segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Operações Básicas Para Pequenos Empreendimentos

Como Calcular Descontos em Mercadorias Vendidas? O Que é Mark-Up? Que Tipo de Benefícios os Empreendedores Podem Conseguir Com a Contabilidade? O Que São Ativos Circulantes?

 

 



Esse texto pretende fornecer aos pequenos empreendedores algumas habilidades financeiras que são essenciais para tentar alcançar o sucesso nos seus negócios. Os pequenos empreendedores precisam dominar as operações básicas do seu empreendimento, pois isso é fundamental para o sucesso e a sustentabilidade da empresa. Sabe-se que, no Brasil, a falta de uma boa gestão é uma das principais razões para o fechamento de micro e pequenas empresas nos primeiros anos e, uma das principais operações para pequenos empreendedores, é a porcentagem. Trata-se da forma de expressar uma quantidade como uma fração de 100. O símbolo "%" representa essa divisão por 100 (Exemplo: 25% significa 25 de cada 100). Por outro lado, a porcentagem básica é uma fração de 100, representada como um número seguido do símbolo '%' e, para calcular isso, você deve multiplicar o valor pela porcentagem e dividir por 100, ou converter a porcentagem para decimal e multiplicar pelo valor total. Por exemplo, para calcular 20% de R$ 100,00, basta multiplicar R$ 100,00 por 20 e dividir o resultado por 100: (R$ 100,00 x 20) ÷ 100 = R$ 20,00. Portanto, a redução no preço do produto será de R$ 20,00 e, além disso, a porcentagem também pode ser utilizada para calcular a variação percentual entre dois valores.

Por exemplo, se um produto custava R$ 50,00 e agora custa R$ 60,00, qual foi a variação percentual no preço? Basta calcular a diferença entre os valores, dividir o resultado pelo valor original e multiplicar o resultado por 100: [(R$ 60,00 - R$ 50,00) ÷ R$ 50,00] x 100 = 20%. Sendo assim, houve um aumento de 20% no preço do produto. A porcentagem também é utilizada para calcular juros e taxas. Por exemplo, se você emprestou R$ 1.000,00 a uma taxa de juros de 10% ao mês, quanto de juros você terá que pagar após um mês? Basta multiplicar o valor emprestado pela taxa de juros e dividir o resultado por 100: (R$ 1.000,00 x 10) ÷ 100 = R$ 100,00. Assim, após um mês, você terá que pagar R$ 100,00 de juros. Agora, vamos ver alguns exemplos práticos de como a porcentagem é aplicada em finanças e negócios:

 

·        Desconto: Imagine que você tem uma loja de roupas e decidiu fazer uma promoção de 15% de desconto em todos os produtos. Se um produto custa R$ 200,00, qual será o preço com o desconto? Basta calcular a porcentagem do desconto e subtrair o valor do desconto do preço original: (R$ 200,00 x 15) ÷ 100 = R$ 30,00 (desconto) e R$ 200,00 - R$ 30,00 = R$ 170,00 (preço com desconto).

·        Juros: Agora, imagine que você emprestou R$ 1.000,00 a uma taxa de juros de 5% ao mês. Quanto de juros você terá que pagar após um mês? Basta calcular a porcentagem dos juros e multiplicar pelo valor emprestado: (R$ 1.000,00 x 5) ÷ 100 = R$ 50,00. Dessa forma, após um mês, você terá que pagar R$ 50,00 de juros.

·        Lucro: Suponha que você tem uma padaria e deseja calcular o lucro em um dia de vendas. Se o faturamento foi de R$ 1.000,00 e os custos totais foram de R$ 800,00, qual foi o lucro? Basta calcular a porcentagem de lucro dividindo o lucro pelo faturamento e multiplicando o resultado por 100: [(R$ 1.000,00 - R$ 800,00) ÷ R$ 1.000,00] x 100 = 20%. Portanto, o lucro foi de 20% sobre o faturamento.

·        Impostos: Por fim, imagine que você precisa calcular o valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em uma venda de R$ 500,00. Se a alíquota do ICMS for de 18%, qual será o valor do imposto? Basta calcular a porcentagem do ICMS e multiplicar pelo valor da venda: (R$ 500,00 x 18) ÷ 100 = R$ 90,00. Assim, o valor do ICMS será de R$ 90,00.

·        Mark-up: O Mark-up é uma técnica utilizada para calcular o preço de venda de um produto, levando em consideração o custo e a margem de lucro desejada. Suponha que você deseja aplicar um Mark-up de 50% sobre o custo de um produto que custa R$ 20,00. Basta somar a margem de lucro desejada (50%) com 100% e dividir o resultado pelo complemento da margem de lucro (100% - 50% = 50%). Em seguida, basta multiplicar o resultado pelo custo do produto: [(50% + 100%) ÷ 50%] x R$ 20,00 = R$ 40,00 (preço de venda). Dessa forma, o preço de venda do produto será de R$ 40,00.

·        Comissão: Imagine que você é um vendedor e recebe uma comissão de 10% sobre as vendas realizadas. Se você vendeu R$ 5.000,00 em um mês, qual será o valor da sua comissão? Basta calcular a porcentagem da comissão e multiplicar pelo valor das vendas: (R$ 5.000,00 x 10) ÷ 100 = R$ 500,00. Portanto, o valor da sua comissão será de R$ 500,00.

·        Imposto de Renda: O Imposto de Renda é um imposto cobrado sobre os rendimentos das pessoas físicas e jurídicas. Suponha que você é um empreendedor e precisa calcular o Imposto de Renda a ser pago sobre o lucro de um trimestre, que foi de R$ 10.000,00. Se a alíquota do Imposto de Renda for de 15%, qual será o valor a ser pago? Basta calcular a porcentagem do Imposto de Renda e multiplicar pelo lucro: (R$ 10.000,00 x 15) ÷ 100 = R$ 1.500,00. Assim, o valor do Imposto de Renda a ser pago será de R$ 1.500,00.

·        Aumento de Preço: Por fim, imagine que você deseja aumentar o preço de um produto em 10%. Se o preço atual é de R$ 50,00, qual será o novo preço? Basta calcular a porcentagem do aumento e somar ao preço atual: (R$ 50,00 x 10) ÷ 100 = R$ 5,00 (aumento) e R$ 50,00 + R$ 5,00 = R$ 55,00 (novo preço). Sendo assim, o novo preço do produto será de R$ 55,00.

 

Contabilidade Básica

 

Trata-se do registro e do controle das operações financeiras de um empreendimento, sendo fundamental para as empresas porque permite um controle preciso das finanças, tanto no curto quanto no longo prazo. E, através da contabilidade, os empreendedores conseguem:

 

·        Registrar todas as transações financeiras da empresa, como compras, vendas, recebimentos e pagamentos;

·        Controlar o fluxo de caixa, ou seja, saber quanto dinheiro entra e sai da empresa em cada período;

·        Analisar a rentabilidade do negócio, ou seja, saber se a empresa está tendo lucro ou prejuízo;

·        Gerar informações para a tomada de decisão, como investimentos, redução de custos e aumento de preços;

·        Atender as obrigações legais, como o pagamento de impostos e a apresentação de demonstrações contábeis.

 

Além disso, a contabilidade é importante para a transparência e credibilidade da empresa. Quando a empresa tem suas finanças organizadas e em dia, ela transmite confiança para investidores, fornecedores e clientes. Vamos começar com os principais conceitos da contabilidade:

 

1) Ativos: São recursos ou bens que possuem valor econômico e podem ser controlados e utilizados pela empresa em suas operações. Os ativos são registrados no balanço patrimonial da empresa e podem ser classificados em circulantes ou não circulantes, dependendo do prazo de realização. Exemplos de ativos circulantes são:

 

·        Caixa e equivalentes de caixa: inclui dinheiro em caixa, contas bancárias e aplicações financeiras de curto prazo que podem ser convertidas em dinheiro rapidamente.

·        Estoques: inclui mercadorias, matérias-primas, produtos em processo e produtos acabados que a empresa tem em estoque para venda.

·        Contas a receber: inclui valores que a empresa tem a receber de seus clientes por vendas a prazo ou prestação de serviços.

 

Exemplos de ativos não circulantes são:

 

·        Imobilizado: inclui bens tangíveis como máquinas, equipamentos, veículos, imóveis e móveis que a empresa usa em suas operações.

·        Intangível: inclui ativos sem existência física, como patentes, marcas, softwares, direitos autorais e outros ativos intelectuais.

·        Investimentos: inclui participações em outras empresas ou investimentos em ações, títulos e outros valores mobiliários.

 

Os ativos representam a capacidade da empresa em gerar fluxos de caixa no futuro e podem ser utilizados para financiar as atividades operacionais e de investimento da empresa.

2) Passivos: São obrigações da empresa, ou seja, são dívidas e compromissos que a empresa tem com terceiros e que precisam ser pagos em algum momento. Os passivos também são registrados no balanço patrimonial da empresa e podem ser classificados em circulantes ou não circulantes, dependendo do prazo de pagamento. Exemplos de passivos circulantes:

 

·        Fornecedores: inclui dívidas com fornecedores por compras a prazo de produtos e serviços.

·        Salários e encargos sociais: inclui dívidas com salários, férias, décimo terceiro salário e encargos sociais dos funcionários da empresa.

·        Impostos e taxas: inclui dívidas com impostos e taxas, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto de Renda (IR).

 

Exemplos de passivos não circulantes:

 

·        Empréstimos: inclui dívidas com instituições financeiras e bancárias por empréstimos de longo prazo.

·        Debêntures: inclui dívidas com debenturistas por emissão de debêntures.

·        Provisões: inclui dívidas com despesas que a empresa sabe que terá que pagar no futuro, como indenizações trabalhistas e previdenciárias.

 

Os passivos representam os compromissos financeiros da empresa com terceiros e podem afetar a saúde financeira da empresa se não forem gerenciados adequadamente.

3) Patrimônio Líquido: É a diferença entre o valor dos ativos e o valor dos passivos de uma empresa, representando o valor que a empresa tem após o pagamento de todas as suas obrigações. É um indicador da saúde financeira da empresa e pode ser utilizado para avaliar a capacidade da empresa em gerar valor para seus acionistas. O patrimônio líquido é composto por:

 

·        Capital social: é o valor investido pelos acionistas na empresa em troca da participação no capital social.

·        Reservas de lucros: são os lucros retidos pela empresa que não foram distribuídos aos acionistas como dividendos.

·        Lucros ou prejuízos acumulados: é a soma dos lucros ou prejuízos da empresa desde sua fundação.

 

Exemplo: Suponha que uma empresa tem um ativo total de R$ 1.000.000,00 e um passivo total de R$ 500.000,00. Nesse caso, o patrimônio líquido será de R$ 500.000,00, que é a diferença entre o ativo e o passivo. Se o capital social da empresa for de R$ 100.000,00 e a empresa tiver reservas de lucros de R$ 50.000,00, então os lucros ou prejuízos acumulados serão de R$ 350.000,00 (R$ 500.000,00 - R$ 100.000,00 - R$ 50.000,00). Logo, o patrimônio representa a riqueza líquida da empresa e pode ser utilizado para avaliar a capacidade da empresa em honrar suas obrigações financeiras, investir em seu crescimento e gerar valor para seus acionistas.

4) Receita: É o dinheiro que entra na empresa por meio das vendas de produtos ou serviços. É um indicador da capacidade da empresa em gerar receitas e é fundamental para a análise da performance financeira da empresa. As receitas podem ser classificadas em diferentes categorias, dependendo da atividade principal da empresa. Alguns exemplos de receitas são:

 

·        Receita de vendas de produtos: é o dinheiro obtido pela venda de produtos fabricados ou revendidos pela empresa, como roupas, eletrônicos, alimentos, entre outros.

·        Receita de prestação de serviços: é o dinheiro obtido pela prestação de serviços pela empresa, como consultoria, serviços de limpeza, serviços de manutenção, entre outros.

·        Receita de aluguel: é o dinheiro obtido pela locação de imóveis ou equipamentos pela empresa.

·        Receita financeira: é o dinheiro obtido pela empresa por meio de aplicações financeiras, como juros sobre depósitos bancários, rendimentos de ações, títulos e outros valores mobiliários.

 

Exemplo: Suponha que uma empresa de roupas teve uma receita de vendas de R$ 100.000,00 no mês de janeiro. Nesse caso, a receita da empresa será de R$ 100.000,00. Se a empresa também teve uma receita de aluguel de R$ 10.000,00 no mesmo período, então a receita total da empresa será de R$ 110.000,00.

5) Despesas: É o dinheiro que sai da empresa para pagar as obrigações, como salários, aluguel, contas de luz e água, matéria-prima, entre outros. É um indicador dos custos da empresa para manter suas operações e é fundamental para a análise da performance financeira da empresa. As despesas podem ser classificadas em diferentes categorias, dependendo da atividade principal da empresa. Alguns exemplos de despesas são:

 

·        Despesas operacionais: são as despesas relacionadas à produção ou à prestação de serviços pela empresa, como matéria-prima, mão de obra, energia elétrica, água, telefone, entre outros.

·        Despesas administrativas: são as despesas relacionadas à gestão da empresa, como salários de funcionários administrativos, aluguel, manutenção de equipamentos, seguros, entre outros.

·        Despesas financeiras: são as despesas relacionadas à obtenção de recursos financeiros pela empresa, como juros de empréstimos, descontos concedidos, tarifas bancárias, entre outros.

 

Exemplo: Suponha que uma empresa de roupas teve despesas operacionais de R$ 60.000,00 no mês de janeiro, salários administrativos de R$ 10.000,00 e juros de empréstimos de R$ 5.000,00. Nesse caso, as despesas totais da empresa serão de R$ 75.000,00.

6) Lucro: É a diferença entre as receitas e as despesas da empresa em um determinado período. É um indicador da performance financeira da empresa e representa a quantidade de dinheiro que a empresa ganhou em suas operações. O lucro pode ser classificado em diferentes categorias, dependendo da atividade principal da empresa. Alguns exemplos de lucro são:

 

·        Lucro operacional: é o lucro obtido pela empresa por meio de suas atividades operacionais, como vendas de produtos ou serviços.

·        Lucro líquido: é o lucro obtido pela empresa após a dedução de todas as despesas, incluindo as despesas financeiras e os impostos.

·        Lucro bruto: é o lucro obtido pela empresa após a dedução dos custos de produção ou da prestação de serviços, como a matéria-prima, a mão de obra direta e as despesas variáveis.

 

Exemplo: Suponha que uma empresa de roupas teve receitas de vendas de R$ 100.000,00 e despesas totais de R$ 80.000,00 no mês de janeiro. Nesse caso, o lucro operacional da empresa será de R$ 20.000,00. Se a empresa também teve despesas financeiras de R$ 2.000,00 e impostos de R$ 3.000,00 no mesmo período, então o lucro líquido da empresa será de R$ 15.000,00.

7) Prejuízo: É o oposto do lucro, ou seja, é a diferença negativa entre as receitas e as despesas da empresa em um determinado período. É um indicador da performance financeira da empresa e representa a quantidade de dinheiro que a empresa perdeu em suas operações.

 

Exemplo: Suponha que uma empresa de roupas teve receitas de vendas de R$ 80.000,00 e despesas totais de R$ 100.000,00 no mês de janeiro. Nesse caso, o prejuízo operacional da empresa será de R$ -20.000,00. Se a empresa também teve despesas financeiras de R$ 2.000,00 e impostos de R$ 3.000,00 no mesmo período, então o prejuízo líquido da empresa será de R$ -25.000,00.

 

Concluindo, pode-se dizer que a contabilidade é feita por meio de registros em livros contábeis, como o livro caixa, o livro diário e o livro razão. Esses registros são importantes para o controle financeiro da empresa e para a elaboração das demonstrações contábeis, como o balanço patrimonial e a demonstração de resultados. Além disso, a contabilidade também é importante para o pagamento de impostos e para a tomada de decisões financeiras, como investimentos e empréstimos.

 

 

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