Quais as Práticas Mais Eficazes Para Obter o Autoconhecimento? Por Que Acreditamos em Crenças? Que Perguntas o Profissional Deve Fazer Sobre Si Mesmo Para Alcançar o Autoconhecimento? O Que São Crenças Limitantes?
Gerenciar emoções e sentimentos
exige do gerente bom autoconhecimento, grande aceitação e regulação. E, o mais
importante, é a não supressão dos sentimentos. Dessa forma, o profissional deve
procurar identificar e nomear o que sente, respirando fundo para criar um
espaço entre o estímulo e a resposta e, principalmente, aceitar as emoções sem
julgamentos. Então, aprender a lidar com as próprias emoções é um processo que
envolve várias etapas de autoconhecimento. Assim, veja abaixo as práticas mais
eficazes para o dia a dia:
1) Aceite o Que Você Está Sentindo:
Qualquer pessoa em algum momento da vida já sentiu raiva de pai, mãe, irmã,
irmão, filho ou filha, mas o que todos devem ter em mente é que sentir raiva
numa determinada ocasião é normal. Mas então, o que fazer com essa emoção/sentimento
é o “X” da questão. Você pode até achar errado sentir raiva de seus familiares,
pensar que isso não é correto, mas a verdade é que você sentiu raiva e pronto.
Então, o primeiro passo é aceitar o que se sente e respeitar isso.
2) Faça Uma Análise do Que Você
Está Sentindo: Vamos supor que você esteja triste com sua namorada por
achar que ela nunca está com você, na maioria das vezes que você precisa. Será
que nesse caso você não está criando expectativas demais em relação a ela?
Querendo ou não, muitas vezes você estará com raiva de si mesmo, por não
aceitar sua namorada do jeito que ela é, mas o ideal é que você faça uma
reflexão com relação ao seu relacionamento. Será que você não está fazendo
cobranças desnecessárias? Será que ela faz isso porque quer? Você já conversou com
ela sobre o que sente? Dessa forma, assuma a sua tristeza, lembrando-se de que
você é 100% responsável por sua tristeza e tenha em mente que ela e outras emoções
nos trazem mensagens do que estamos fazendo com nós mesmos.
3) O que Fazer Com Essa Emoção: Agora
que você já sabe o que está sentindo, o que fazer? Tome uma atitude e fale o
que pensa, mas, claro, tome cuidado para não machucar ninguém com suas palavras.
Demonstre sua emoção e sinta-a, pois, somente canalizá-la fará mal a você mesmo.
Caso não faça isso, não estará finalizando o ciclo e não estará encaminhando corretamente,
apenas estará internalizando sua TRISTEZA e isso não vai resolver o problema,
muito pelo contrário, só vai aumentá-lo. No caso em questão, você poderá seguir
alguns passos:
·
Converse com a pessoa a respeito do que você
está sentindo;
·
Fale com ele (a) dos seus medos;
·
Mostre o quanto ele (a) é importante em sua
vida;
·
Converse com alguém de sua confiança sobre o que
está sentindo: mãe, pai, irmã, irmão, amigos etc.
Caso você não consiga resolver a
situação com os passos citados acima e você perceber que a TRISTEZA está fora
de controle, o melhor a se fazer é procurar um profissional: terapeuta ou
psicólogo.
AUTOCONHECIMENTO
Autoconhecimento é a nossa capacidade de compreender a si mesmo, reconhecendo as emoções, os pensamentos, valores, forças e fraquezas. É uma jornada contínua de investigação interior que permite fazer escolhas alinhadas com sua essência, lidar melhor com os desafios e desenvolver relações mais saudáveis. A ideia é identificar suas características principais, seus gostos, comportamentos, habilidades, qualidades, limitações, defeitos, pensamentos e emoções vivenciadas, sejam elas positivas ou negativas. Esse autoconhecimento ajuda na tomada de decisão, autoconfiança, motivação, planos, definição de objetivos e metas com mais eficiência. Mesmo para quem nunca buscou se conhecer profundamente, é possível buscar o autoconhecimento fazendo-se algumas perguntas. E, se fizer as perguntas certas, você terá um bom conhecimento de si mesmo (a) e passará a refletir mais e mais sobre você. Abaixo, alguns exemplos práticos de perguntas:
·
Quais são as minhas forças e as minhas
fraquezas?
·
Quais são as minhas habilidades?
·
Quais são os meus objetivos pessoais e
profissionais?
·
Qual a minha visão de futuro?
·
O que me faz feliz ou triste?
·
Como eu me sinto com relação à vida que tenho?
·
Como eu me sinto emocionalmente?
·
Tomo decisões usando o meu lado emocional ou
racional?
·
Sou uma pessoa calma ou explosiva?
·
Sou uma pessoa ansiosa?
·
Como eu enxergo a mim mesmo (a)?
O QUE SÃO CRENÇAS?
As crenças são percepções e
verdades internas que moldam como interpretamos a realidade, nós mesmos e o
mundo. Elas guiam nossos comportamentos, sentimentos e tomadas de decisão.
Podem ser fortalecedoras ou limitantes, baseando-se em experiências de vida,
cultura ou aprendizados. Assim, compreender o papel das crenças é fundamental
para o desenvolvimento pessoal e emocional, e elas são divididas em três (3) categorias
principais:
·
Identidade: Quem você acredita ser (ex.:
"Sou inteligente", "Não tenho capacidade de liderança").
·
Capacidade: O que você acha que consegue (ou
não) fazer.
·
Merecimento: A percepção do que você
julga merecer alcançar ou receber na vida
As crenças são instaladas através
da repetição do que vimos, ouvimos e sentimos ou, outras vezes, elas se
instalam nas nossas mentes através do que vimos, ouvimos e sentimos por forte
impacto emocional. Existem alguns tipos de crenças que se instalam em uma
pessoa durante a sua trajetória de vida:
·
Crenças Hereditárias: São representadas
por tudo aquilo que uma pessoa ouve, observa e sente com relação aos pais e em
seu núcleo familiar. Exemplos de frases que ouvimos durante nossa infância que
podem se transformar em crença hereditária: “Você não faz nada direito; “Você
deixa tudo pela metade”; “Você nunca vai conseguir ser ninguém na vida”; “ Seu
irmão é muito melhor do que você”; “Você é burro”. Então, você deve ter muito
cuidado com que fala com as crianças, pois até os 7 anos elas não sabem filtrar
as informações e as crenças instaladas nesta idade podem acarretar em feridas
emocionais e prejudicá-la na vida adulta.
·
Crenças Sociais: São aquelas crenças
populares impostas pela mídia ou pela própria sociedade, as quais estão
normalmente contidas em frases como: “O mundo é perigoso”; “Os ricos são mais
felizes”; “Você só será aceito (a) se for magro (a)”. Essas crenças são reforçadas
pelas instituições e círculos de amizades, mas a pergunta é: De fato o mundo é
um lugar perigoso? Todos os lugares do mundo são perigosos? - Generalização. Os
ricos são mais felizes? Quantos ricos você já ouviu falar que sofrem de
depressão? – Generalização. Você só será aceito se for magro (a). Por que isso
é uma verdade? Quantas pessoas não são magras e são aceitas?
·
Crenças Pessoais: São criadas com base
nas experiências individuais de cada um e, apesar de a maioria ter origem
hereditária, essas crenças só se tornam verdade porque são validadas pelas
experiências pessoais. Exemplo: Você foi demitido (a) do trabalho ou não passou
na prova do vestibular; você pode se culpar dizendo que é incapaz, burro (a) ou
que não faz nada direito e por isso foi demitido (a).
·
Crenças Limitantes (Negativas): Muitas
vezes, cultivamos crenças limitantes (verdades restritivas e inconscientes) que
atrapalham o alcance das metas e bem-estar. Exemplos: “Eu não sou bom o
suficiente para alcançar os meus sonhos”; “Não consigo aprender ou não sou
capaz de fazer isto, não tem jeito”; “Eu não sou inteligente”; “Não sei fazer
nada direito”; “Nunca vou chegar a esse nível”.
- Como
Ressignificar as Crenças Limitantes? (A)
Identifique sua (s) crença (s) limitante (s); (B) Investigue e reflita sobre as causas; (C) Faça questionamentos e busque informações; (D) Adote crenças fortalecedoras.
·
Crenças Fortalecedoras (Positivas): Essas
nos impulsionam e nos ajudam, funcionando como uma alavanca para conseguirmos
alcançar nossas metas e objetivos. Exemplos: “Se eu quero, então eu consigo
fazer”; “Sou bom e vou fazer meus sonhos virarem realidade”; “Sou uma pessoa
inteligente”; “Sou uma pessoa bonita”; “Tenho capacidade de aprender coisas
novas”.


