segunda-feira, 7 de setembro de 2026

A Psicologia Nas Relações Humanas no Trabalho

Quem Fundou o Primeiro Laboratório de Psicologia? Que Psicopatologias Podem Afetar as Relações Humanas? Por Que o Nosso Equilíbrio Psíquico Depende do Nosso Ajuste ao Meio Ambiente? Qual é a Diferença Entre Grupos e Equipes?

 

 



Desde antes de Jesus Cristo a Psicologia já fazia sua aparição, seja nas considerações sobre o comportamento humano ou sob a forma de investigações sobre processos mentais – como a memória, a motivação, e a percepção. Mas, foi somente na década de 80 que a Psicologia adquiriu o status de ciência, com a criação do ‘primeiro laboratório de Psicologia do mundo e, a partir daí, só podemos presenciar avanços nesta área de estudos, por vezes tão controversa. Para tanto, a ciência psicológica – desde a sua fundação até os dias atuais – aborda o assunto das relações humanas e as psicopatologias. Foi de Wilhem Wundt (1832-1920) o crédito de fundação do ‘primeiro laboratório de Psicologia do mundo' ([1]). Desde cedo Wundt desenvolveu gosto pela área da fisiologia. Com o passar dos anos e a intensificação dos estudos, Wundt se interessou pela Psicologia. O trabalho de Wundt constituiu o marco referencial do surgimento dessa nova área – a Psicologia. A vertente encabeçada por Wundt denominou-se naturalista, pois se aplicava o método das ciências da natureza (física, química, biologia) na compreensão dos fenômenos mentais. Por outro lado, no final do século XIX, instaurou-se a vertente humanista, como crítica ao naturalismo.

A Psicologia na primeira aula tem como objeto de estudo o comportamento humano e suas implicações subjetivas. Este comportamento é visto como um aglomerado de reações físicas, químicas e de processos mentais complexos. Também, este comportamento é visto como de relação, ou seja, que adquire sua unicidade ou forma única e com potencial criativo no contato e no relacionamento com outras pessoas. A cada contato que se estabelece com outra pessoa, novas conexões mentais são ativadas, novas possibilidades são criadas e outras são destruídas. Não existe algo tão gratificante e frustrante, ao mesmo tempo, como o relacionamento interpessoal. Diversas são as patologias que apresentam repercussão no relacionamento interpessoal, desde uma Depressão Maior, que o sujeito se isola do mundo perante um sentimento de inutilidade e culpa, até um Transtorno de Personalidade Esquizóide, onde há um padrão global de distanciamento emocional nos relacionamentos.

Muitos dos transtornos mentais são diagnosticados na branda infância. Outro, mais conhecido ainda como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) pode proporcionar atraso nas relações pessoais. No TDAH, a criança apresenta um padrão persistente de hiperatividade e desatenção, fazendo com que seu aprendizado escolar seja prejudicado, caso não se faça o diagnóstico e tratamento precisos. Neste último caso, o próprio comportamento agitado e desatento da criança faz com que se diferencie das outras crianças da mesma idade. Este fato, por vezes, faz com que a criança seja motivo de ‘chacotas’ pelos coleguinhas ou o chamado atualmente bullying.

Já adulto, são muitas as psicopatologias possíveis que afetam as relações humanas. Dentre elas, destacamos algumas por serem mais conhecidas, tais como a Esquizofrenia, a Depressão, a Fobia Social e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). A Depressão acreditamos já ser de conhecimento da maioria das pessoas, principalmente pela excessiva divulgação em meios de comunicação, tais como internet, jornais, revistas e televisão. Cabe ressaltarmos que o quanto antes um diagnóstico de Depressão for feito e o quanto antes se iniciar um tratamento adequado, maiores são as chances de se ter sucesso neste quadro. A probabilidade de recorrência do transtorno com o aumento do número de episódios depressivos cresce na mesma proporção.

Também representando um transtorno de domínio público, o TOC, como é mais conhecido o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, caracteriza-se por sintomas obsessivos e compulsões que causam ansiedade e desconforto na vida de quem apresenta este transtorno. Pessoas que gastam tempo excessivo com rituais de lavar as mãos, verificar muitas vezes se as portas estão trancadas, dentre outros, são representantes desta patologia. Claro que devemos avaliar o real comprometimento que determinados rituais propiciam ao sujeito que os pratica, sempre avaliando o grau de sofrimento e prejuízo ocupacional ocasionado por tais procedimentos ritualísticos. A Psicologia teve seu avanço ao longo dos anos. Desde o “primeiro laboratório de Psicologia do mundo” de Wundt, em 1879, até os dias atuais esta ciência aprofundou conceitos, fundou escolas teóricas, ampliou seus matizes diagnósticas, aprimorou métodos de tratamento. Enfim, aperfeiçoou tudo o que diz respeito ao ser humano, seu comportamento e as implicações mentais. Ser humano é visto como um ser de relação, que se constitui nas relações que estabelece com os outros. Com isso, a ciência psicológica veio para auxiliar quando as relações se demonstrarem falhas.

 

As Relações Humanas e a Sociedade

 

Conforme alguns especialistas no assunto, o homem é um animal que agrega muitas coisas ao longo da sua caminhada pela vida e, suas maiores agregações são a família, a sociedade e o ambiente de trabalho. Então, saber conviver é uma arte que está inserida no contexto da “Arte de Viver”. Daí pode-se afirmar que as Relações Humanas se constituem em uma ciência nova em um mundo velho – velho como o próprio tempo. Somos por natureza egoístas, e Relações Humanas é, pois, um guia de comportamento que nos ensina a compreensão, o respeito, a participação, a atenção e o reconhecimento da dignidade humana. Nosso equilíbrio psíquico depende de nosso ajuste ao meio. E esse ajuste depende de nossa comunicação com o próximo. Precisamos do próximo, mas, como o próximo incomoda, cria-se então o conflito. As ciências das Relações Humanas estudam a convivência, a comunicação, este fluido magnético que aproxima as pessoas. É a ponte que liga um indivíduo a outro, um indivíduo a grupos, e os grupos entre si. As dificuldades na comunicação estão nos desajustes, nas divergências individuais, econômicas, sociais, políticas, religiosas, filosóficas, educacionais, etc. – que tornam, tantas vezes, desumanas as relações humanas.

Nosso equilíbrio psíquico depende de nosso ajuste ao meio. E esse ajuste depende de nossa comunicação com o próximo. Quem somos nós? O que é gente? Gente é um bolo, cujos ingredientes são: defeitos, qualidades, erros, acertos, fraquezas, boas intenções, etc. Variam as doses, mas todos nós temos esta mistura em nossa estrutura. Herdados ou guardados, formam a argila de que somos feitos. As relações humanas são também problemas ao longo de toda a vida, devido à diversidade de temperamentos dos indivíduos. Basta pensar que cada um de nós é único, e não há dois indivíduos idênticos. Somos como as impressões digitais: todas parecidas, mas não iguais. Esse desacordo de características morais, intelectuais, temperamentais, entre outras, cria barreiras entre indivíduos, mesmo quando se gostam e se simpatizam.

Na velhice, como em outra idade qualquer, existem problemas nas áreas de comunicação, de relacionamentos. Estes se agravam pela incompreensão, hostilidade, medo e revolta com que as pessoas adultas, os jovens e os próprios velhos encaram o envelhecimento. O fato é que, quando se vencem essas barreiras, e muitas são as pessoas que o conseguem, os grupos de relações e amizades, na família e fora dela, que não se impõem uma discriminação de idades, atam laços de profundo afeto, onde a interação se afirma entre pessoas de 8 a 80 anos. No grupo familiar, o velho que não se deixa envenenar por sentimentos negativos de raiva, medo, revolta, intolerância, etc., mas, ao contrário, procura comunicar-se à sua volta, compreendendo e se fazendo compreender, pode marchar na vida, até a mais avançada idade, sendo sempre querido e indispensável.

E é assim que tantas pessoas de idade se sentem felizes, aproveitando a consideração e o carinho de seus descendentes. “Os velhos morigerados, e tratáveis e humanos, carregam uma velhice tolerável; o caráter difícil e o amor rabugento são molestos em toda idade. ” – assim falou Cícero, o filósofo romano, o maior orador de sua época. A característica mais importante que determina a personalidade normal é sua capacidade de adaptação ao meio e ajuste nas relações humanas. Também o grau de inteligência se mede pela melhor adaptação e aceitação das situações na vida.

 

 

A Formação de Grupos e Equipes nos Ambientes de Trabalho

 

Não há dados que comprovem quando surgiu a ideia de reunir indivíduos em grupos em prol de um objetivo comum, mas sabe-se que esta concepção de equipe existe há muito tempo, desde que se começou a pensar no processo do trabalho. (A) Da necessidade histórica do homem de somar esforços para alcançar objetivos que, isoladamente, não seriam alcançados ou seriam de forma mais trabalhosa ou inadequada; (B) Da imposição que o desenvolvimento e a complexidade do mundo moderno têm imposto ao processo de produção, gerando relações de dependência ou complementaridade de conhecimentos e habilidades para o alcance dos objetivos. “O trabalho em equipe, portanto, pode ser entendido como uma estratégia, concebida pelo homem, para melhorar a efetividade do trabalho e elevar o grau de satisfação do trabalhador. ” ([2]). Mas, antes de discutir as questões que envolvem o trabalho em equipe e a importância do mesmo para o sucesso da organização, é preciso diferenciar o grupo da equipe. Sim, são duas (2) coisas diferentes. Podemos simplificar seus conceitos da seguinte forma:

 

·        Grupo é um conjunto de pessoas com objetivos comuns, em geral se reúnem por semelhanças ou afinidades. O respeito e os benefícios psicológicos que as pessoas que pertencem a um grupo encontram, em geral, produzem resultados satisfatórios e bons. No entanto, neste grupo, não podemos chamar de equipe.

·        Já a Equipe é um conjunto de pessoas com objetivos comuns atuando na realização de metas e objetivos específicos. A formação da equipe deve considerar as capacidades individuais necessárias para o desenvolvimento das atividades e a ação das metas. O respeito aos princípios da equipe, a interação entre seus membros e especialmente o reconhecimento da interdependência entre seus membros em atingir os resultados da equipe, deve favorecer ainda os resultados das outras equipes e da organização como um todo. É isso que tornará o trabalho desse grupo em especial num verdadeiro trabalho em equipe.

 

Segundo o site Psicologia Web Node (2012), também é válido enfatizar que quando se trabalha em equipe, pode-se contar com profissionais de diversas especializações e, certamente, isso faz com que o mesmo seja mais dinâmico, pois, conforme a autora, a equipe deve considerar as capacidades individuais.

Depois da distinção de grupos e equipes vamos aos conceitos que estão relacionados aos mesmos. Os quatro primeiros servem para os grupos e para as equipes, pois a equipe é uma espécie de grupo, porém os dois últimos só são importantes para as equipes.

 

·        Papéis: as pessoas em um grupo ou equipe não desempenham necessariamente a mesma função ou têm o mesmo propósito, pois estes aspectos variam de acordo com o cargo que ocupam;

·        Normas: são regras de comportamento informais aceitas pelos membros de um grupo de trabalho, que podem ter grande influência no comportamento individual;

·        Coesão do Grupo: é a soma de forças que atraem os membros do grupo e os mantêm unidos, para que isso aconteça os membros devem estar motivados a permanecer no grupo;

·        Perda no Processo: refere-se ao tempo e esforço que os membros gastam para manter o grupo em atividades que não estão diretamente relacionadas com a produção;

·        Envolvimento de Equipe: é a força do envolvimento de um indivíduo com uma equipe e abrange aceitação das metas e disposição para trabalhar com constância e desejo de permanência na mesma;

·        Modelo Mental de Equipe: diz respeito ao entendimento comum entre os membros da equipe quanto à tarefa, à equipe, ao equipamento e à situação. Quanto maior a qualidade deste modelo mental de equipe, melhor será o desempenho da equipe.

 

Conforme o site da Faculdade Santa Helena, na teoria de equipes, existem grupos heterogêneos e homogêneos. Usando um exemplo simples, poderíamos comparar uma equipe de futebol com uma de basquete. Na de futebol, não existe necessariamente uma uniformidade no tipo de atleta, já na de basquete, é possível dizer que jogadores baixos provavelmente pouco irão contribuir com o sucesso da equipe. Outro ponto importante é a autoconfiança dos profissionais, que devem ser tratados como adultos responsáveis e capazes de realizar o trabalho. Para isso, é fundamental que os erros sejam tratados como oportunidades de melhoria e, nesse caso, é preciso achar responsáveis e não culpados. Com profissionais mais motivados e melhor preparados, os problemas de comunicação nas equipes serão minimizados e o trabalho terá resultado satisfatório. Se uma empresa ou qualquer outro estabelecimento que trabalhe em grupos e equipes conseguir equacionar motivação com preparação está resolvendo praticamente 80% de seus possíveis problemas. Uma pessoa motivada, mas mal preparada é uma bomba atômica dentro de uma organização; portanto, resolver esta situação maximizando motivação e preparação é, sem dúvida, um grande passo.

 

 

REFERÊNCIAS

 

 

BRASIL Clínicas. Disponível em: http://www.brasilclinicas.com.br/artigos/ler.aspx?artigoID=50. Acesso em: 20 jun. 2023.

ZAITTER, Menyr Antonio Barbosa; LEMOS, Meillyn Hasenauer Zaitter. Psicologia das Relações Humanas. Curitiba: Instituto Federal do Paraná/Rede e-Tec Brasil, 2012.

  




([1])  DAVIDOFF, Linda L. “Introdução à Psicologia”. Makron Books, São Paulo, 1983, p. 57

([2])  MICHELETTI, Camila. Trabalho em equipe: essencial para todas as empresas. In: Site Carreiras Empregos. Disponível em: http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/ge/sucesso/ equipe/050704-trabalho_equipe.shtm. Acesso em: 14 set. 2021.



https://www.facebook.com/juliocesar.s.santos

 

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Fundamentos da Robótica e os Tipos de Robôs

 Quais os Principais Objetivos da Robótica? Quais os Tipos de Robôs Existentes? Aonde Foi Utilizado o Primeiro Robô? Quais São as Principais Classes da Automação Industrial?

 



 

A palavra “Robô” é derivada do tcheco “Robota” que significa trabalhador compulsório, escravo ou servo. Ela foi usada pela primeira vez pelo escritor tcheco Karel Capek em um conto de 1921, para designar os dispositivos mecânicos que, tendo aparência humana, mas sem sentimentos humanos, realizavam tarefas automáticas e repetitivas. Nesse conto, os robôs eventualmente faziam mais do que isso, destruindo seus criadores. Este tipo de robô humanoide é muito explorado na ficção científica e, hoje em dia, são as pesquisas japonesas que buscam desenvolver robôs-androides, cada vez mais parecidos com os seres humanos, tanto do ponto de vista estético, quanto do ponto de vista comportamental. Atualmente, a maioria dos robôs em uso está muito próxima de um dispositivo chamado “manipulador” que consiste em um braço mecânico controlado por uma pessoa ou automaticamente.

Nesse texto abordaremos os robôs de uso industrial, utilizados na automação de tarefas comuns ao chão de fábrica, cujo surgimento e utilização se deveu à integração dos dispositivos eletromecânicos de alta precisão com dispositivos eletrônicos de controle altamente miniaturizados. Talvez, o primeiro robô digno deste nome tenha sido o modelo experimental SHAKEY do Instituto de Pesquisas de Stanford produzido em1960. Ele era capaz de empilhar blocos se valendo de uma câmera que simulava o sentido da visão. Desde então, o desenvolvimento dos Robôs se deveu, em primeiro lugar, a uma demanda de diversos setores industriais por dispositivos que permitissem automatizar processos produtivos e, em segundo lugar, a um desenvolvimento vertiginoso da microeletrônica e da eletromecânica, áreas cujas tecnologias eram e são necessárias para a criação e produção de Robôs cada vez melhores.

  

Objetivos da Robótica

 

 Abaixo estão enunciados apenas alguns dos principais objetivos da robótica:

 

·        Aumento da produtividade através da otimização da velocidade de trabalho do robô e a consequente redução de tempo na produção;

·        Realização de trabalhos não desejados, tediosos (alimentar máquina-ferramenta) ou perigosas e hostis (ambientes com temperaturas elevadas e presença de materiais tóxicos, inflamáveis e radioativos).

·        Otimização do rendimento de outras máquinas e ferramentas alimentadas ou auxiliadas por robôs;

·        Diminuição dos prazos de entrega de produtos;

  

Tipos de Robôs

 

Um Robô Industrial é um dispositivo eletromecânico projetado para realizar diferentes tarefas, repetidamente, movendo peças, ferramentas e dispositivos especiais entre pontos diversos, realizando trajetórias de acordo com uma programação prévia, imitando os movimentos de um ser humano. Esta definição envolve três (3) tipos de Robôs:

 

·        Robô Fixo – Também chamado de Braço Mecânico, é montado sobre uma base a qual lhe serve de sustentação física e de referência de movimentos. É o tipo mais comum de Robô e o mais usado em aplicações industriais;

·        Robô Móvel – Também chamado de Carro ou AGV (Automatically Guided Vehicle = Veículo Guiado Automaticamente), pois pode se locomover com certa autonomia obedecendo a um controle.

·        Robô Humanoide – Também chamado de androide por seu aspecto humano: anda sobre duas pernas (o que permite subir e descer escadas), possui dois braços (o que permite manipular objetos da mesma maneira que o ser humano) e tem dois sistemas de captação de imagem na parte frontal da cabeça (o que lhe dá visão estéreo e o mesmo ponto de vista de um ser humano). Por estas características pode substituir um ser humano sem necessidade de adaptação do ambiente.

 

Classificação dos Robôs

 

 ·        Robô de 1ª Geração: robô que não se comunica com outros robôs;

·        Robô de 2ª Geração: robô que se comunica com outros robôs;

·        Robô de 3ª Geração: utiliza inteligência artificial. Esse software permite a tomada de decisão (sistema especialista / lógica fuzzy).

  

ROBÔ INDUSTRIAL

 

O “braço mecânico” é popularmente identificado como o robô propriamente dito, sendo composto das partes mecânicas e elétricas necessárias para que haja movimento. Mas, para que haja flexibilidade de movimentos e para controlar estes movimentos do braço mecânico é necessário um “controlador” (Computador). Este controlador deve ser ligado aos atuadores e aos sensores do braço mecânico e age como o cérebro do sistema. É importante notar que em um robô industrial, a potência requerida pelos atuadores exige a inclusão de um módulo de “acionamento” entre o controlador e o manipulador.

 

 

Automação Industrial

 

 

A AUTOMAÇÃO e a ROBÓTICA são duas tecnologias que estão intimamente relacionadas, podendo-se definir a automação como uma tecnologia que utiliza sistemas mecânicos, elétricos e computacionais na operação e no controle da produção. Já a robótica foi definida como a tecnologia que utiliza sistemas mecânicos que, controlados por circuitos eletrônicos mediante programação, executam tarefas que imitam movimentos humanos. Um sistema de automação pode ter robôs trabalhando sozinhos ou junto a seres humanos, como também pode ser um processo automático, em que não existem robôs.

 

Classes da Automação Industrial

 

·        Fixa ou Automatização Dura: O volume de produção é muito elevado com pequena variedade, onde as máquinas funcionam sem a intervenção humana. Um bom exemplo é o processo mecânico com broca automatizado.

·        Programável: É similar à fixa; porém, o processo pode ser reprogramável para executar a mesma tarefa de outra maneira. Tem como característica o baixo volume de produção e uma grande variedade de produtos a serem fabricados. Exemplo: Um CNC que movimenta a máquina.

·        Flexível: Semelhante à programável, pois ambas se constituem de máquinas que são automáticas e reprogramáveis. A diferença é que a automação flexível pode executar diferentes tipos de tarefas com diferentes tipos de aplicação.


 

As Aplicações dos Robôs


·        Abastecimento de Prensas (Características da Tarefa): (a) Perigo (peças e partes em movimento contínuo); (b) Manipulação de cargas pesadas; (c) Barulho elevado; (d) Atividade monótona.

·        Manipulação de Moldes (Características da Tarefa): (a) Operação com máquinas injetoras; (b) Perigo (temperaturas elevadas).

·        Abastecimento de Máquinas e Ferramentas (Características da Tarefa): (a) Operação de máquinas operatrizes; (b) Otimização do tempo; (c) Necessidade de sincronismo (máquina e robô).

·        Solda Ponto (Características da Tarefa): (a) Dificuldade de solda (qualidade); (b) Atividade monótona; (c) Alta precisão (o eletrodo deve ficar perpendicular às peças); (d) Perigo (faíscas); (e) Barulho elevado.

·        Solda Elétrica (Características da Tarefa): (a) Dificuldade da solda (qualidade); (b) Atividade monótona; (c) Alta precisão (movimento em velocidade constante ao longo do contorno da peça); (d) Perigo (temperatura e faíscas); (e) Barulho elevado.

·        Pintura Spray (Características da Tarefa): (a) Perigo (ar poluído com tinta); (b) Precisão (qualidade e uniformidade da pintura).

·        Montagem (Características da Tarefa): (a) Aplicação complexa para os robôs, pois exige grande flexibilidade; (b) Troca automática do atuador final, para lidar com peças de tamanhos e formas variadas; (c) Detecção de impacto e controle de força; (d) Utilizado na manipulação de elementos delicados; (e) A integração humana é necessária.

·        Acabamento (Características da Tarefa): (a) Lixar, polir e retificar superfícies; (b) Rebarbar moldes e peças; (c) Necessidade de movimentos constantes para o acabamento ser homogêneo; (d) Atividade monótona; (e) Perigo (poeira).

 

OBSERVAÇÃO: Em determinadas aplicações, a trajetória percorrida pelo robô durante a atividade deve ser analisada e levada em consideração. Nas atividades de montagem, solda ponto e abastecimento de prensas, a trajetória não influencia no resultado final. Já nas atividades de pintura e solda elétrica, a trajetória para a realização da atividade é importante, pois não podemos pintar um carro, por exemplo, em zig-zag ou soldar duas peças de forma aleatória.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

AXEL Daneels; WAYNE Salter. What is SCADA? IT/CO. Silva, Sérgio Francisco (2000). Automação Industrial Via Internet: Uma Abordagem de Software Voltada à Pequena Empresa, Centro Universitário do Triângulo - Unit, Uberlândia − MG.

FERREIRA, Ed’Wilson T. (2001). Segurança de Redes de Computadores em Ambiente Industrial, Universidade Federal de Uberlândia - UFU, Uberlândia – MG.


segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Geopolítica de Índia, China e os Tigres Asiáticos

 Quais São os Modelos Econômicos da China, Índia e Tigres Asiáticos? Qual a Importância das Zonas Econômicas Especiais no Processo de Abertura Econômica Chinesa? Por Que a Índia Possui Uma Intensa Divisão Étnica? Como as Economias dos Tigres Asiáticos se Assemelham ao Desenvolvimento do Capitalismo Chinês e Japonês?

 



Alguns especialistas em geopolítica afirmam que o modelo econômico da China se baseia em um suposto “Socialismo de Mercado” com forte controle estatal, foco em exportações e investimentos pesados em infraestrutura industrial. Em contraste, outros especialistas afirmam que a Índia adota uma economia “Mista Democrática”, a qual é impulsionada pelo consumo interno, pelos serviços de tecnologia da informação e investimentos em telecomunicações. Já países como Hong Kong, Singapura, Coreia do Sul e Taiwan formam o grupo clássico dos Tigres Asiáticos, os quais apresentam industrialização voltada para a exportação, investimentos pesados em educação e alta tecnologia. Assim, pode-se dizer que Hong Kong e Singapura atuam como potências financeiras globais, enquanto a Coreia do Sul e Taiwan lideram a produção de eletrônicos e semicondutores.

 

A China em Muitos Lugares

 

A China é um gigantesco país localizado no leste da Ásia, banhado pelo Oceano Pacífico. Tem uma população maior que 1,3 bilhão de habitantes, entre as cidades mais conhecidas estão Hong Kong (que pode ser considerada uma região especial administrativa), sua capital Pequim (também chamada de Beijing) e a cidade de Xangai. Olhando para o contexto geral da população chinesa, eles se fragmentam em diferentes origens étnicas (han, chuans, tibetanos, mongóis, coreanos, machus, entre outros). Pode-se dizer que, aproximadamente, 40% de sua população não seguem nenhuma manifestação religiosa, já os outros 60% se fragmentam em diferentes crenças populares, o budismo, o cristianismo, o islamismo, entre outras manifestações. O país não é urbano, pois a maioria de sua população habita o espaço rural. Seu índice de desenvolvimento humano é médio (0,77) e sua renda per capita está na média dos US$6.000,00, mas é marcado por ampla exploração do trabalho, concentração de renda e problemas sociais. O processo acelerado de industrialização das últimas duas décadas gerou um rápido e desordenado processo de urbanização, promovendo uma periferização perversa de muitos trabalhadores, estes, que acabam por não acessar todos os benefícios do desenvolvimento do país. 

Em 1949, a China se aproximou dos ideais da URSS e se tornou socialista, a figura de maior destaque desse contexto histórico foi Mao Tse Tung. Desde lá, os governos estiveram centralizados nas mãos do Partido Comunista Chinês, que mantém, na atualidade, uma gestão política e administrativa do território nas mãos do Estado (para alguns, uma ditadura). Nos últimos 20 anos houve um processo de abertura econômica, sendo criada as Zonas Econômicas Especiais. As chamadas Zonas Econômicas Especiais foram criadas no litoral chinês, onde hoje estão instaladas inúmeras indústrias (produção diversificada) cuja produção é voltada, sobretudo, para exportação. Nesta área há uma série de regras que facilitam a instalação de indústrias e o desenvolvimento da produção, tais como: isenção de impostos, proximidade com os portos, mão de obra em grande quantidade e muito barata, entre outros. Assim, a China vive o que vem sendo chamado de um Socialismo de Mercado (ou Economia de Mercado Socialista) – considerado por muitos estudiosos uma contradição, uma vez que, na teoria socialista, jamais se estabeleceria uma lógica de mercado aos moldes capitalista.

Você já consumiu produtos Made in China? Às vezes compramos determinados eletrodomésticos, ou ainda, produtos eletrônicos (televisões, celulares, brinquedos, entre outros), achando que foram feitos no Brasil. Procurem bem nas etiquetas e nos selos o país de origem destes produtos, muitos podem ter sido produzidos na China e acabam chegando ao Brasil com seus preços razoavelmente baixos. Pode-se dizer que nas últimas duas décadas a China é o país que mais cresce economicamente no mundo, com uma média de crescimento de 10% ao ano, mantendo um PIB maior que US$7,5 trilhões (nos últimos dois anos), no mesmo momento em que vários países da Europa e os EUA estão vivendo períodos tensos de crise econômica. No entanto, embora haja um considerável crescimento, a costa leste chinesa vem sendo marcada por situações de exploração do trabalho e de ampliação das desigualdades sociais. Há sérias denúncias de que jovens chineses, entre 18 a 25 anos (a maioria mulheres), chegam a trabalhar 15 horas por dia, ganhando o equivalente a R$0,65 por hora.

 

Aspectos Sociais e Culturais da Realidade Indiana

 


A Índia também foi colônia europeia (da Inglaterra) e a sua luta pela independência (conquistada em 1947) ficou muito conhecida no mundo por meio da divulgação da filosofia da principal liderança da época, Mahatma Gandhi. O referido líder, basicamente, pregava a desobediência civil contra os ingleses, combatendo toda a ação neocolonial no país. Atualmente, o país é extremamente populoso, contando com uma população de pouco mais de 1,1 bilhão de habitantes, e possui internamente uma intensa divisão étnica, permeada por especificidades religiosas relacionadas, principalmente, com o Hinduísmo e o Islamismo. Hindus e muçulmanos, historicamente, sempre estiveram em conflitos religiosos na região, marcando a história do país. Os hindus indianos ainda se organizam em um sistema de castas, o que determina a posição social de cada pessoa no contexto da sociedade indiana. O que isso quer dizer? Que, uma vez nascido em uma determinada casta, nunca mais sairá dela. Para muitos estudiosos, uma das explicações para a ampliada desigualdade social no país, está na manutenção das castas.

Conflitos entre hindus e muçulmanos marcaram e continuam marcando a história da região. Conjuntamente ao movimento de independência do país na segunda metade do século XX, houve a criação do Paquistão, para que todos os muçulmanos que estivessem na Índia pudessem se deslocar para esse país. Grande parte dos muçulmanos, realmente, foi morar no Paquistão.

O fato é que a criação do Paquistão não resolveu as situações de conflito entre representantes das duas manifestações religiosas, que ainda hoje é fortalecida pela disputa da região da Caxemira (área de fronteira entre Índia e Paquistão).

 

Conflitos na Região da Caxemira

 

A região da Caxemira sempre foi estratégica, uma vez que faz fronteira com o Afeganistão, o Tibete e a China. Durante a Guerra Fria, esteve em disputa, considerando que a Índia havia se declarado uma importante aliada aos princípios da União Soviética (socialista) e o Paquistão, um aliado dos EUA (e dos capitalistas). Na atualidade, esse espaço territorial possui, em média, um pouco mais de 12 milhões de habitantes, sendo a maioria muçulmana. A questão gira em torno do poder político-administrativo sobre o território, onde 40% da área ficou sob responsabilidade do Paquistão e maior parte do território está sob domínio indiano. Cabe mencionar um detalhe, ambos os países são pobres, marcados por uma má distribuição de renda e problemas sociais gravíssimos, no entanto, possuem um forte arsenal nuclear (legado da Guerra Fria). Também cabe dizer também que a Caxemira é uma importante fonte de matéria-prima mineral. Em 2005 ocorreu um forte terremoto neste território, quando muitos indianos hindus acabaram compondo as equipes de apoio mútuo em parceria com os paquistaneses muçulmanos, essa ação tem sido considerada por especialistas como um sinal de que há possibilidade de se estabelecer a paz na região. Mas, por que a Índia vem sendo considerada uma das mais novas potências do século XXI?

Como vimos, a Índia é um país populoso, juntamente com isso, desde as últimas duas décadas do século XX, vem passando por um rápido processo de urbanização, possui altas taxas de analfabetismo (cerca de 37% da população, principalmente entre as mulheres), um IDH médio (0,519). Mas, atualmente, a Índia enfrenta sérios desafios na gestão de políticas públicas sociais (saúde, educação, habitação, entre outros), mesmo assim vem se tornando uma importante representação econômica na Nova Ordem Mundial. Em 2010, o referido país chegou a ser considerado a 11ª potência econômica do mundo (o Brasil a 8ª potência), fazendo parte dos G-20, o Grupo dos 20 países de melhor desempenho econômico do mundo. Em 1947, no contexto da independência do país, o Estado indiano adotou um regime político centralizador, comum em países socialistas da época. Mas, no final dos anos de 1990, dado o fim da Guerra Fria e a inserção dos países no processo de Globalização, novas medidas foram sendo adotadas, tais como:

 

·        Diminuição de barreiras protecionistas e redução de impostos para importações;

·        Maior abertura econômica para os capitais internacionais (em particular, para entrada de multinacionais);

·        Modernização do setor financeiro;

·        Flexibilização de leis trabalhistas e ambientais, entre outros fatores.

 

Você percebeu alguma semelhança com medidas políticas e econômicas adotadas pelo Brasil nesse mesmo período? Seria essa uma semelhança entre os países que hoje estão em desenvolvimento (Brasil, México, África do Sul, China, entre outros)? Medidas como essas, adotadas pelos governos indianos, podem provocar que tipo de impacto aos cidadãos? Atualmente, pode-se dizer que a Índia apresenta um importante polo industrial, com destaque para a produção de tecnologia, sobretudo, por ter o maior complexo de informática do mundo e investimentos em biotecnologia, tecnologia espacial e nuclear. Cabe somar também o mercado cinematográfico, que é muito conhecido como Bollywood. No entanto, há mais de 300 milhões de pessoas, consideradas pelos parâmetros estabelecidos internacionalmente, em situação de extrema pobreza.

 

Os Tigres Asiáticos

 

Você já ouviu falar em lugares como Hong Kong, Coreia do Sul, Singapura e Taiwan? Será que você já não andou consumindo algum produto oriundo desses países? Pois saiba que estes são os chamados Tigres Asiáticos, e podem ser consideradas economias desenvolvidas, embora estejam localizadas junto aos países do Sul (pobres). Hong Kong, por exemplo, até os anos de 1990, era administrada pela Inglaterra – que sempre foi considerada uma ilha capitalista, embora estivesse geograficamente anexada à China Socialista – só depois voltou a se anexar politicamente junto à China, momento em que a abertura econômica da China vinha se constituindo. Estudos dizem que mesmo os mercados de exportações tenham se mantido sempre fortes para os Tigres Asiáticos, o crescimento das exportações foi maior para os chineses. As economias desses países se assemelham ao desenvolvimento do capitalismo chinês e japonês.

Com o tempo eles foram desenvolvendo políticas de educação, distribuição de renda, assim como, investimento na qualificação profissional e na construção de uma boa infraestrutura de transporte e comunicação, facilitando o escoamento da produção que é, praticamente, quase toda voltada para exportação. No entanto, por ter uma economia exportadora, em situações de crise econômica mundial, que acaba mexendo com o potencial de consumo das pessoas em diferentes partes do globo, os países podem ser considerados como tendo uma economia frágil. Recentemente, mais países passaram a ser conhecidos com Tigres Asiáticos, ou ainda, os Novíssimos Tigres Asiáticos, a exemplo da Indonésia, da Tailândia, das Filipinas e da Malásia.

 

REFERÊNCIAS

 

 

CONRAD, Geoffrey W. (1984). «Los incas». Historia de las Civilizaciones antiguas (II): Europa, América, China, India. Arthur Cotterell, ed. Barcelona: Editorial Crítica. ISBN 84-7423-252-X

SIMÕES, Willian. Geografia II. Curitiba: Instituto Federal do Paraná/Rede e-Tec, 2011.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

COMO GERENCIAR EMOÇÕES E SENTIMENTOS

Quais as Práticas Mais Eficazes Para Obter o Autoconhecimento? Por Que Acreditamos em Crenças? Que Perguntas o Profissional Deve Fazer Sobre Si Mesmo Para Alcançar o Autoconhecimento? O Que São Crenças Limitantes?

 


 

Gerenciar emoções e sentimentos exige do gerente bom autoconhecimento, grande aceitação e regulação. E, o mais importante, é a não supressão dos sentimentos. Dessa forma, o profissional deve procurar identificar e nomear o que sente, respirando fundo para criar um espaço entre o estímulo e a resposta e, principalmente, aceitar as emoções sem julgamentos. Então, aprender a lidar com as próprias emoções é um processo que envolve várias etapas de autoconhecimento. Assim, veja abaixo as práticas mais eficazes para o dia a dia:

 

1) Aceite o Que Você Está Sentindo: Qualquer pessoa em algum momento da vida já sentiu raiva de pai, mãe, irmã, irmão, filho ou filha, mas o que todos devem ter em mente é que sentir raiva numa determinada ocasião é normal. Mas então, o que fazer com essa emoção/sentimento é o “X” da questão. Você pode até achar errado sentir raiva de seus familiares, pensar que isso não é correto, mas a verdade é que você sentiu raiva e pronto. Então, o primeiro passo é aceitar o que se sente e respeitar isso.

 

2) Faça Uma Análise do Que Você Está Sentindo: Vamos supor que você esteja triste com sua namorada por achar que ela nunca está com você, na maioria das vezes que você precisa. Será que nesse caso você não está criando expectativas demais em relação a ela? Querendo ou não, muitas vezes você estará com raiva de si mesmo, por não aceitar sua namorada do jeito que ela é, mas o ideal é que você faça uma reflexão com relação ao seu relacionamento. Será que você não está fazendo cobranças desnecessárias? Será que ela faz isso porque quer? Você já conversou com ela sobre o que sente? Dessa forma, assuma a sua tristeza, lembrando-se de que você é 100% responsável por sua tristeza e tenha em mente que ela e outras emoções nos trazem mensagens do que estamos fazendo com nós mesmos.

 

3) O que Fazer Com Essa Emoção: Agora que você já sabe o que está sentindo, o que fazer? Tome uma atitude e fale o que pensa, mas, claro, tome cuidado para não machucar ninguém com suas palavras. Demonstre sua emoção e sinta-a, pois, somente canalizá-la fará mal a você mesmo. Caso não faça isso, não estará finalizando o ciclo e não estará encaminhando corretamente, apenas estará internalizando sua TRISTEZA e isso não vai resolver o problema, muito pelo contrário, só vai aumentá-lo. No caso em questão, você poderá seguir alguns passos:

 

·        Converse com a pessoa a respeito do que você está sentindo;

·        Fale com ele (a) dos seus medos;

·        Mostre o quanto ele (a) é importante em sua vida;

·        Converse com alguém de sua confiança sobre o que está sentindo: mãe, pai, irmã, irmão, amigos etc.

 

Caso você não consiga resolver a situação com os passos citados acima e você perceber que a TRISTEZA está fora de controle, o melhor a se fazer é procurar um profissional: terapeuta ou psicólogo.

 

 

AUTOCONHECIMENTO

 

Autoconhecimento é a nossa capacidade de compreender a si mesmo, reconhecendo as emoções, os pensamentos, valores, forças e fraquezas. É uma jornada contínua de investigação interior que permite fazer escolhas alinhadas com sua essência, lidar melhor com os desafios e desenvolver relações mais saudáveis. A ideia é identificar suas características principais, seus gostos, comportamentos, habilidades, qualidades, limitações, defeitos, pensamentos e emoções vivenciadas, sejam elas positivas ou negativas. Esse autoconhecimento ajuda na tomada de decisão, autoconfiança, motivação, planos, definição de objetivos e metas com mais eficiência. Mesmo para quem nunca buscou se conhecer profundamente, é possível buscar o autoconhecimento fazendo-se algumas perguntas. E, se fizer as perguntas certas, você terá um bom conhecimento de si mesmo (a) e passará a refletir mais e mais sobre você. Abaixo, alguns exemplos práticos de perguntas:

 

·        Quais são as minhas forças e as minhas fraquezas?

·        Quais são as minhas habilidades?

·        Quais são os meus objetivos pessoais e profissionais?

·        Qual a minha visão de futuro?

·        O que me faz feliz ou triste?

·        Como eu me sinto com relação à vida que tenho?

·        Como eu me sinto emocionalmente?

·        Tomo decisões usando o meu lado emocional ou racional?

·        Sou uma pessoa calma ou explosiva?

·        Sou uma pessoa ansiosa?

·        Como eu enxergo a mim mesmo (a)?

 

 

O QUE SÃO CRENÇAS?

 

As crenças são percepções e verdades internas que moldam como interpretamos a realidade, nós mesmos e o mundo. Elas guiam nossos comportamentos, sentimentos e tomadas de decisão. Podem ser fortalecedoras ou limitantes, baseando-se em experiências de vida, cultura ou aprendizados. Assim, compreender o papel das crenças é fundamental para o desenvolvimento pessoal e emocional, e elas são divididas em três (3) categorias principais:

 

·        Identidade: Quem você acredita ser (ex.: "Sou inteligente", "Não tenho capacidade de liderança").

·        Capacidade: O que você acha que consegue (ou não) fazer.

·        Merecimento: A percepção do que você julga merecer alcançar ou receber na vida

 

As crenças são instaladas através da repetição do que vimos, ouvimos e sentimos ou, outras vezes, elas se instalam nas nossas mentes através do que vimos, ouvimos e sentimos por forte impacto emocional. Existem alguns tipos de crenças que se instalam em uma pessoa durante a sua trajetória de vida:

 

·        Crenças Hereditárias: São representadas por tudo aquilo que uma pessoa ouve, observa e sente com relação aos pais e em seu núcleo familiar. Exemplos de frases que ouvimos durante nossa infância que podem se transformar em crença hereditária: “Você não faz nada direito; “Você deixa tudo pela metade”; “Você nunca vai conseguir ser ninguém na vida”; “ Seu irmão é muito melhor do que você”; “Você é burro”. Então, você deve ter muito cuidado com que fala com as crianças, pois até os 7 anos elas não sabem filtrar as informações e as crenças instaladas nesta idade podem acarretar em feridas emocionais e prejudicá-la na vida adulta.  

·        Crenças Sociais: São aquelas crenças populares impostas pela mídia ou pela própria sociedade, as quais estão normalmente contidas em frases como: “O mundo é perigoso”; “Os ricos são mais felizes”; “Você só será aceito (a) se for magro (a)”. Essas crenças são reforçadas pelas instituições e círculos de amizades, mas a pergunta é: De fato o mundo é um lugar perigoso? Todos os lugares do mundo são perigosos? - Generalização. Os ricos são mais felizes? Quantos ricos você já ouviu falar que sofrem de depressão? – Generalização. Você só será aceito se for magro (a). Por que isso é uma verdade? Quantas pessoas não são magras e são aceitas?

·        Crenças Pessoais: São criadas com base nas experiências individuais de cada um e, apesar de a maioria ter origem hereditária, essas crenças só se tornam verdade porque são validadas pelas experiências pessoais. Exemplo: Você foi demitido (a) do trabalho ou não passou na prova do vestibular; você pode se culpar dizendo que é incapaz, burro (a) ou que não faz nada direito e por isso foi demitido (a).

·        Crenças Limitantes (Negativas): Muitas vezes, cultivamos crenças limitantes (verdades restritivas e inconscientes) que atrapalham o alcance das metas e bem-estar. Exemplos: “Eu não sou bom o suficiente para alcançar os meus sonhos”; “Não consigo aprender ou não sou capaz de fazer isto, não tem jeito”; “Eu não sou inteligente”; “Não sei fazer nada direito”; “Nunca vou chegar a esse nível”.

- Como Ressignificar as Crenças Limitantes? (A) Identifique sua (s) crença (s) limitante (s); (B) Investigue e reflita sobre as causas; (C) Faça questionamentos e busque informações; (D) Adote crenças fortalecedoras.

·        Crenças Fortalecedoras (Positivas): Essas nos impulsionam e nos ajudam, funcionando como uma alavanca para conseguirmos alcançar nossas metas e objetivos. Exemplos: “Se eu quero, então eu consigo fazer”; “Sou bom e vou fazer meus sonhos virarem realidade”; “Sou uma pessoa inteligente”; “Sou uma pessoa bonita”; “Tenho capacidade de aprender coisas novas”.

  

 

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