quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A Elaboração da Missão, da Visão e dos Valores nas Organizações: A Evolução da Identidade Corporativa na Era da Agilidade e da Sustentabilidade

Que Reflexões a Empresa Deve Realizar a Fim de Definir Sua Visão? Na Formulação da Missão Que Perguntas Devem Ser Respondidas? Como Devem Ser Entendidos os Valores, Princípios ou Credos de Uma Organização?

 





Introdução


O delineamento da identidade organizacional constitui o alicerce fundamental do planejamento estratégico de qualquer empresa. Historicamente, a tríade composta por Missão, Visão e Valores (MVV) foi consolidada na literatura administrativa clássica como um conjunto de diretrizes estáticas, frequentemente registradas em quadros nas recepções corporativas, cuja principal função era formalizar o propósito e as aspirações de longo prazo da firma. No entanto, o ambiente de negócios contemporâneo, caracterizado pela volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade (o chamado cenário Vuca/Bani), bem como pela aceleração da transformação digital e pela urgência climática, impôs uma severa ressignificação a esses conceitos.

O que há uma década operava sob uma perspectiva puramente linear e estritamente voltada para os acionistas, hoje exige uma abordagem dinâmica, adaptável e orientada a múltiplos stakeholders. A missão de uma empresa já não pode se limitar a descrever seu escopo comercial; ela precisa espelhar seu impacto social e ético. Da mesma forma, a visão de futuro encurtou seus horizontes temporais devido às disrupções tecnológicas, enquanto os valores organizacionais migraram de uma lista de desejos platônicos para se transformarem no DNA comportamental e cultural prático, testado diariamente pelo crivo das redes sociais, da governança corporativa e das exigências de ESG (Environmental, Social, and Governance).

Este artigo se propõe analisar a formulação e a relevância prática da Missão, da Visão e dos Valores nas organizações modernas. O objetivo é responder a questionamentos cruciais: de que forma o conceito de visão expressa o destino de uma empresa e quais reflexões são necessárias para construí-lo? Quais perguntas fundamentais balizam uma missão de alto impacto? E como os valores e credos devem ser operacionalizados para guiar as decisões gerenciais em um mercado hiperconectado? Ao revisar as teorias tradicionais sob a ótica das demandas contemporâneas, busca-se demonstrar que a diretriz identitária não é um mero exercício burocrático, mas sim o principal vetor de engajamento, inovação e sustentabilidade das organizações que pretendem prosperar no século XXI.

 

O Que Expressa o Conceito de Visão Organizacional?

 

Estudiosos em Administração vêm afirmando que a VISÃO é uma explicação do que se idealiza para uma empresa; ou seja, o conceito de visão expressa a maneira pela qual a organização deseja ser reconhecida futuramente. Seria uma espécie de sonho que deve ser viável na implementação e ter conteúdo inspirador e positivo, o qual motive toda a empresa em torno da construção do futuro almejado.

A visão funciona como uma perspectiva de longo prazo superior aos objetivos tradicionais, exigindo reflexões estratégicas sobre reconhecimento futuro, desafios internos, expectativas de stakeholders, atuação junto aos clientes e novas oportunidades de mercado.

Assim, pode-se dizer que a VISÃO não precisa estar registrada em cada sala. O mais importante é que ela tenha sido discutida por todos, pois a percepção do futuro da empresa não é igual para todos e cada integrante tem o seu sonho e objetivos. O desafio é fazer com que todos tenham oportunidade de participar da elaboração da VISÃO da organização e, após a definição, deve-se compartilhá-la com todos os membros e implementá-la. As características fundamentais para essa implementação são:

 

·        A visão deve deixar claro se já conseguimos atingi-la ou não, estabelecendo direção e foco.

·        A visão é idealizada pelo líder, mas deve ser compartilhada, reconhecida e apoiada pela empresa.

·        A visão deve ser definida de forma positiva e alentadora.

  

Missão: o Propósito da Existência da Organização

 

A MISSÃO é a razão da existência de uma organização, tornando-se a função que ela desempenha no mercado de forma a tornar útil sua ação e justificar seus lucros – do ponto de vista dos acionistas e da sociedade em que atua. Ela é uma declaração de propósitos ampla e duradoura que distingue a empresa em relação a outras que atuem no mesmo ramo de negócios. Assim como na declaração de visão, a missão deve ser de fácil compreensão e precisa conter as principais referências que nortearão as definições estratégicas da empresa. Na formulação da missão, deve-se responder às seguintes perguntas:

 

·        Qual é o negócio da organização?

·        Que é o seu cliente?

·        Qual é o escopo da empresa?

·        Qual a sua vantagem competitiva?

·        Qual a sua contribuição social?

 

Segundo Peter Drucker, elaborar a missão de uma empresa é difícil e arriscado, mas só assim se consegue estabelecer políticas, desenvolver estratégias, concentrar recursos e começar a trabalhar. Para ele, só assim uma organização pode ser administrada visando um ótimo desempenho.

Mas, a definição de missão envolve aspectos mais amplos que o lucro de uma organização. Na sua elaboração, trabalha-se com a diretriz de que o lucro não é a explicação, a causa ou único fundamento das decisões e comportamentos da empresa e, sim, o seu teste de validade.

 

Os Valores da Organização

 

 São as crenças básicas utilizadas para a tomada de decisões que, segundo Serra, Torres e Torres, os valores organizacionais são os princípios de orientação perenes e essenciais que são intrínsecos somente para os membros da organização. A empresa decide por si seus valores, como honestidade e eles não devem mudar para reagir a efeitos externos. Dessa forma, os valores ou princípios ou credos podem ser entendidos como ideais a serem seguidos e, por isso mesmo, muitas vezes incluem frases e conceitos que nem sempre são passíveis de serem cumpridos.

No entanto, essa circunstância não faz com que os valores fiquem sem validade, pois é muito melhor ter uma lista dos ideais a serem seguidos do que não nortear a empresa com crenças básicas. Sendo assim, os líderes são os patrocinadores pela prática cotidiana dos valores da organização, pois os valores precisam ser transformados em comportamentos e atitudes. Outro fator importante é que os valores precisam ser consistentes com a história e a cultura da empresa.

 

 

REFERÊNCIAS

 

 

1. Estratégia e Inovação:

 

CHRISTENSEN, Clayton M. O Dilema da Inovação (Edições recentes/Legado sobre disrupção).

COLLINS, J; PORRAS, J. “Feitas Para Durar”. Rio de Janeiro: Rocco, 1995

KIM, W. Chan; MAUBORGNE, Renée. A Transição para o Oceano Azul (2017).

SERRA, F. TORRES, M.S.C., TORRES, A. P. “Administração Estratégica”. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso, 2002.

 

2. Cultura Organizacional e Gestão Ágil:

 

DOERR, John. Avalie o que importa: Como o Google, a Bono Vox e a Fundação Gates mudaram o mundo com os OKRs (2018).

SINEK, Simon. Comece pelo Porquê e O Jogo Infinito (2019).

 

3. Liderança e Futuro do Trabalho:

 

BROWN, Brené. A Coragem para Liderar (2018).

REED, Hastings; MEYER, Erin. A Regra é Não Ter Regras: A Netflix e a Cultura da Reinvenção (2020).


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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A Personalidade e a Comunicação Interpessoal

Como Ocorre a Comunicação nos Relacionamentos? Qual o Papel da Afetividade no Processo de Relacionamento Interpessoal?

 


 


O adulto ensina falando e a criança descobre que o ato e a palavra vêm juntos, passando a ter, desde muito cedo, significado dentro de um “sistema de crenças”, altamente complexo, o qual irá regular muitas atitudes futuras ou contribuir para evitar algumas situações que, de acordo com os valores impostos, poderiam constrangê-la. Essas crenças dizem respeito à imagem do próprio eu, ou seja, do como se é: corajoso ou covarde, esperto ou “bobo”, muito amado ou tolerado, organizada ou desorganizado, sadio ou doente, e assim outras maneiras das quais nos moldamos a fazer e a ser. Na relação humana não existe a linguagem linear ou aquela que tem por objetivo um significado constante, sem distorções, confuso, com separação clara entre significado real ou emocional ([1]). Conta-se que, nos livros de Leonardo da Vinci, onde ele escrevia durante suas insônias, vez ou outra se encontrava uma frase perdida: “Scrivi, Leonardo, Che cosa è anima? ”. Essa insistência do grande homem em perguntar-se “o que era a alma”, tem sido interpretada como ato de arrependimento individual, humilde da sabedoria perturbada diante de si mesmo, pois nada há mais triste do que ser homem e não se saber o que é o homem. Muita indecisão perdura na ciência, diante do problema da personalidade, embora já existisse uma Psicologia da Personalidade, duas correntes procuram equacionar a personalidade: a primeira considera personalidade atributo, e a segunda, relação. De acordo com a primeira concepção, define-se personalidade como o produto das disposições naturais, das inclinações hereditárias, das influências psicofísicas do ambiente, da educação, com a ajuda da própria vontade.

Para a segunda corrente, personalidade é a reação do indivíduo ao papel que lhe é imposto pelo grupo. Na personalidade como atributo, a Comunicação humana é decisiva. As faculdades intelectuais precisam aparecer, comunicar-se. Na maioria das vezes, essas pessoas pensam ter qualidades; a avaliação individual é feita com exagero. Há, entretanto, casos em que a ausência de Comunicação humana impossibilita que importe na vida social e na realização individual. A personalidade não apenas depende da comunicação humana; ela é a própria Comunicação humana em ação: somos aquilo que comunicamos. Na personalidade como relação, é a reação do indivíduo ao papel que lhe é imposto pelo grupo, essa resposta é essencialmente comunicativa, isto é, reagiremos de determinada forma, e dessa forma, seja ela qual for, será sempre uma Comunicação humana. Tudo quanto revela a personalidade pertence à Comunicação humana.

 

A Comunicação e o Relacionamento Interpessoal

 

 

Quando se fala em comunicação logo se pensa: refere-se à fala, propriamente dita, aos métodos de conversação, as representações de sinais e aos meios que a imprensa encontra de levar informações a todos da sociedade. Mas não implica somente nisso, vai mais além destas simples respostas. Sendo o homem um ser relacional, como que acontecem estas trocas de informação entre os indivíduos inseridos em diferentes grupos sociais? Sendo a comunicação uma troca de informações entre as pessoas então comunicar representa compartilhar, dividir, tornar comum a todos, trazer ao conhecimento de todos, alguma coisa que antes apenas alguns conheciam. Dentro do processo de comunicar-se existem “ruídos” de comunicação que são as interferências ou barreiras que podem atrapalhar o processo e que poderá trazer falhas ou até prejuízos para a organização ([2]). Os tipos de comunicação apresentam-se nas seguintes formas: escrita, verbal, não verbal e, hoje em dia, a eletrônica.  

A comunicação e o relacionamento interpessoal são duas ferramentas muito importantes, pois para realizar objetivos pessoais e profissionais precisa-se de pessoas. Necessita-se que as pessoas acreditem no sonho de cada um e participem dele para que o mesmo possa ser concretizado. Assim, são necessárias palavras certas que sejam ditas de forma adequada. Quantas vezes presenciam-se problemas de relacionamento interpessoal por falta de comunicação assertiva. A comunicação humana é uma ferramenta para construir relacionamentos. Ela oferece a possibilidade de gerar conhecimento, entendimento, aceitação, comprometimento e ação. A comunicação é fundamental para o ser humano conhecer pessoas, descobrir caminhos e oportunidades de troca e crescimento. O conteúdo que se fala por um emissor pode ser interpretado de forma diferente pelo receptor. Desta forma, para que a comunicação flua de forma harmoniosa, precisa-se ter um bom relacionamento interpessoal cativando as pessoas, estabelecendo laços empáticos e transmitindo confiança através da boa postura, gestos, voz e palavras. Sabe-se que ser responsável pelas próprias escolhas é dever de cada um, então praticar tais conhecimentos em comunicações diárias e abrir canais de comunicação com as mesmas é, consequentemente, crescer com relacionamentos interpessoais.

 

A Afetividade no Processo de Relacionamento Interpessoal

 

 

De forma geral, as pessoas necessitam se relacionar e, conforme Silva et. al (2011), desde os primórdios, quando os seres humanos começaram a viver em sociedade, procuram maneiras de melhorar essas relações, daí surgiram, por exemplo, as regras, que mais tarde viraram leis que auxiliaram nesse processo. A partir da evolução da cultura humana, a afetividade começou a ter um papel muito importante nas relações interpessoais. Afetividade esta, que já começa no âmbito familiar, onde as pessoas já ao nascerem, são acolhidas por laços afetivos que duram a vida inteira. O desenvolvimento humano não acontece somente relacionado aos aspectos cognitivos, mas também e principalmente aos aspectos afetivos. O homem precisa ser ouvido, acolhido e valorizado, e isso contribui para a construção da sua autoestima, para que se sintam confiantes para enfrentar os desafios. Então, a importância de uma relação está nas pessoas envolvidas, seja na sala de aula, em casa, no trabalho, na academia, etc.

A afetividade no contexto social pode tornar as relações mais produtivas, pois se estiver aliada a sentimentos de respeito, gentilezas, compreensão, pode fazer com que o relacionamento se torne mais próximo e as interações permitam mais e melhores trocas. As relações interpessoais estão condicionadas ao contexto sociocultural. A convivência das pessoas do grupo e o contato com diferentes grupos sociais possibilita a construção do autoconceito da pessoa. Através do autoconceito a pessoa reflete sobre suas ações e a forma como é percebida e tratada pelas outras pessoas. A convivência em grupos diversificados contribui para a formação das pessoas. Por isso, nas relações interpessoais, as pessoas que se sentem inferiores ou discriminadas, acabam se tornando hostis ou indiferentes, já as que se sentem acolhidas se sentem confiantes e otimistas para enfrentar os desafios, são alegres e determinadas. A qualidade das interações ocorridas no grupo é que poderá levar a pessoa ao desenvolvimento de suas capacidades, sejam elas cognitivas ou afetivas.

O comportamento afetivo influencia profundamente o desenvolvimento intelectual, pois o desenvolvimento humano tem um elemento cognitivo e outro afetivo que se desenvolvem paralelamente, a cognição e a afetividade estão ligadas, se interagem, e a afetividade é o combustível para o desenvolvimento da inteligência, acelerando ou diminuindo a velocidade do desenvolvimento. A afetividade está intimamente ligada à construção da autoestima. Se essa autoestima é positiva, a pessoa tem uma boa imagem de si, acredita que outras pessoas gostam e confiam nela, mas se for negativa, a pessoa achará que não gostam e não acreditam nela. A afetividade é uma das peças chave no processo da construção dos relacionamentos interpessoais, pois através do vínculo afetivo criado nestas relações o sentimento que se cria passa a nortear uma melhor aprendizagem sobre todas as coisas.

 

Bases do Relacionamento Interpessoal

 

 

De maneira inevitável, em qualquer situação, em qualquer profissão e quase em qualquer outra atividade, o ser humano precisa estar em relacionamento adequado com seus companheiros. Conforme o site Portal de Auditoria (2016), quando este relacionamento é harmonioso, contributivo, espontâneo, gera satisfação e progresso. Ao contrário, quando é conflituoso, surgem obstáculos aos desenvolvimentos das atividades, gerando “emperramento” nos objetivos a alcançar. Mas o que são “relações humanas”? É a arte do relacionamento humano, que surge quando dois ou mais indivíduos se encontram. Desta forma, num ambiente de trabalho, em que duas pessoas partilham ideias e tarefas, gera-se um convívio que poderá resultar em cooperação, em atritos, comparações, etc. Existem dois (2) tipos de relações humanas:

 

·        Interpessoal: é o relacionamento entre pessoas, caracterizada através dos eventos ou acontecimentos que se verificam no lar, na escola, na empresa, na igreja, etc.

·        Intrapessoal: é a comunicação que mantemos conosco mesmo. É o diálogo interior. Exemplos: oração, meditação, etc.

  

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([1])  ZAITTER, Menyr Antonio Barbosa; LEMOS, Meillyn Hasenauer Zaitter. Psicologia das Relações Humanas. Curitiba: Instituto Federal do Paraná/Rede e-Tec Brasil, 2012.

 

([2])  SUBTIL, Joseane de Fátima. In: WEBARTIGOS. 2010. Disponível em: https://www.webartigos.com/artigos/personalidade-e-desenvolvimento-humano-comunicacao-e-relacionamento-interpessoal-lideranca-e-motivacao/38057. Acesso em: 14 set. 2021.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Os Robôs Industriais

Quais os Três Tipos de Robôs? O Que é Um Efetuador (ou Órgão Terminal)? Como as Garras Podem Ser Acionadas? Que Tipo de Ferramenta é Um Alternador Automático de Garras? Por Que Um Robô Terá Mais Movimentos se Tiver Mais Juntas?

 

 


Dentre os três (3) tipos de robôs existentes (Industrial, Móvel e Humanoide), o foco deste texto serão os robôs industriais, os quais abordaremos sua construção, sua programação e a integração em sistemas de produção automática. No âmbito dos equipamentos industriais, os robôs industriais se inserem na classificação das máquinas automáticas programáveis e, por isso, devemos organizar nosso estudo partindo das partes que o compõem:

 

·        Fonte: Fornece a energia na forma adequada para os acionadores do robô

·        Sistema: É o conjunto de sensores que permitem ao robô reconhecer suas mudanças de condições

·        Controlador: É o responsável pela coordenação e execução das funções a serem desempenhadas pelo robô

·        Manipulador: É uma estrutura mecânica composta de engrenagens, elementos de transmissão e acionadores, possuindo graus de liberdade suficientes para a execução das tarefas destinadas ao Robô.

·        Dispositivo de Programação de Tarefas: É uma unidade de entrada e saída com funções tais que, facilitem a programação do robô por um operador

·        Memória de Tarefas: É o meio de armazenamento utilizado pelo controlador para guardar programas de novas tarefas ou a partir de programas anteriormente guardados executar uma tarefa já aprendida

·        Dispositivos de Sincronização: São dispositivos e funções que permitem a coordenação das ações do robô com as máquinas e/ou eventos externos

 

Os Efetuadores

 

Um Efetuador (ou Órgão Terminal) é um dispositivo fixado no punho do braço de um robô de uso geral, permitindo-lhe realizar uma tarefa específica. Às vezes, ele é chamado de robô porque a maioria das máquinas de produção exige dispositivos e ferramentas especificamente desenhados para uma determinada operação e o robô não é exceção à regra. A empresa que instala o robô poderá realizar ela mesma os serviços de engenharia ou contratar os serviços de uma empresa especializada. Existe uma ampla variedade de órgão terminais necessários para a realização de várias tarefas, e podem ser divididos em duas (2) categorias principais:

 

I) GARRAS

 

São efetuadores destinados a pegar e segurar objetos para seu deslocamento dentro do espaço de trabalho do manipulador. Podem ser pequenos e frágeis (como os componentes eletrônicos que são montados numa placa pelo robô) ou pesados e robustos (como os carros que são colocados de uma parte para outra, de uma linha de produção). O acionamento pode ser elétrico, pneumático ou hidráulico (para grandes esforços).

 

A) Garra de Três Membros: É similar à garra de dois membros, mas permite maior segurança ao manipular os objetos, que podem ser esféricos ou triangulares.

B) Garra Para Objetos Cilíndricos: Possui dois dedos com depressões circulares capazes de agarrar objetos cilíndricos de diversos tamanhos. Uma desvantagem evidente desta garra é a sua limitação de abertura, que impossibilita a manipulação de objetos maiores que a sua abertura total.

C) Garra Para Objetos Frágeis: Para manipularmos um objeto frágil, sem danificá-lo, os dedos da garra devem exercer um grau de força controlado que não se concentrasse em apenas um ponto do objeto. Muitas garras têm sido projetadas com esta finalidade, das quais uma é ilustrada a seguir, na qual temos dois dedos flexíveis que se curvam para dentro quando inflados pelo ar, que é aplicado de forma controlada, cuja expressão determina a força com que o objeto é agarrado

D) Garra de Juntas: Essas garras são desenvolvidas para manipularem objetos de vários tamanhos e de superfícies irregulares. As conexões são movidas através de paredes de cabos. Um cabo flexiona a junta, a outra a estende e, para pegar um objeto, as juntas dos dedos envolvem este objeto e seguram firmemente. Então, quanto menor for o tamanho das juntas dos dedos, maior será a firmeza e a capacidade de manipular objetos irregulares.

E) Garras à Vácuo (ou Ventosas): São órgãos terminais empregados para apanhar peças delicadas, como no caso de peças injetadas em termoplásticos (injetoras). São ligadas a uma bomba de vácuo através de uma eletroválvula e, quando a eletroválvula é acionada, o ar é puxado pela bomba, criando um vazio na ventosa que adere a peça. É necessário que as peças a serem manuseadas estejam limpas, lisas e planas, condições necessárias para formar um vácuo perfeito entre o objeto e as ventosas.

F) Garras Magnéticas: São similares em seu formato às garras a vácuo e são um meio razoável para manipular materiais ferromagnéticos. Assim como, no caso das garras a vácuo, as peças a serem transportadas pelas garras magnéticas devem apresentar pelo menos uma superfície limpa. Algumas vantagens no uso de garras magnéticas são: (1) Tempo de pega muito rápido; (2) Variações razoáveis nos tamanhos das peças são toleradas; (3) Não necessita de um projeto específico para cada tipo de peça; (4) Permite manusear peças metálicas com furos. Por outro lado, a grande desvantagem está no fato de somente manusear peças de material ferromagnético.


 

II) FERRAMENTAS

 

Em muitas aplicações, o robô é utilizado para manipular uma ferramenta, ao invés de uma peça. O robô deve movimentar a ferramenta sobre o objeto a ser trabalhado e o uso de uma garra permitirá que as ferramentas sejam trocadas durante o ciclo de trabalho, facilitando o manuseio de várias ferramentas. Na maioria das aplicações de robôs nas quais uma ferramenta é manipulada, a ferramenta é presa diretamente no punho do robô, sendo nesses casos, a ferramenta o órgão terminal. Veremos abaixo alguns exemplos de ferramentas usadas como efetuadores em aplicações robóticas:

 

·        Maçaricos para soldagem a arco;

·        Bicos para pintura por pulverização;

·        Mandris para operações como: furação, ranhuramento, polimento, retifica e etc.

·        Aplicadores de cimento ou adesivo líquido para montagem;

·        Ferramentas de corte por jato d’água e laser;

·        Ferramentas para soldagem a ponto.

 

OBSERVAÇÃO: Em todos os casos o robô controla a atuação das ferramentas.

 

A) ALTERNADOR AUTOMÁTICO de GARRAS: É um adaptador que permite a troca rápida de garras de mesma conexão (pneumáticas, hidráulicas, etc.). Como desvantagens, esse tipo de alternador possui o acréscimo de peso ao braço do robô, custo elevado e desperdício de tempo na troca de garras.

B) BASE: É o elemento de fixação do braço mecânico em uma superfície (solo, parede, teto) ou à Estação de Trabalho em um determinado setor da fábrica. Ela sustenta todo o braço mecânico e serve como ponto de apoio e de referência para todos os seus movimentos. Possibilita o movimento de rotação do Braço Mecânico.

C) LIGAMENTOS (ou ELOS): São os termos mais adequados para definirmos o termo Link, o qual é o nome dado à haste que interliga duas Juntas. Em robôs industriais, os links são recobertos com capas de ligas metálicas que os tornam mais resistentes aos rigores do ambiente e também mais “pesados”. Os links são estruturas leves de perfis metálicos muitas vezes vazados para se tornarem mais “leves” sem comprometimento da rigidez. Um braço com baixa rigidez reduz a precisão do robô, devido às vibrações e reações à pressão. O conjunto de links forma o “esqueleto” do Robô e o volume de “Envelope de Trabalho” de um Robô depende muito da dimensão de seus links. Para incrementar a rigidez no braço, sem aumentar o seu peso, formas estruturais como a armação oca, são frequentemente usadas. Um braço com esse tipo de construção tem uma maior rigidez em relação ao seu peso, do que um braço de construção sólida. Mesmo assim, os braços apresentam-se muito pesados, em relação às cargas que podem mover. A maioria dos robôs mantém a razão entre a carga movimentada e o peso do braço na ordem de 1:20, enquanto que no braço humano temos a razão de 1:1.

D) JUNTAS: É o nome dado ao ponto de ligação entre dois Links. É a junta que permite que exista movimento relativo entre os dois links que ela interliga. A primeira junta de um Braço Mecânico é ligada a sua base. Além desta, as outras juntas de um Braço Mecânico são denominadas analogamente as de um braço humano: “Shoulder” (ombro), “Elbow” (cotovelo), “Wrist” (pulso) e, assim por diante. Geralmente, quanto maior o número de juntas no braço, maior é a sua destreza. O número de juntas determina o que se chama de “Graus de Liberdade” de um Robô. Isto significa que um Robô tem mais liberdade de movimentos se tiver mais juntas – o que é bem coerente. Cada junta corresponde a um grau de liberdade. Existem três (3) tipos de Juntas:

 

·        Junta Prismática: Permite o movimento linear entre dois links adjacentes, sendo composta de dois links encaixados interna ou lateralmente. Devido ao seu tipo de construção, este tipo de junta é bastante rígido.

·        Junta de Revolução: Permite o movimento de rotação entre dois links adjacentes, sendo composta de um eixo (ou dobradiça) que conecta dois links.

·        Junta de Encaixe Esférico: Funciona como uma combinação de três juntas de revolução permitindo um movimento combinado de três eixos de movimento (X, Y e Z). Este tipo de junta é aplicada pouquíssimas vezes em projetos de robôs já que sua construção é difícil e seu controle, complexo. Quando o seu uso é necessário, costuma-se projetar três juntas de revolução separadas, mas cujos movimentos se interseccionam num único ponto.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 


AXEL Daneels; WAYNE Salter. What is SCADA? IT/CO. Silva, Sérgio Francisco (2000). Automação Industrial Via Internet: Uma Abordagem de Software Voltada à Pequena Empresa, Centro Universitário do Triângulo - Unit, Uberlândia − MG.

FERREIRA, Ed’Wilson T. (2001). Segurança de Redes de Computadores em Ambiente Industrial, Universidade Federal de Uberlândia - UFU, Uberlândia – MG.

 

 

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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

A Psicologia Nas Relações Humanas no Trabalho

Quem Fundou o Primeiro Laboratório de Psicologia? Que Psicopatologias Podem Afetar as Relações Humanas? Por Que o Nosso Equilíbrio Psíquico Depende do Nosso Ajuste ao Meio Ambiente? Qual é a Diferença Entre Grupos e Equipes?

 

 



Desde antes de Jesus Cristo a Psicologia já fazia sua aparição, seja nas considerações sobre o comportamento humano ou sob a forma de investigações sobre processos mentais – como a memória, a motivação, e a percepção. Mas, foi somente na década de 80 que a Psicologia adquiriu o status de ciência, com a criação do ‘primeiro laboratório de Psicologia do mundo e, a partir daí, só podemos presenciar avanços nesta área de estudos, por vezes tão controversa. Para tanto, a ciência psicológica – desde a sua fundação até os dias atuais – aborda o assunto das relações humanas e as psicopatologias. Foi de Wilhem Wundt (1832-1920) o crédito de fundação do ‘primeiro laboratório de Psicologia do mundo' ([1]). Desde cedo Wundt desenvolveu gosto pela área da fisiologia. Com o passar dos anos e a intensificação dos estudos, Wundt se interessou pela Psicologia. O trabalho de Wundt constituiu o marco referencial do surgimento dessa nova área – a Psicologia. A vertente encabeçada por Wundt denominou-se naturalista, pois se aplicava o método das ciências da natureza (física, química, biologia) na compreensão dos fenômenos mentais. Por outro lado, no final do século XIX, instaurou-se a vertente humanista, como crítica ao naturalismo.

A Psicologia na primeira aula tem como objeto de estudo o comportamento humano e suas implicações subjetivas. Este comportamento é visto como um aglomerado de reações físicas, químicas e de processos mentais complexos. Também, este comportamento é visto como de relação, ou seja, que adquire sua unicidade ou forma única e com potencial criativo no contato e no relacionamento com outras pessoas. A cada contato que se estabelece com outra pessoa, novas conexões mentais são ativadas, novas possibilidades são criadas e outras são destruídas. Não existe algo tão gratificante e frustrante, ao mesmo tempo, como o relacionamento interpessoal. Diversas são as patologias que apresentam repercussão no relacionamento interpessoal, desde uma Depressão Maior, que o sujeito se isola do mundo perante um sentimento de inutilidade e culpa, até um Transtorno de Personalidade Esquizóide, onde há um padrão global de distanciamento emocional nos relacionamentos.

Muitos dos transtornos mentais são diagnosticados na branda infância. Outro, mais conhecido ainda como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) pode proporcionar atraso nas relações pessoais. No TDAH, a criança apresenta um padrão persistente de hiperatividade e desatenção, fazendo com que seu aprendizado escolar seja prejudicado, caso não se faça o diagnóstico e tratamento precisos. Neste último caso, o próprio comportamento agitado e desatento da criança faz com que se diferencie das outras crianças da mesma idade. Este fato, por vezes, faz com que a criança seja motivo de ‘chacotas’ pelos coleguinhas ou o chamado atualmente bullying.

Já adulto, são muitas as psicopatologias possíveis que afetam as relações humanas. Dentre elas, destacamos algumas por serem mais conhecidas, tais como a Esquizofrenia, a Depressão, a Fobia Social e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). A Depressão acreditamos já ser de conhecimento da maioria das pessoas, principalmente pela excessiva divulgação em meios de comunicação, tais como internet, jornais, revistas e televisão. Cabe ressaltarmos que o quanto antes um diagnóstico de Depressão for feito e o quanto antes se iniciar um tratamento adequado, maiores são as chances de se ter sucesso neste quadro. A probabilidade de recorrência do transtorno com o aumento do número de episódios depressivos cresce na mesma proporção.

Também representando um transtorno de domínio público, o TOC, como é mais conhecido o Transtorno Obsessivo-Compulsivo, caracteriza-se por sintomas obsessivos e compulsões que causam ansiedade e desconforto na vida de quem apresenta este transtorno. Pessoas que gastam tempo excessivo com rituais de lavar as mãos, verificar muitas vezes se as portas estão trancadas, dentre outros, são representantes desta patologia. Claro que devemos avaliar o real comprometimento que determinados rituais propiciam ao sujeito que os pratica, sempre avaliando o grau de sofrimento e prejuízo ocupacional ocasionado por tais procedimentos ritualísticos. A Psicologia teve seu avanço ao longo dos anos. Desde o “primeiro laboratório de Psicologia do mundo” de Wundt, em 1879, até os dias atuais esta ciência aprofundou conceitos, fundou escolas teóricas, ampliou seus matizes diagnósticas, aprimorou métodos de tratamento. Enfim, aperfeiçoou tudo o que diz respeito ao ser humano, seu comportamento e as implicações mentais. Ser humano é visto como um ser de relação, que se constitui nas relações que estabelece com os outros. Com isso, a ciência psicológica veio para auxiliar quando as relações se demonstrarem falhas.

 

As Relações Humanas e a Sociedade

 

Conforme alguns especialistas no assunto, o homem é um animal que agrega muitas coisas ao longo da sua caminhada pela vida e, suas maiores agregações são a família, a sociedade e o ambiente de trabalho. Então, saber conviver é uma arte que está inserida no contexto da “Arte de Viver”. Daí pode-se afirmar que as Relações Humanas se constituem em uma ciência nova em um mundo velho – velho como o próprio tempo. Somos por natureza egoístas, e Relações Humanas é, pois, um guia de comportamento que nos ensina a compreensão, o respeito, a participação, a atenção e o reconhecimento da dignidade humana. Nosso equilíbrio psíquico depende de nosso ajuste ao meio. E esse ajuste depende de nossa comunicação com o próximo. Precisamos do próximo, mas, como o próximo incomoda, cria-se então o conflito. As ciências das Relações Humanas estudam a convivência, a comunicação, este fluido magnético que aproxima as pessoas. É a ponte que liga um indivíduo a outro, um indivíduo a grupos, e os grupos entre si. As dificuldades na comunicação estão nos desajustes, nas divergências individuais, econômicas, sociais, políticas, religiosas, filosóficas, educacionais, etc. – que tornam, tantas vezes, desumanas as relações humanas.

Nosso equilíbrio psíquico depende de nosso ajuste ao meio. E esse ajuste depende de nossa comunicação com o próximo. Quem somos nós? O que é gente? Gente é um bolo, cujos ingredientes são: defeitos, qualidades, erros, acertos, fraquezas, boas intenções, etc. Variam as doses, mas todos nós temos esta mistura em nossa estrutura. Herdados ou guardados, formam a argila de que somos feitos. As relações humanas são também problemas ao longo de toda a vida, devido à diversidade de temperamentos dos indivíduos. Basta pensar que cada um de nós é único, e não há dois indivíduos idênticos. Somos como as impressões digitais: todas parecidas, mas não iguais. Esse desacordo de características morais, intelectuais, temperamentais, entre outras, cria barreiras entre indivíduos, mesmo quando se gostam e se simpatizam.

Na velhice, como em outra idade qualquer, existem problemas nas áreas de comunicação, de relacionamentos. Estes se agravam pela incompreensão, hostilidade, medo e revolta com que as pessoas adultas, os jovens e os próprios velhos encaram o envelhecimento. O fato é que, quando se vencem essas barreiras, e muitas são as pessoas que o conseguem, os grupos de relações e amizades, na família e fora dela, que não se impõem uma discriminação de idades, atam laços de profundo afeto, onde a interação se afirma entre pessoas de 8 a 80 anos. No grupo familiar, o velho que não se deixa envenenar por sentimentos negativos de raiva, medo, revolta, intolerância, etc., mas, ao contrário, procura comunicar-se à sua volta, compreendendo e se fazendo compreender, pode marchar na vida, até a mais avançada idade, sendo sempre querido e indispensável.

E é assim que tantas pessoas de idade se sentem felizes, aproveitando a consideração e o carinho de seus descendentes. “Os velhos morigerados, e tratáveis e humanos, carregam uma velhice tolerável; o caráter difícil e o amor rabugento são molestos em toda idade. ” – assim falou Cícero, o filósofo romano, o maior orador de sua época. A característica mais importante que determina a personalidade normal é sua capacidade de adaptação ao meio e ajuste nas relações humanas. Também o grau de inteligência se mede pela melhor adaptação e aceitação das situações na vida.

 

 

A Formação de Grupos e Equipes nos Ambientes de Trabalho

 

Não há dados que comprovem quando surgiu a ideia de reunir indivíduos em grupos em prol de um objetivo comum, mas sabe-se que esta concepção de equipe existe há muito tempo, desde que se começou a pensar no processo do trabalho. (A) Da necessidade histórica do homem de somar esforços para alcançar objetivos que, isoladamente, não seriam alcançados ou seriam de forma mais trabalhosa ou inadequada; (B) Da imposição que o desenvolvimento e a complexidade do mundo moderno têm imposto ao processo de produção, gerando relações de dependência ou complementaridade de conhecimentos e habilidades para o alcance dos objetivos. “O trabalho em equipe, portanto, pode ser entendido como uma estratégia, concebida pelo homem, para melhorar a efetividade do trabalho e elevar o grau de satisfação do trabalhador. ” ([2]). Mas, antes de discutir as questões que envolvem o trabalho em equipe e a importância do mesmo para o sucesso da organização, é preciso diferenciar o grupo da equipe. Sim, são duas (2) coisas diferentes. Podemos simplificar seus conceitos da seguinte forma:

 

·        Grupo é um conjunto de pessoas com objetivos comuns, em geral se reúnem por semelhanças ou afinidades. O respeito e os benefícios psicológicos que as pessoas que pertencem a um grupo encontram, em geral, produzem resultados satisfatórios e bons. No entanto, neste grupo, não podemos chamar de equipe.

·        Já a Equipe é um conjunto de pessoas com objetivos comuns atuando na realização de metas e objetivos específicos. A formação da equipe deve considerar as capacidades individuais necessárias para o desenvolvimento das atividades e a ação das metas. O respeito aos princípios da equipe, a interação entre seus membros e especialmente o reconhecimento da interdependência entre seus membros em atingir os resultados da equipe, deve favorecer ainda os resultados das outras equipes e da organização como um todo. É isso que tornará o trabalho desse grupo em especial num verdadeiro trabalho em equipe.

 

Segundo o site Psicologia Web Node (2012), também é válido enfatizar que quando se trabalha em equipe, pode-se contar com profissionais de diversas especializações e, certamente, isso faz com que o mesmo seja mais dinâmico, pois, conforme a autora, a equipe deve considerar as capacidades individuais.

Depois da distinção de grupos e equipes vamos aos conceitos que estão relacionados aos mesmos. Os quatro primeiros servem para os grupos e para as equipes, pois a equipe é uma espécie de grupo, porém os dois últimos só são importantes para as equipes.

 

·        Papéis: as pessoas em um grupo ou equipe não desempenham necessariamente a mesma função ou têm o mesmo propósito, pois estes aspectos variam de acordo com o cargo que ocupam;

·        Normas: são regras de comportamento informais aceitas pelos membros de um grupo de trabalho, que podem ter grande influência no comportamento individual;

·        Coesão do Grupo: é a soma de forças que atraem os membros do grupo e os mantêm unidos, para que isso aconteça os membros devem estar motivados a permanecer no grupo;

·        Perda no Processo: refere-se ao tempo e esforço que os membros gastam para manter o grupo em atividades que não estão diretamente relacionadas com a produção;

·        Envolvimento de Equipe: é a força do envolvimento de um indivíduo com uma equipe e abrange aceitação das metas e disposição para trabalhar com constância e desejo de permanência na mesma;

·        Modelo Mental de Equipe: diz respeito ao entendimento comum entre os membros da equipe quanto à tarefa, à equipe, ao equipamento e à situação. Quanto maior a qualidade deste modelo mental de equipe, melhor será o desempenho da equipe.

 

Conforme o site da Faculdade Santa Helena, na teoria de equipes, existem grupos heterogêneos e homogêneos. Usando um exemplo simples, poderíamos comparar uma equipe de futebol com uma de basquete. Na de futebol, não existe necessariamente uma uniformidade no tipo de atleta, já na de basquete, é possível dizer que jogadores baixos provavelmente pouco irão contribuir com o sucesso da equipe. Outro ponto importante é a autoconfiança dos profissionais, que devem ser tratados como adultos responsáveis e capazes de realizar o trabalho. Para isso, é fundamental que os erros sejam tratados como oportunidades de melhoria e, nesse caso, é preciso achar responsáveis e não culpados. Com profissionais mais motivados e melhor preparados, os problemas de comunicação nas equipes serão minimizados e o trabalho terá resultado satisfatório. Se uma empresa ou qualquer outro estabelecimento que trabalhe em grupos e equipes conseguir equacionar motivação com preparação está resolvendo praticamente 80% de seus possíveis problemas. Uma pessoa motivada, mas mal preparada é uma bomba atômica dentro de uma organização; portanto, resolver esta situação maximizando motivação e preparação é, sem dúvida, um grande passo.

 

 

REFERÊNCIAS

 

 

BRASIL Clínicas. Disponível em: http://www.brasilclinicas.com.br/artigos/ler.aspx?artigoID=50. Acesso em: 20 jun. 2023.

ZAITTER, Menyr Antonio Barbosa; LEMOS, Meillyn Hasenauer Zaitter. Psicologia das Relações Humanas. Curitiba: Instituto Federal do Paraná/Rede e-Tec Brasil, 2012.

  




([1])  DAVIDOFF, Linda L. “Introdução à Psicologia”. Makron Books, São Paulo, 1983, p. 57

([2])  MICHELETTI, Camila. Trabalho em equipe: essencial para todas as empresas. In: Site Carreiras Empregos. Disponível em: http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/ge/sucesso/ equipe/050704-trabalho_equipe.shtm. Acesso em: 14 set. 2021.



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