-se nas observações sobre as atividades agrícolas. Catão condenou as grandes propriedades e propôs sistemas para repartição de terras e, Paládio, se preocupou com o declínio da atividade agrícola e aconselhou a diversificação da produção.

Todavia, nenhum desses filósofos-políticos se preocupou em procurar o laço entre os diversos aspectos da realidade econômica que analisaram, nem imaginado fazer deles o objeto de um conjunto científico. Suas observações no terreno da Economia formaram muito mais um conjunto de regras de moral prática e de conselhos políticos a soberanos do que propriamente um ordenamento científico para investigação das questões econômicas da sua época.

 

 

As Manifestações Escolásticas da Idade Média

 

 

Com a queda de Roma iniciou-se a Idade Média e, a partir do século XI, um claro crescimento demográfico acabou criando oferta de mão de obra que provocou aumento da produção, o qual desenvolveu o comércio e as cidades. Surgiu então um comércio internacional que mobilizou grandes capitais, quando a indústria têxtil ganhou um papel fundamental. Foram criadas várias formas de associação, nasceu o sistema bancário e generalizou-se a os instrumentos de crédito. Em suma, muitos elementos da Economia moderna surgiram como criações medievais.

Procurando desempenhar um papel social, a Igreja formulou uma linha própria de pensamento econômico que objetivava reduzir o alcance da produção e proteger os consumidores. A ética professada pela Igreja não condenava o comércio em si, mas os abusos que poderiam advir dele. Sendo assim, a livre iniciativa e a concorrência eram vistas como perigosas, pois colocariam os mais fracos à mercê dos mais poderosos. Daí aceitava-se o pagamento de juros, desde que o negócio incorresse em certo risco e, caso contrário, ocorria a usura que era considerada imoral pela Igreja.

Formalizando o ponto de vista econômico da Igreja, Tomás de Aquino se destacou como o principal pensador escolástico. Ele deixou dezenas de ensaios e, em seus escritos, várias passagens de natureza econômica revelavam sua preocupação com a correta utilização da propriedade privada, com um justo sistema de preços, com o comércio, com a usura e com os sistemas salariais. Além dele, destacam-se Nicolau Oresmo e Antônio de Florença, embora seus pensamentos econômicos tenham se desenvolvido na mesma linha de Santo Tomás.

 

 

Mercantilismo: Um Momento de Transição

 

Embora a escolástica medieval tenha desenvolvido muitas ideias sobre o comércio, a usura, os salários e os sistemas de preços, entende-se que os primórdios da Teoria Econômica foram estabelecidos a partir do fim da Idade Média, quando a interferência da Igreja nos assuntos econômicos decaiu. Conforme alguns autores, o que a Idade Média chamava de pecado passou a chamar-se “empreendimento”.

Nessa nova fase, as restrições dos escolásticos ao comércio e ao lucro foram postas à margem e, consequentemente, os mercadores obtiveram o reconhecimento da comunidade e do Estado. O artesanato urbano, os regimes corporativistas e as organizações feudais cederam lugar à supremacia dos Estados, que procuravam acumular metais preciosos – símbolo e base da potência econômica e da riqueza nacional. Alguns deles estenderam seus domínios e nas terras conquistadas foram buscar os metais indispensáveis à sobrevivência e ao fortalecimento da soberania.

Os pensadores econômicos desse período entenderam que os grandes estoques de metais preciosos constituíam a própria expressão de riqueza nacional. Os Estados que dominavam as novas terras conquistadas (Portugal e Espanha) deveriam mobilizar as colônias, no sentido de que essas lhes fornecessem as maiores quantidades de ouro e prata. Essas ideias também constituíam o corpo do pensamento econômico na França, Alemanha, Inglaterra, Áustria e Holanda.

Dessa forma, o comércio internacional se transformou em um dos mais poderosos instrumentos da política econômica. Os estados ambicionavam o poder e quando não possuíam metais preciosos deveriam recorrer ao comércio, como meio para acumulá-los: o excesso das exportações sobre as importações deveria ser recebido não em mercadorias, mas em lingotes de ouro ou prata. Sendo assim, a essas práticas econômicas atribui-se a denominação geral de “Mercantilismo”.


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terça-feira, 8 de junho de 2021

O Fracasso Escolar Na Relação do Ensino e da Aprendizagem

A Grande Depressão de 1929 e as Soluções Nacionais

 

Quais Foram as Principais Razões Que Provocaram a “Grande Depressão”? Qual a Influência do Sistema Capitalista Nessa Crise Mundial? Quem Controlava a Economia Mundial Antes da 1ª Guerra?

 

 


 

Antes do século XVIII as crises afetavam o setor agrícola mundial, caracterizando-se pela escassez de alimentos e outros artigos cujos preços se elevavam. Com o início do capitalismo houve uma mudança no caráter dessas crises e, nelas, não existiam mais a escassez e sim a abundância, onde os preços caíam.

Mas, por que isto acontecia? A produção capitalista tem por finalidade o lucro. E tais crises estão relacionadas com o próprio sistema, na medida em que existe uma tendência de redução na taxa de lucro. Com o desenvolvimento do capitalismo, uma parte cada vez maior do lucro foi empregada em novas máquinas.

Essas máquinas eliminavam o trabalho de muitos homens, reduzindo o custo de produção e possibilitando maiores lucros. Todavia, provocando o desemprego e a baixa dos salários, contribuía para diminuir a capacidade de consumo das mercadorias.

Apesar de a capacidade de produção ter aumentado, a taxa de lucro reduziu-se porque o poder de compra dos trabalhadores limitou-se drasticamente, tonando-se o “impasse” do sistema capitalista. Daí, como solucionar essa situação? Para os capitalistas, quanto mais pagar aos operários, tanto menor será seu lucro.

Dessa forma, reduziram-se os salários a fim de permitir maior acumulação de capitais que foram usados para o aumento da produção. No entanto, o baixo poder aquisitivo não permitia que a produção fosse absorvida. Como resolver tal contradição?

O subconsumo levava à estocagem de mercadorias, à baixa dos preços e à diminuição da capacidade produtiva cujo efeito era o desemprego. À crise, seguiu-se um período de depressão, estagnação dos negócios e desemprego e, a seguir, novo período de “prosperidade” no qual a atividade econômica recomeçava com novo ímpeto. Daí o caráter cíclico das crises.

Tais crises eram basicamente industriais, de superprodução e cíclicas, pois não era uma crise em apenas um país, mas no conjunto dos países capitalistas. Isso porque a necessidade de mercados para os excedentes de capitais e produtos levava à concorrência entre os países capitalistas. Deve-se lembrar de que este foi o fator mais importante para provocar a Primeira Guerra, em 1914.

Mas, ao chegarmos à Primeira Guerra observamos uma não correspondência do pensamento econômico com a realidade da época. A era da multiplicidade de pequenas empresas, concorrentes entre si, passara: a economia era controlada pelos grandes monopólios e no plano comercial firmavam-se as tarifas protecionistas, sendo o papel do Estado mais vasto do que aquele de guardião da propriedade privada imaginado pelos liberais do século XVIII.

O Estado liberal exercia seu papel de mantenedor da ordem, deixando no plano econômico as iniciativas a cargo da livre iniciativa. A Primeira Guerra mudou tal situação: _ o não intervencionismo dos liberais foi impotente para coordenar uma economia de guerra, tarefa que o Estado assumiu.

Com ou sem intervenção do Estado na economia, a contradição permanecia e as crises de superprodução eram constantes. Daí, como resolver o problema? Nos países capitalistas tentava-se resolver o problema “consertando” o próprio capitalismo; isto é, o plano era abolir a abundância reduzindo a produção.

 

A Crise do Pós-Guerra, a Difícil Reconversão.

 

As consequências da guerra foram pesadas para os países europeus, principalmente para os envolvidos no conflito e cujo território serviu de campo de batalha – como a França e a Alemanha. No geral, o capitalismo europeu declinou no pós-guerra, contrastando com a ascensão americana e japonesa. A Inglaterra entrou em um processo crônico de crise, o mesmo ocorrendo com a França.

Essa Pequena Crise atingiu os países capitalistas europeus que perderam seus mercados tradicionais, atingindo também os EUA e o Japão provocando o desemprego e falências e deixando no seu caminho a insatisfação social.

A retração das exportações europeias e a necessidade de matérias-primas e produtos alimentícios levaram os países da periferia – especialmente da América Latina – a desenvolverem as suas indústrias e aumentarem suas exportações de produtos primários. Daí, os EUA e o Japão (grande aproveitador da guerra) aceleraram sua industrialização.

O período seguinte à Pequena Crise de Reconversão caracterizou-se por uma retomada da expansão, inaugurando-se um novo ciclo de prosperidade na economia ocidental. Entretanto, o fenômeno foi muito desigual nos quatro principais países capitalistas (França, EUA, Inglaterra e Alemanha).

A “prosperidade” foi mais um fenômeno americano do que europeu, pois a expansão inglesa foi bloqueada até 1925 quando praticou rígida política deflacionária e de retorno ao padrão ouro na paridade anterior à guerra: _ a libra ficou mais valorizada e os preços dos produtos ingleses não eram competitivos.

A França conseguiu dobrar sua produção até 1927, enquanto a Alemanha se beneficiou do grande afluxo de capitais americanos. Estes também se dirigiram para a Europa Central, beneficiando países como a Tchecoslováquia e Polônia. O Japão continuou em ritmo crescente, mesmo com o fechamento dos mercados europeus.

Ao lado da racionalização progrediu a concentração industrial, ocorrendo a formação de grandes holdingscartéis e trustes internacionais. A agricultura jamais conseguiu se recuperar no pós-guerra, principalmente a americana, o que levava a uma baixa no poder aquisitivo dos setores rurais.

O subemprego era a causa do baixo poder aquisitivo global e o número de desempregados permanecia constante. Apesar do aumento da produção, a maioria das indústrias trabalhava com capacidade ociosa. Entretanto, a especulação financeira era intensa: _ na Bolsa de Nova Iorque uma enorme especulação não cessava seu curso.

 

A Crise de 1929 e Seus Efeitos

 

 Culminando com um rápido declínio das atividades econômicas e sendo um reflexo desse problema estrutural, em 24 de outubro de 1929 ocorreu a quebra da Bolsa de Nova Iorque. Nesse dia foram lançados mais de 16 milhões de títulos, os quais não encontraram compradores, acelerando-se a queda do seu valor.

No início de novembro a totalidade das ações industriais tinha perdido mais de 1/3 do seu valor. A crise americana arrastou consigo países ligados à economia dos EUA: uma das características da Crise de 1929 foi a sua ampliação, sua universalização e, outra característica, é que ela foi produto de uma crise agrária, financeira e industrial ao mesmo tempo. E a sua duração foi anormal, pois se o ciclo infernal durou até 1933, seus efeitos se fizeram sentir até as vésperas da Segunda Guerra.

De imediato a Crise levou à falência as instituições bancárias americanas e europeias, uma vez que os bancos americanos repatriaram os capitais investidos e cessaram de abrir crédito aos países estrangeiros. As falências dos bancos repercutiram em toda Europa – especialmente a Alemanha – e, para impedir o agravamento do desastre, o governo alemão bloqueou os capitais estrangeiros. A Crise propagou-se pela Inglaterra – credora da Alemanha – e finalmente atingiu todos os países.

Em 21 de outubro de 1931 o governo britânico abandonou o padrão ouro, ocorrendo uma desvalorização de mais de 40 % da libra e, em consequência disso, foram para o abismo as moedas satélites (mais de 30 países). De 1929 a 1933 a produção industrial retrocedeu, tendo o ponto mais baixo ocorrido em 1932 (38 % a menos que em 1929).

A Alemanha foi o país mais atingido e os prejuízos se repartiram entre os EUA, a Alemanha, Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Áustria e Canadá. Os estoques aumentavam e não havia compradores; tal situação era agravada pelo fechamento dos mercados externos, através de altas tarifas protecionistas e pelo desemprego em massa, reduzindo o poder aquisitivo dos consumidores.

A agricultura foi atingida violentamente observando-se uma enorme queda e uma diminuição do poder de consumo, levando países tradicionalmente exportadores de produtos agrícolas – Brasil, Argentina, Nova Zelândia e outros – a enfrentar o problema da superprodução e da bancarrota.

A Crise não só quebrou a euforia ilimitada dos anos 20 como acentuou os conflitos sociais, especialmente nas sociedades muito diferenciadas. Em 1932, o número de desempregados do Mundo Ocidental atingiu cerca de 30 milhões, não se contando as populações da Ásia, África e América Latina, onde o desemprego é um problema constante.

Os países mais afetados pelo desemprego foram os altamente industrializados como os EUA (17 milhões), a Alemanha (6 milhões), a Inglaterra (3 milhões) e o Japão (2,5 milhões). Daí, amplos setores da alta burguesia passaram a apoiar regimes políticos autoritários que garantissem a ordem – explicando-se aí, o apoio ao fascismo na Itália e ao nazismo na Alemanha.

O empobrecimento da burguesia e o aumento do movimento operário – levando à ameaça de uma revolução comunista – canalizaram os setores mais atingidos a engajar-se em formações político-partidárias pregadoras de soluções autoritárias (como o fascismo, por exemplo).


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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Curso de Pós-Graduação EAD em Perícia Grafotécnica Para pedagogos

 

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quinta-feira, 27 de maio de 2021

Como Argumentar Nas Questões Discursivas do ENADE

 



A prova do ENADE é constituída por 5 (cinco) questões discursivas, as quais variam de 8 a 10 linhas. Independentemente do limite para a escrita, em todas essas questões você deve saber como estruturar o seu texto e, principalmente, argumentar aquilo a que você se propõe a abordar na escrita.

Dito isso, você já deve ter escutado de alguns professores, no período escolar ou até mesmo na graduação – depois de eles terem analisado algum texto seu – algumas expressões como: “Faltou argumentação”, “Você precisa argumentar mais”, “Precisa aprofundar as argumentações”.

Mas, afinal, o que é argumentação? Pode-se dizer que argumentação é um recurso utilizado nos textos, a fim de sustentar uma tese (ideia). Logo, para o autor mostrar que a sua ideia tem relevância, ele precisa ter bons argumentos. Esses argumentos são essenciais na construção de um texto, pois, por meio deles, serão apresentados estudos, dados, fatos relevantes e opiniões de especialistas que embasarão a sua ideia, a sua opinião ou a sua posição.

Você se lembra de que o primeiro parágrafo da sua resposta deve ser uma introdução ao tema, certo? E, depois dela, você precisará desenvolver “o corpo do texto”, o qual é constituído por parágrafo (s) e, em cada parágrafo, será trabalhada uma ideia central acompanhada dos seus possíveis argumentos. Vale destacar que há alguns tipos de argumentação, mas, neste texto abordaremos apenas dois (2) deles: 

 

1º) Argumento de Comprovação: É sempre utilizado quando se quer usar argumentos comprovados pela ciência como dados, estatísticas, porcentagens, pesquisas. Para ficar mais fácil de você compreender como isso ocorre no texto, veja o exemplo a seguir cuja temática abordada foi “A desigualdade social em se tratando da população preta”. Repare que os dados utilizados para argumentação estão destacados em negrito, trazendo informações do IBGE, por exemplo.

 

Exemplo: “Muito se discute sobre a desigualdade social no Brasil, segundo pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as pessoas pretas ou pardas são as que mais sofrem no país com a falta de oportunidades e a má distribuição de renda. Embora representem a maior parte da população (55,8%) e da força de trabalho brasileira (54,9%), apenas 29,9% dessas pessoas ocupavam cargos de gerência”

 

2º) Argumento de Autoridade: É utilizado quando se quer usar argumentos de especialistas, estudiosos, entendedores de um determinado assunto que tenham reconhecimento por suas produções intelectuais. Para ficar mais fácil compreender como ela ocorre no texto, veja o exemplo a seguir cuja temática abordada foi “O discurso de ódio que ganha força nas redes sociais”. Repare que o autor do texto traz os argumentos de um filósofo para embasar os seus, como destacado, em negrito, no texto.

 

Exemplo: “Os discursos de ódio, que se proliferaram pelas redes sociais no Brasil, vêm ferindo muita gente e, em alguns casos, afetando até o psicológico de muitas pessoas. De forma radical e perversa, muitas pessoas vêm destilando seu ódio com o intuito de ferir alguém”.

 

Conforme Byung-Chul Han (Filósofo sul-coreano): “O respeito está ligado ao nome. O anonimato e o respeito excluem-se mutuamente. A comunicação anônima, que a digitalização facilita, opera uma destruição maciça do respeito. E é, em parte, responsável pela crescente cultura da indiscrição e da falta de respeito. As shitstorms (“tempestade de indignação”) são também anônimas e é o anonimato que as tornam tão violentas”.

 

OBSERVAÇÃO: Uma dica importante para você inserir o argumento por autoridade é utilizar-se de modalizadores que indicam o uso de ideias de outros autores no seu texto, tais como: “Segundo fulano de tal”, “Como afere fulano de tal”, “De acordo com fulano de tal”, “Na perspectiva de fulano de tal”, dentre outros.


quarta-feira, 26 de maio de 2021

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sábado, 22 de maio de 2021

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quinta-feira, 20 de maio de 2021

CURSO de GRADUAÇÃO EAD em TECNOLOGIA DE RECURSOS HUMANOS

 

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terça-feira, 11 de maio de 2021

Um Breve Panorama Sobre a Teoria Clássica do Emprego

 

Em Que Alicerces se Baseava a Teoria Clássica do Emprego? E a Lei de Say? Como Raciocinavam os Teóricos Clássicos Sobre a Produção Global?

 

 


 

A teoria clássica sobre o equilíbrio da atividade econômica (ou teoria clássica do emprego) fundamentava-se em argumentos derivados da confiança que os economistas liberais dos séculos anteriores depositavam no livre jogo das forças de mercado, como elemento condutor do equilíbrio geral. A lei de Say – que resumia com precisão toda argumentação clássica – se baseava na simultaneidade dos fluxos da produção e da renda.

 

O próprio modelo dos fluxos fundamentais dos sistemas econômicos sugere que toda produção gera um correspondente fluxo de rendimento suficiente para a aquisição de todos os bens produzidos. Assim, raciocinavam os clássicos, desde que a produção global atendesse às necessidades da coletividade, não haveria motivo para que certa parcela dos bens elaborados pelo sistema deixasse de ser adquirida. Consequentemente, nada indicava que o desemprego pudesse ocorrer, pois desde que o poder de compra nas mãos da coletividade fosse empregado na aquisição dos bens, nenhum setor produtivo registraria insuficiente escoamento de sua produção, capaz de conduzir à paralização de suas atividades. Afinal, a geração simultânea da produção e da renda coloca nas mãos da coletividade um potencial de compra suficiente para que todos os bens e serviços produzidos pelo sistema possam ser consumidos.

 

Embora tudo indicasse que a oferta criaria sua própria procura, um importante elemento – a poupança – poderia interromper esse mecanismo. Se a sociedade destinasse ao consumo todo o rendimento gerado pelo processamento da produção, não haveria motivos para a superprodução, o desemprego e o desequilíbrio da atividade econômica. Todavia, na realidade, a coletividade somente destina ao consumo uma parcela dos rendimentos percebidos e outra parcela é destinada à poupança. Contudo, a ortodoxia clássica não acreditava que a poupança pudesse interromper o funcionamento dos fluxos da produção, da renda e do dispêndio.

 

Aliás, a doutrina clássica reconhecia que nem toda renda gerada deveria ser consumida pela coletividade, mesmo porque uma parte da produção se destina ao investimento. Assim, bastaria que a poupança se igualasse ao investimento para que o equilíbrio geral fosse mantido. Colocada a questão nesse termos, os clássicos continuariam confiando na automaticidade do equilíbrio geral, pois segundo acreditavam, a taxa de juros garantiria que o volume da poupança sempre resultasse igual ao volume de investimentos. Como a poupança representa uma renúncia ao consumo, eles argumentavam que a coletividade somente estaria disposta a poupar se houvesse compensação econômica para esse renúncia.

 

Ora, como a compensação econômica da poupança é a taxa de juros, quanto mais alta esta se encontrasse, maior deveria ser o volume que a coletividade estaria disposta a poupar e, inversamente, quanto mais baixa a taxa de juros, menor o volume da poupança coletiva. De outro lado, como o investimento implica levantamento de recursos financeiros, os investidores só estariam dispostos a investir quando o custo dos recursos fosse compensador; isto é, quando a taxa de juros fosse baixa e, inversamente, as altas taxas de juros desencorajariam os investidores: eles só estariam dispostos a ampliar suas instalações, adquirir equipamentos ou construir novas unidades de produção quando a taxa de juros fosse compensatória.

 

Ora, uma vez que a poupança é estimulada pelas altas taxas de juros e o investimento é encorajado pelas baixas taxas de juros, as curvas da poupança e do investimento caminham em direções inversas, devendo interceptar-se em determinado ponto de equilíbrio. Todavia, mesmo não funcionando esse mecanismo, o equilíbrio do sistema não estaria ameaçado. Na opinião dos economistas clássicos, além das variações da taxa de juros, o nível geral de preços também deveria exercer importante papel no equilíbrio geral.

 

Quando o nível da atividade apresentasse alguma redução, os preços dos produtos tenderiam a baixar, em razão da competição entre as unidades de produção. Caindo os preços, o volume da procura global deveria expandir-se, em função do que se recuperaria facilmente o nível da atividade. Finalmente, para o perfeito funcionamento desse 2º mecanismo, a diminuição da procura também deveria provocar certa redução no volume do emprego, cuja consequência seria a diminuição da procura de mão de obra e dos demais fatores de produção.

 

Em outras palavras: as flutuações da taxa de juros e a flexibilidade dos preços dos produtos e das remunerações dos fatores, sempre garantiriam a manutenção da atividade em regime de pleno emprego. As oscilações seriam automaticamente corrigidas e a economia de livre-empresa seria auto ajustável, capaz de se governar a si própria.


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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Uma Breve Perspectiva Histórica da Economia Mundial

 

Por Que a Economia Era Considerada Uma Ciência Doméstica no Século XVII? Como Aristóteles Definia a Economia? Quando a Economia se Desenvolveu e Ingressou em Sua Fase Científica? Qual Era a Nova Base da Trilogia Teórica da Economia?

 

 


 

Embora a história do pensamento econômico registre que a expressão “Economia Política” tenha aparecido somente no século XVII, alguns autores a atribuem a Aristóteles (384-322 a.C.). Tenha ou não o filósofo grego empregado essa expressão para designar essa complexa ciência, o fato é que esse notável discípulo de Platão é considerado o fundador de muitas ciências e o primeiro analista econômico.

Mas, nessa época, a Economia ainda era considerada por muitos como “a ciência da administração da comunidade doméstica”. O núcleo central das Ciências Econômicas – seu campo de ação e sua definição – derivariam etimologia da própria palavra (do grego “oikonomia”, de “oikos” = casa; “nomos” = lei). Dessa forma, tratava-se de um ramo do conhecimento destinado a abranger apenas o campo da atividade econômica em suas mais simples funções de produção e distribuição, pois o próprio Aristóteles a definia como sendo “a ciência do abastecimento, que trata da arte da aquisição”.

Da Antiguidade à Renascença, as questões da Economia assumiram uma maior importância com o aparecimento de formas de organização mais complexas e, nesse período, foram discutidos os sistemas da posse territorial, a servidão, a arrecadação tributária, a organização das corporações de possessores, a exploração pré-capitalista das fazendas e as questões relacionadas à concessão de mercados, ao comércio inter-regional e à cunhagem e emprego de moedas.

Todavia, as dimensões da Economia só se alargariam no período pós-renascentista, quando o desenvolvimento dos novos Estados-nações da França, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Portugal e, particularmente, a descoberta da América impuseram a necessidade de a Análise Econômica se desligar das questões puramente éticas. Nesse novo período, os escritores desenvolveram diversos estudos sobre a administração de bens e rendas do Estado, ampliando-se o campo de ação da Economia.

Nessa nova fase, devido ao alargamento das dimensões do mundo econômico e à consolidação da figura política do Estado-nação, a Economia passaria a ser considerada muito mais do que um simples ramo do conhecimento devotado à administração da comunidade doméstica. Suas funções se ampliaram e a Economia passou a ser definida como um ramo do conhecimento essencialmente voltado para a melhor administração do Estado, sob o objetivo central de promover o seu fortalecimento.

Porém, somente no século XVIII é que a Economia iria se desenvolver e ingressar em sua fase científica, pois naquele século (considerado como a “Idade da Razão”), os pensadores econômicos reformularam os princípios da Economia. Duas importantes obras foram publicadas em 1758 e 1776 por François Quesnay e Adam Smith e, a partir delas, os pensadores econômicos se dedicaram à análise dos princípios, das teorias e das leis que pudessem ser estabelecidas em cada um dos 3 compartimentos da atividade econômica: _ a formação, a distribuição e o consumo das riquezas.

Esses três compartimentos formariam a base de uma nova trilogia teórica, sobre a qual se baseariam as definições clássicas da Economia. Jean Baptiste Say – considerado como um dos mais notáveis discípulos do Classismo – definiu assim a Economia: _ “A Economia Política torna conhecida a natureza da riqueza e, desde o conhecimento de sua natureza, deduz os meios de sua formação, revela a ordem de sua distribuição e examina os fenômenos envolvidos em sua destruição, praticada através do consumo”.

Assim, as definições da Economia se fundamentavam nos três compartimentos básicos da atividade econômica. Da formação ao consumo das riquezas, passando pela sua distribuição, toda a atividade econômica haveria de ser cuidadosamente classificada, investigada e submetida a um completo conjunto de princípios, teorias e leis. Isso indicava que as Ciências Econômicas haviam se libertado em definitivo dos padrões pós-renascentistas.

A partir das aberturas liberais no século XVIII, a Economia cuidou de penetrar em cada um dos aspectos da atividade econômica livre, investigando os fatores envolvidos no processo de formação das riquezas, examinando os aspectos relacionados à sua distribuição e chegando, afinal, a considerar a última etapa do consumo.


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quinta-feira, 29 de abril de 2021

Uma Introdução às Teorias Clássica e Keynesiana

 

Qual Era o Verdadeiro Significado da Teoria Keynesiana? Por Que os Economistas Clássicos Pouco Investigaram os Fatores Determinantes do Nível de Equilíbrio da Economia Mundial? Quais os Principais Contrastes Entre a Lei de Say e a Teoria Geral?

 

 


 

Dentre os objetivos econômicos globais, um dos mais significativos parece ser a manutenção do pleno emprego, pois independentemente do seu nível de desenvolvimento, os sistemas econômicos dispõem de um elenco de recursos de produção cujo emprego possibilita o atendimento das necessidades sociais básicas de bens e serviços. Todavia, nem sempre os recursos disponíveis permanecem plenamente empregados, uma vez que uma parte pode ficar à margem das atividades de produção durante rápidos (ou prolongados) períodos de tempo. Os níveis máximos possíveis de produção geralmente ficam abaixo das realizações efetivas do sistema e, quase sempre, há substanciais hiatos entre a produção real da economia e o nível que poderia ser alcançado, caso todos os recursos estivessem plenamente empregados. A análise das causas desses hiatos constitui uma das preocupações centrais da moderna macroeconomia.

 

O Significado da Teoria de Keynes

 

A fonte da moderna macroeconomia é a Teoria Geral do Emprego, dos Juros e da Moeda de John Maynard Keynes e, como se deu com Adam Smith e Karl Marx, Keynes fez parte de meia dúzia de economistas cujo trabalho influenciou outros economistas. Na verdade, também influenciou os atos de muitos estadistas e a vida de inúmeras nações. Vivendo os dramáticos anos da Grande Depressão, o notável economista inglês investigou as causas fundamentais do desajuste econômico em que se encontravam quase todas as nações do mundo ocidental.

 

Até a publicação dessa obra, os economistas pouco haviam investigado os fatores determinantes do nível de equilíbrio geral, pois até então, supunha-se que as grandes crises econômicas – provocadoras de desemprego – jamais ocorreriam se o sistema fosse governado ao sabor do livre jogo das forças de mercado. Assim, desprezando o exame das causas do nível da produção, da renda e do emprego, os economistas acreditavam ser impossível a superprodução e concluíram ser improvável a ocorrência do desemprego em larga escala.

 

Contudo, com a eclosão da crise de 1930, as ideias dos economistas clássicos se revelaram pouco aplicáveis à realidade econômica daquela época e, diante disso, um novo corpo de teorias foi desenvolvido: o desemprego se alastrava de forma incontrolável, o livre jogo das forças do mercado parecia incapaz de reconduzir as economias a uma situação próxima do pleno emprego dos fatores disponíveis, a automacidade dos mecanismos de mercado acusou séria ruptura e parecia irrecuperável o nível a que a atividade dos países atingidos pela crise haviam chegado nos anos de prosperidade.

 

Foi nessa época que Keynes publicou sua “Teoria Geral”, fazendo questão de ressaltar – logo nas primeiras linhas – o contraste entre os seus argumentos e os da teoria clássica, que até então haviam inspirado os dirigentes de todas as nações do Ocidente. Sua obra promoveu uma revolução na análise econômica e, seus postulados, acabaram contrariando muitas das mais importantes conclusões das doutrinas econômicas, as quais vinham conquistando dirigentes de várias gerações há mais de 100 anos. A influência de sua obra foi tão grande que passou a denominar o capítulo da teoria econômica referente ao equilíbrio da atividade de “análise keynesiana”. De outro lado, tornou-se comum a expressão “revolução keynesiana” ao mesmo tempo em que os fundamentos da sua obra passaram a ser aceitos por todos os economistas, sem distinção de escola – incluindo-se autores que não compartilhavam de seus pontos de vista.

  

O Contraste Entre a Lei de Say e a Teoria Geral

 

Todo o desenvolvimento clássico sobre o equilíbrio da atividade econômica foi resumido pelo teórico Jean Baptiste Say em 1803. Fiel à doutrina liberal dos clássicos ingleses, Say demonstrou que o equilíbrio econômico seria sempre conservado se as forças de mercado pudessem agir livremente, pois as demoradas perturbações seriam improváveis e as eventuais anomalias temporárias seriam corrigidas pelos mecanismos do sistema de preços. Seu argumento conduziu-o à conclusão de que a produção é que cria mercados para os produtos ou – como se diz atualmente – a oferta cria sua própria procura.

 

Essa otimista conclusão foi defendida por todos os economistas liberai dos séculos XVIII e XIX, perdurando até a eclosão da “Grande Depressão” e um de seus principais defensores era A. C. Pigou. Ele sustentava que, como a oferta cria sua própria procura, não poderia haver superprodução, afastando-se a possibilidade de ocorrência do desemprego geral. A produção global sempre criara mercado para seu escoamento, pois numa economia baseada nas trocas e na divisão do trabalho, o ato de produzir representa um futuro ato de procura: o fato de a coletividade estar produzindo, significa simplesmente que ela está se preparando para consumir. A lei de Say pode ser compreendida em 2 sentidos:

 

·        Pode-se compreendê-la no sentido de que a fonte de onde provém a procura é o rendimento obtido pelos que participaram do processo produtivo e da formação de oferta. Mas, depois de Say, a economia ortodoxa deu a essa lei um 2º significado, segundo o qual seja qual for o nível da produção, o valor da procura não poderá ser inferior – nem superior – ao valor dos bens produzidos; isto é, da oferta. A ortodoxia clássica apenas admitia que, em certas ocasiões, a composição da oferta poderia não corresponder à composição das preferências dos consumidores, verificando-se fenômenos de superprodução parcial; estes, porém, seriam automaticamente corrigidos pelos movimentos indicativos do sistema de preços.

·        Stuart-Mill ([1]), defensor dos postulados clássicos escreveu que “o que constitui os meios de pagamento das mercadorias são as próprias mercadorias. Os meios que cada pessoa dispõe para adquirir a produção de outras pessoas consistem nos bens que ela própria produzir. Todos os vendedores são compradores e, se pudéssemos duplicar repentinamente as forças de produção de um país e dobrar a oferta de mercadorias em todos os mercados, duplicaríamos ao mesmo tempo o poder aquisitivo da coletividade. Cada qual poderia comprar o dobro, pois teria duas vezes mais para oferecer em troca”. Ele acreditava que o livre jogo dos mecanismos do mercado, garantiria também o equilíbrio entre a poupança e o investimento, de tal forma que, se o nível da produção de bens de consumo caísse por força de um alto nível de poupança, o nível da produção de bens de capital se expandiria por força do crescimento do nível dos investimentos, possibilitado pela abstenção de consumo praticada pela coletividade.

 

Todas essas suposições dos economistas clássicos foram desmentidas pelas graves perturbações da Grande Depressão e, consequentemente, a queda da procura de bens de consumo, não foi compensada por uma correspondente expansão da oferta de bens de capital. Desarticularam-se os níveis da produção e da oferta. O desemprego começou a propagar-se em cadeia, pois a oferta exercida pelos poucos setores não imediatamente atingidos pela crise, revelou-se incapaz de criar um nível de procura correspondente e a lei de Say tornou-se indefensável. Não havia mecanismo que conduzisse à igualação automática entre a oferta e a procura e menos ainda entre a poupança praticada pela coletividade e o investimento decidido pelos empresários.

 

Todavia, não bastava os desmentidos dos fatos e era preciso descer os alicérceres da doutrina clássica, a fim de demonstrar a falácia de sua teoria geral do equilíbrio econômico. O edifício ruíra, mas muitos ainda acreditavam poder econstruí-lo. A esses é que John Maynard Keynes dirigiu sua obra e o ponto de apoio da “Revolução Keynesiana” foi o bombardeio com qu ela atingiu os alicérceres da tradição clássica.

 

                                   


([1]) MILL, John Stuart. “Princípios de Economia Política”. México, Fondo de Cultura Económica, 1943.


sexta-feira, 23 de abril de 2021

Uma Visão de Conjunto Sobre os Problemas Econômicos Centrais

 

Quais São os Tipos de Problemas Que a Economia se Depara? A que Estão Relacionados Esses Três Problemas? Em Termos de Produção, o Que se Decide no Nível Econômico, Tecnológico e Social?

 

 


 

Após analisar a escassez dos recursos produtivos e as ilimitadas necessidades da sociedade, pode-se deduzir que a Economia é uma ciência voltada para três (3) tipos de problemas. O primeiro se relaciona à determinação do conjunto de bens e serviços que devem ser produzidos e as quantidades. O segundo se relaciona à alocação dos recursos disponíveis, pois sendo esses escassos, torna-se necessário adotar procedimentos tecnológicos que conduzam à melhor forma de extrair de cada um o máximo possível de sua capacidade produtiva. E, o terceiro problema, se relaciona aos processos e à estrutura de repartição dos bens e serviços produzidos.

 

Essa tríade de problemas está diretamente relacionada à escassez dos recursos e às insaciáveis necessidades humanas e, diante disso, sempre foi preciso optar por soluções otimizadas. Os primeiros agrupamentos humanos teriam optado pela subsistência e, outros, não conseguindo os meios necessários à subsistência, canalizaram recursos para a guerra; embora, esta escolha possa parecer paradoxal, seu objetivo era a sobrevivência do grupo. De igual forma, as modernas sociedades não conseguiram superar limitações tecnológicas e reprimir as necessidades humanas. Aliás, as alternativas oferecidas hoje, longe de eliminarem o problema das opções, talvez o tenham dificultado, conduzindo os economistas ao prognóstico de que tais problemas continuarão a ser relevantes.

 

Isso significa que, além das opções “espadas” versus “arados” ou “consumo” versus “investimentos”, as modernas economias se defrontam com alternativas que requerem otimização. Se a sociedade optar pelos investimentos em produção de base e infraestrutura, resta saber quais as indústrias de base que serão desenvolvidas, quais os produtos fabricados, em que quantidades, quais processos serão elaborados e, finalmente, como repartir o produto dessa atividade entre a coletividade. De forma igual, se a sociedade optar pela produção de bens de consumo, resta saber em que quantidades e quais os que serão efetivamente produzidos.

 

Escolhidos os produtos e decididos as quantidades, deverão ser escolhidos os métodos de produção e estabelecida a estrutura da repartição do produto social entre os indivíduos. Nessas condições, escondem-se atrás das opções outros problemas mais graves, cuja solução representa a razão de ser da Economia. Esses problemas se referem a três (3) conhecidas questões:

 

·        O que e quanto produzir?

·        Como produzir?

·        Para quem produzir?

 

Decidir sobre segurança ou bem-estar, sobre bem-estar imediato ou produção de base para a expansão do bem-estar no futuro, constitui dois dilemas básicos com os quais as sociedades se defrontam. Mas, além desses dilemas, oferecem-se às sociedades outras questões que envolvem toda a complexidade da organização econômica. Essas questões que existirão seja qual for a opção adotada, situam-se em três (3) diferentes níveis. No nível econômico decide-se sobre o que e quanto produzir. No tecnológico, sobre como produzir e, no social, para quem produzir, ou mais precisamente, como repartir o produto.

 

O sentido econômico da questão – o que e quanto produzir – desenvolve-se a partir do conhecimento das máximas possibilidades econômicas, pois a eficiência exige que as diferentes combinações se localizem sobre a curva de possibilidades de produção. Ser, ao optar por dadas quantidades de bens, a sociedade situar-se aquém de suas fronteiras de produção, o sentido econômico das alternativas não terá sido atendido. A posição aquém da curva implica desperdícios de possibilidades, não compatíveis com a necessidade econômica da plena utilização dos recursos. De forma igual, não devemos esquecer que o conjunto das combinações sobre o que e quanto produzir não poderá situar-se além das fronteiras de produção, porque a sociedade estaria colocando seus alvos em lugares inalcançáveis.

 

No nível tecnológico – como produzir – trata-se da obtenção de máxima eficiência produtiva, que deverá ser alcançada pela mobilização das totais possibilidades de produção, pela melhor combinação dos recursos disponíveis. Os melhores métodos de produção deverão ser adotados e, as unidades de produção, deverão saber combinar seus recursos patrimoniais e humanos e a sociedade deverá saber graduar a absorção da tecnologia, de tal forma que a penetração da técnica no aparelhamento produtivo não implique desperdício do potencial humano, pelo desemprego tecnológico.

 

Finalmente, no nível social, o sistema econômico deverá optar pela mais complexa das três (3) questões fundamentais. Trata-se de decidir de que forma será repartida a produção obtida e, nesse nível, não se pensará apenas em alcançar máxima eficiência produtiva, mas também em promover a ideal repartição da produção elaborada. Tal objetivo é tão antigo quanto os anteriores e, os primeiros pensadores econômicos, se preocuparam com a eficiência distributiva, tanto quanto com a eficiência produtiva. O próprio Adam Smith, não obstante tenha deslocado para o terreno da produção o objeto da Economia, escreveu que “nenhuma sociedade pode ser florescente e feliz se a maioria é pobre e miserável”.


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domingo, 18 de abril de 2021

Como Tomar Boas Decisões Financeiras

 

Que Perguntas Devem Ser Feitas Para se Tomar Uma Decisão Financeira Ótima? Após Decidir Onde Investir o Que o Administrador Financeiro Deve Avaliar? Como Financiar Um Investimento?

 


Quando tratamos de finanças e, portanto, de criar valor e maximizar a riqueza, o alcance de nossos objetivos depende sempre de nossa capacidade de tomar decisões financeiras ótimas. Decisão financeira ótima não é tomar uma decisão qualquer, tem de ser a melhor decisão possível. Para tanto, precisamos buscar respostas a quatro (4) perguntas fundamentais:

 

Onde investir?

Quanto investir?

Como financiar o investimento?

Como distribuir os resultados?

 

Como exemplo, vamos supor um administrador financeiro de uma empresa que tenha recursos a sua disposição para investir. Como tomar a melhor decisão? É necessário saber responder a essas quatro questões fundamentais. Caso contrário, o administrador financeiro, dificilmente, terá subsídios para tomar as melhores decisões.

 

Onde investir: Dentre as várias opções disponíveis para investimento, qual seria a melhor? Podemos optar por diversas situações:

 

Ampliar instalações;

Adquirir um concorrente;

Investir no mercado financeiro;

Investir em estoque;

Construir uma nova fábrica.

 

O executivo financeiro deve ser capaz de analisar e, portanto, escolher e recomendar o melhor investimento.

 

Quanto investir: Quanto investir em um negócio? Uma vez tomada a decisão de onde investir, devemos ser capazes de saber avaliar o investimento. Avaliar é importante para saber quanto poderemos pagar ou investir em um negócio.

Por exemplo, para adquirir um concorrente, temos de saber avaliar o valor desse negócio. Esse valor é determinado pelo concorrente para fechar o negócio. Como não devemos pagar mais do que vale o negócio, temos de conhecer seu valor antes de tomar qualquer decisão.

 

Como financiar o investimento: Como financiar o investimento para fechar o negócio? Uma vez definido onde e quanto investir, é necessário agora saber como financiar o negócio – definir o montante de capital próprio e o montante de capital de terceiros. É importante frisar neste ponto que as empresas dispõem de apenas duas (2) fontes primárias de capital. São elas:

 

Capital próprio – capital dos sócios;

Capital de terceiros – capital dos credores.

 

Pode ser até que tenhamos os recursos com capital próprio necessários para fechar um negócio. No entanto, pode ser que não queiramos utilizá-los totalmente, e que seja melhor aproveitar uma boa oportunidade de financiamento barato disponível naquele momento – essa é a decisão de financiamento.

 

Como Distribuição de resultados: Como distribuir os resultados do negócio? Das operações de um projeto – ou de uma empresa –, decorre um determinado faturamento. Contudo, para custear suas operações, a empresa incorre em custos operacionais fixos e variáveis – salários, matéria-prima, embalagens e despesas com a logística.

Subtraindo do faturamento os custos operacionais, obtemos o resultado operacional bruto. Com o resultado operacional bruto, devemos agir da seguinte forma:

 

Pagar aos credores pelo uso do capital de terceiros;

Recolher os impostos;

Realizar os reinvestimentos necessários;

Pagar dividendos aos sócios.

 

O faturamento pode ou não ser suficiente para a realização desses pagamentos. Se a empresa – ou o projeto – for capaz de distribuir os resultados esperados pelos credores e sócios, haverá lucro. Se ocorrer o contrário, não.

 

 

EXEMPLO de INVESTIMENTO:

 

 

Uma microempresa, fabricante de pães de queijo, decide comprar um veículo para ampliar seu transporte rodoviário e, para tal, ela terá de definir as seguintes diretrizes:

 

Qual veículo atenderá melhor a suas necessidades – furgão, automóvel, van, ônibus ou caminhão;

A faixa de preço para fechar esse negócio;

Qual o melhor negócio – saber quanto vale cada veículo para não pagar mais do que ele vale.

 

A empresa que produz pães de queijo tem de decidir agora se vai pagar à vista – capital próprio – ou se vai financiar – capital de terceiros – parte da compra. O capital dos sócios de que a empresa dispõe é o capital próprio. O valor que a empresa precisa financiar constitui o capital de terceiros. Ambos os recursos – o capital próprio e o de terceiros – possibilitarão a aquisição do veículo. Efetuada a compra do veículo, caberá à empresa:

 

Arcar com os custos operacionais relativos a combustível;

Custear sua manutenção;

Recolher impostos;

Pagar as prestações aos credores – capital de terceiros.

 

Portanto, depois de arcar com esses custos, a empresa espera ficar com parte de seu resultado.

 

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