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quinta-feira, 6 de novembro de 2025

As Civilizações da Idade do Bronze

 Que Sociedade Dominou o Comércio Marítimo no Mar Egeu? Quando Ocorreu o Início da Civilização Minoica? Quando Foi o Surgimento da Civilização Micênica?

 

 



No fim do 3º milênio a.C. deu-se o início da formação de algumas sociedades que foram importantes no desenvolvimento da cultura grega. Em 1900 um arqueólogo descobriu em Cnossos (na ilha de Creta) os vestígios do que chamou de palácio do rei Minos – um edifício com mais de 300 aposentos, com inúmeras passagens, corredores, escadarias, colunatas, distribuídos em oito pisos. A partir disso, ele batizou a civilização minoica, associando-a ao mito de Teseu e do Minotauro. Essa sociedade dominou boa parte do comércio marítimo no mar Egeu, interligando as ilhas Cíclades, Chipre, Egito e o continente grego. Essa civilização foi marcada pelos grandes núcleos urbanos e seus palácios, que recentemente se descobriu serem mais complexos econômicos, administrativos e religiosos do que residências reais; usavam uma escrita Linear A (ainda não decifrada) e tinham na imagem do touro um de seus símbolos de culto. Essa civilização parece ter desaparecido por volta de 1450 a.C., possivelmente devido a guerras internas e à chegada de outro povo, os micênicos, que dominaram a Ilha. Os micênicos foram identificados por Heinrich Schliemann, o descobridor de Tróia, a partir de suas escavações em Micenas, onde encontrou o que pensou ser a máscara mortuária de ouro de Agamenon, rei de Micenas. Esse povo habitava o continente grego ao longo do 2º milênio a.C. e mantinha uma organização semelhante à dos minoicos, com grandes palácios em cidadelas fortificadas, como Micenas e Tirinto, de onde seus reis controlavam seus domínios e o comércio com outras terras, desde a Síria até a Península Ibérica. Usavam um sistema de escrita chamado Linear B, já decifrado e que mostrou existirem nomes e lugares como aqueles citados na Ilíada e a Odisseia de Homero. Eles governaram boa parte do Egeu e continente grego até cerca de 1050 a.C. quando houve o colapso dos palácios, possivelmente devido a invasões e conflitos internos:

 

·        Cerca de 3100 a.C. (Início da Civilização Minoica): A Civilização Minoica surge na ilha de Creta, na Grécia, quando temos os primeiros núcleos urbanos estabelecidos (Cnossos, Festos, Mália, Gúrnia, Cato Zacros).

·        1900 - 1700 a.C. (Surgimento dos Palácios Minoicos): Início do período palacial minoico, com o surgimento nas cidades minoicas de grandes estruturas construídas, com diversos cômodos e pavimentos, organizados em conjuntos funcionais ao redor de um grande pátio central.

·        A partir de 1700 a.C. (Palácios Minoicos): Esses palácios concentravam funções políticas e administrativas das cidades, bem como funções religiosas e também produtivas, além de apresentarem áreas de habitação e armazenagem.

·        1700 a.C. (Comércio e Escrita Minoicos): Os minoicos desenvolveram uma rede de comércio marítimo que chegava ao Egito e ao Oriente Próximo, criaram uma forma de escrita hieroglífica e outra denominada linear A, puramente administrativas, ainda pouco conhecidas.

·        1700 - 1400 a.C. (Período Neopalacial Minoico): Os palácios não eram fortificados, apesar de monumentais, e havia poucos sinais de conflito na sociedade minoica. Tinham alto nível tecnológico e grandes habilidades artesanais.

·        1600 a.C. (Surgimento da Civilização Micênica): A Civilização Micênica surge no continente grego, em sítios como Micenas, Argos, Pilos e Atenas.

·        1600 – 1200 a.C. (Período Micênico na Grécia): A sociedade micênica é organizada ao redor de cidadelas pequenas e altamente fortificadas. Tinham grande habilidades artesanais, principalmente metalurgia. Suas muralhas eram enormes e seus palácios eram menores que os minoicos.

·        Cerca de 1450 a.C. (Escrita Micênica e Comércio): Os micênicos desenvolveram uma escrita própria, o Linear B que, apesar de derivado do Linear A cretense, teria elementos gregos. Comercializavam com diversos locais do Mar Mediterrâneo, da Síria à Espanha.

·        1450 a.C. (Micênicos em Creta): Os micênicos chegam a Creta e acabam por sobrepujar a civilização minoica. O fim dos minoicos pode ser atribuído a conflitos internos, à invasão micênica ou à erupção do vulcão de Santorini e do terremoto que se seguiu, ou a tudo isso.

·        1200 a.C. (O Fim da Idade do Bronze): A civilização micênica teve um fim abrupto, provavelmente por conta das invasões dórias ou mesmo por revoltas internas, ou ambas. Sua queda marca o fim da Idade do Bronze na Grécia. 1200 –

·        800 a.C. (Os “Séculos Obscuros”): Este é o período chamado de Idade do Ferro grega. É marcado por uma diminuição populacional significativa, por um declínio técnico e artesanal e pela perda da escrita. Mas é o momento da gênese da pólis, que florescerá nos séculos seguintes.

 

 

A Escravidão no Mundo Grego e Homero

 

O objetivo é tentar compreender o tipo de escravidão que existia na Grécia Antiga a partir da análise de uma fonte textual de época – A Odisseia, uma poesia épica atribuída a Homero. Homero foi um poeta grego do século VIII a.C., autor de pelo menos 2 grandes poemas épicos que chegaram até nós – A Ilíada e a Odisseia, embora os estudiosos de hoje questionem se ele realmente existiu. Mas de qualquer modo, essas obras são importantes para entendermos a mentalidade dos gregos e a história do período, tanto da época retratada nos poemas, isto é, o período micênico do séc. XII a.C., quanto a época em que as obras foram escritas, o século VIII a.C. da Grécia Antiga. Essas obras são o resultado de séculos de tradição oral em que os mitos e estórias de heróis e deuses eram cantados à luz de fogueiras pelos aedos, os cantores gregos. O que nos interessa aqui são alguns trechos da Odisseia, que nos mostram a situação do escravo na Grécia Antiga. E do que trata a Odisseia? Trata de Odisseu (daí o nome do poema), ou como é mais conhecido, Ulisses, herói grego da guerra de Troia (que, por sua vez, é retratada no poema A Ilíada). A Odisseia seria a história de Ulisses no seu retorno à terra natal, a ilha de Ítaca, após o fim da guerra de Tróia. Essa viagem teria levado dez anos, em que o herói passa por diversos locais, situações e tormentos, até finalmente chegar em casa.

Enfim, em Ítaca, Ulisses descobre que sua casa está cheia de pretendentes que, acreditando em sua morte, desejam desposar sua mulher, Penélope, e tramam contra a vida de seu filho, Telêmaco. Penélope, por sua vez, vai adiando sua escolha do pretendente pois, acreditando que Ulisses vive, se mantém fiel a ele. A deusa Atena, protetora do herói, disfarça Ulisses em mendigo, a fim de que ele possa se aproximar de casa sem ser reconhecido, e tentar descobrir quem ainda lhe é fiel como rei de Ítaca. Assim, ele volta para casa, e a primeira pessoa que encontra, e que lhe oferece comida e abrigo, é seu guardador de porcos, o fiel Eumaio. O guardador diz: Os deuses já me deram muito motivo de queixa. Choro por um raro e bom amo, e aqui estou engordando meus porcos para uma corja de estranhos. E talvez meu amo não tenha o que comer (...). Certamente, os deuses impediram o regresso de meu amo, do contrário ele teria me dado algo para mim mesmo, como um amo faz quando estima o seu servo, uma casa e um pedaço de terra e uma esposa que possa ter seu quinhão, quando um homem trabalha arduamente com a bênção de Deus em seu trabalho, como o meu trabalho é abençoado. Assim, meu amo me teria feito rico, se tivesse ficado aqui até envelhecer. (HOMERO, p. 156) Eumaio acredita que seu amo Ulisses morreu após o fim da guerra de Tróia, no retorno para casa, e lamenta seu senhor: (...) jamais encontrarei um amo tão bom, seja aonde for que eu vá, nem mesmo se eu voltar para junto de meu pai e de minha mãe, para a casa onde nasci e fui criado. Na verdade, não os choro tanto quanto o choro [Ulisses], embora eu deseje revê-los e rever minha terra natal; mas lamento a ausência de Ulisses desde que ele partiu. Não gosto de dizer seu nome, embora ele esteja ausente, pois chamo-o de alteza mesmo quando está longe. (HOMERO, p. 158). O que podemos perceber a respeito da situação desse tipo de escravo e da sua relação com seu senhor na Grécia? Vejamos:

 

·        Eumaio não é de Ítaca. Ele foi feito cativo ainda jovem em alguma guerra, que eram relativamente comuns na época. Apesar de não ser de Ítaca, Eumaio é grego. Compartilha a língua, a cultura e as crenças com seus senhores.

·        Há uma ligação afetiva entre Eumaio e seu senhor Ulisses. Percebe-se isso pela maneira como ele se refere a seu amo, com saudades, lamentando sua morte e reconhecendo seu valor, a ponto de sobrepujar a ausência e a saudade que sente dos próprios pais e da própria terra natal.

·        Essa ligação é recíproca: Ulisses confia em Eumaio, deu-lhe autonomia para cuidar de seu grande rebanho de porcos. E o tem próximo da casa e da família.

·        Há uma diferença significativa entre a escravidão na Grécia Antiga e a escravidão que ocorreu no Brasil desde a colonização, como podemos perceber nesses trechos. Era possível que os escravos gregos, pelo menos alguns deles, possuíssem um pedaço de terra, uma casa, uma esposa. Nas palavras de Eumaio, “meu amo me teria feito rico”! Eles eram reconhecidos como pessoas, seu trabalho era recompensado quando bem feito.

 

O exemplo que trouxemos está de acordo com o que sabemos da Grécia do século VIII a.C., a partir principalmente das pesquisas arqueológicas. Há um declínio da população e de assentamentos no período que se seguiu às invasões dórias na Grécia, isto é, entre 1150 e 800 a.C. Com o fim da civilização micênica, muitas cidades foram abandonadas, como é o caso de Pilos e Micenas. Uma nova sociedade se organiza a partir de então, em unidades sociais menores dominadas por cacicados e líderes de clãs. Ulisses era um deles. A unidade social do período é conhecida como oikos. Trata-se de um agregado familiar amplo, no qual se incluem os esposos e seus descendentes e familiares diretos, os escravos (ou servos), alguns trabalhadores livres associados, a terra, os animais, as plantações, as casas e construções vinculadas. Ítaca, retratada na Odisseia, seria um oikos, e Ulisses seu líder, o rei. Com a análise dessa fonte de época pudemos entender a situação dos escravos na Grécia Antiga, e compreendermos o oikos como nova organização social política e econômica após o fim da civilização micênica.

 

 

REFERÊNCIAS

 

 

BLASCO, Maria de lá Concepcional (1 de setembro de 1993). El Bonce final (1ª adicione). Madrid: Editorial Sínteses. p. 176. ISBN 84-7738-195-X. BRÉZILLON, Michel (1969). Dictionnaire de lá Préhistoire (en francés). París: Librairie Larousse. ISBN 2-03- 075437-4.

CLAIRBORNE, Robert (1977). Los primeros americanos. Ciudad de México: Lito Offset Latina. Libros TIMELIFE. Clark, John E., ed. (1994). Los olmecas en Mesoamérica. Ciudad de México: Ediciones del Equilibrista. ISBN 968-7318-22-8.

CONRAD, Geoffrey W. (1984). «Los incas». Historia de las Civilizaciones antiguas (II): Europa, América, China, India. Arthur Cotterell, ed. Barcelona: Editorial Crítica. ISBN 84-7423-252-X

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Um Modelo de Gestão Por Competências

 

Como se Caracteriza Uma Competência? Que Competências São Exigidas do Profissional Moderno? Como Implementar Um Modelo de Gestão de Pessoas Por Competências?

 


 

Somos todos protagonistas e testemunhas de uma fantástica rapidez na evolução dos mais variados ramos do conhecimento humano e, essa velocidade, muitas vezes é representada pelos contínuos aperfeiçoamentos e pelas inovações nos campos científico e tecnológico. Inseridas nesse entremeado de realidades técnicas, econômicas e sociais em constante mudança encontram-se as pessoas – através de quem os fatos acontecem – e as organizações, as quais são formadas por elas e de quem dependem.  Nesse encontro – cuja sinergia sustenta a realização profissional das primeiras e é fator essencial de sobrevivência para as segundas – ressurge com grande força o papel do trabalho de equipe, da liderança e da gestão participativa, exigindo dos modernos profissionais perfis nunca antes imaginados. As mudanças contextuais vêm instigando as organizações a realinharem suas práticas de gestão e suas estratégias para garantir sua participação na sociedade futura.

A velocidade das mudanças, as exigências do cliente / usuário, o alto nível de complexidade no ambiente de trabalho, a necessidade de compatibilizar desempenho com objetivos organizacionais, a gestão do conhecimento, a administração da compatibilidade entre as gerações Y e I  em um cotidiano  cada vez mais competitivo e com foco em resultados, exigem do   profissional competências que vão além da execução de  tarefas, o que faz  com que a organização busque fortalecer a capacidade de aprender e reaprender de seu corpo de colaboradores. Diante de tudo isso, surgiu o modelo de Gestão de Pessoas por Competências, cuja vantagem é que ele permite direcionar o foco, concentrar energias no que é necessário   trabalhar   para que a organização alcance os seus objetivos operacionais e estratégicos, pois de nada adianta elaborar uma lista extensa de capacidades necessárias, se não conseguir dar destaque e desenvolver aquelas que poderão ter mais impacto nas necessidades reais da organização. Diante disso, surge a pergunta – o que são competências?

Uma competência se caracteriza pela integração e pela coordenação de um conjunto de habilidades, conhecimentos e atitudes (também conhecido por CHA) que na sua manifestação produzem uma atuação diferenciada.  Elas não se restringem a uma área específica da organização; estão difundidas de forma ampla em toda ela. As organizações da atualidade são convocadas a deixarem um modelo de atuação mais focado nas habilidades estáticas, que não leva em consideração as particularidades de sua própria cultura e valores, para um modelo que incentive o aprendizado, a formação de recursos   subjetivos, simbólicos, significativos e relacionais. Nesse contexto, o desempenho humano nas organizações é visto tanto como uma forma de expressão da satisfação e realização pessoal quanto da materialização de competências e habilidades que atendam às novas demandas, necessidades e realidade das empresas e dos negócios presentemente. Podemos dizer que competência é o conjunto de atributos adquiridos no processo de interação sujeito-mundo, no qual a experiência com o trabalho dita o curso de competências a ser desenvolvido. Vamos então conhecer o conceito de competência citado por diversos experts na área: 


“São repertórios de comportamento que algumas pessoas dominam mais do que outras, o que as tornam eficazes em determinadas situações”. Carlos Ramirez Passo – Psicólogo, Consultor em RH, Diretor Executivo da Tenciona al Cliente; 

“É um conjunto de habilidades, conhecimentos e atitudes que contribuem para uma atuação de destaque, de excelência em determinados contextos”. Maria Rita Gramigna – Diretora da MRG –Consultoria e Treinamento Empresarial; 

“Saber agir de maneira responsável (...) implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social do indivíduo”. Maria Tereza Fleury – vice-diretora da FEA-USP;


Então, pode-se dizer que a diferenciação da competência é quem agrega conhecimento, habilidade e atitude, ou seja, o profissional tem que deter o conhecimento aplicá-lo de forma prática e ter atitudes compatíveis para o desempenho. SER competente está relacionado com um bom desempenho numa determinada tarefa, porém, não garante que o desempenho continue bem. TER competência para a realização de uma tarefa significa    ter conhecimentos, habilidades e atitudes compatíveis com o desempenho e ser capaz de colocar esse potencial em prática sempre que necessário. Temos sempre que levar em consideração a diferença entre: Saber – Saber fazer – Querer fazer, pois a competência engloba as três instâncias. Antigamente, se observava apenas a habilidade técnica do profissional, mas hoje este quadro mudou e muitos trabalhadores, considerados exímios tecnicamente, estão sendo desligados das suas atribuições pelas inadequações apresentadas de cunho meramente comportamental. A definição de Competência está baseada então nessa tríade conhecida como CHA, que são os conhecimentos, as habilidades e as atitudes que uma pessoa possui.  O conhecimento tem relação com a formação acadêmica, o conhecimento teórico. A habilidade está ligada ao prático, a vivência e ao domínio do conhecimento.  Já a atitude representa as emoções, os valores e sentimentos das pessoas, isto é, o comportamento humano. 



Competências Exigidas do Profissional Moderno



O   cenário   mundial   a   todo   o   momento   é   influenciado   por   mudanças acentuadas, seja no campo da ciência e tecnologia, remetendo as organizações à prática de novos padrões de valores e de comportamento, enfrentando desafios e quebrando   paradigmas   necessários   à   sua manutenção   no   mercado   de   alta concorrência e competitividade. No mundo atual, a maioria das organizações tem acesso às informações e à tecnologia; tratar essas informações com maior rapidez, alcançando o que se pretende é o grande desafio; portanto o diferencial está no pessoal que a empresa formou e dispõe. A   competência   humana   é   fundamental   para   lidar   com   o   nível   de transformações que se apresentam. O sucesso do ano anterior não é a garantia do sucesso futuro, portanto, as organizações devem estar sempre preparadas para as mudanças que estão ocorrendo e preparadas para enfrentar aquelas imprevisíveis, que, certamente, farão a diferença na tomada de decisões diante dos concorrentes. 

O novo profissional não é formado por um curriculum vitae abarrotado de cursos, é principalmente, o que consegue equilíbrio entre a inteligência racional e a inteligência emocional.  Precisa, antes de tudo, exercitar e praticar o espírito coletivo. Junto a essa nova forma de profissionalismo, a competência chega com um novo significado, que deixa de ser apenas um sinônimo de capacidade para ser um conjunto de traços que já nasce com o indivíduo e que não é facilmente percebido, além das características que ele tem de buscar, sempre, no cotidiano.  Entre elas estão o respeito aos papéis sociais, o autoconceito, os traços da personalidade individual, a motivação e o motivo para realizações, entre outras. A exigência então para o profissional moderno dentro da gestão por competências passa por uma série de características técnicas e comportamentais adaptadas ao novo modelo da gestão do conhecimento e da era das contínuas mudanças. As mais significativas são:


O domínio de idiomas e da informática são essenciais em todos os segmentos de atuação;

Aptidão para o trabalho em equipe e gostar de trabalhar em equipe;

Saber formular questões, mantendo o foco em gerar soluções;

Praticar seu marketing pessoal com eficácia;

Manter a inteligência emocional, equilibrando razão/emoção e o quociente técnico/emocional;

Manter vida familiar bem estruturada, visando à congruência do saber conviver bem com as pessoas;

Realizar atividades paralelas ligadas à qualidade de vida como arte, ginástica, religião etc.;

Ter abertura para o aprendizado constante;

Cultivar o senso de humor em todos os momentos, sendo estes críticos ou não, mantendo boa capacidade de resiliência;

Saber que se é responsável pelo próprio desenvolvimento e ter atitude para planejar e desenvolver as instâncias necessárias. 


Apesar de a palavra proatividade ser atualmente muito comum nas organizações, trata-se de um termo que não encontraremos na maioria dos dicionários.  Ela significa muito mais do que tomar a iniciativa.  Implica que nós, como seres humanos, somos responsáveis por nossas próprias vidas. Nosso comportamento resulta de decisões tomadas e não das condições externas. Pessoas proativas acostumam-se com a responsabilidade. Não colocam a culpa por seu comportamento nas circunstâncias, condições ou condicionamentos. Seu comportamento é produto de sua própria escolha consciente, baseada em valores, e não resultado de um condicionamento, baseado em sentimentos. Uma   vez   que   somos, por   natureza, proativos, nossa   vida   só   será consequência das condições e condicionamentos se deixarmos que esses fatores controlem nossa mente, por decisão consciente ou omissão.  Se essa foi nossa opção, tornamo-nos reativos.  As pessoas reativas são afetadas pelo ambiente físico. Se o tempo está bom, elas se sentem bem. Caso contrário, mudam a atitude e a performance. As pessoas proativas carregam o tempo dentro de si. 

Faça chuva ou faça sol, não interessa; elas avançam graças a seus valores. E se um de seus valores é realizar um trabalho de qualidade, ela não depende de o tempo estar assim ou assado. As pessoas reativas também são afetadas pelo ambiente social, pelo "tempo social".  Quando as pessoas as tratam bem, sentem-se bem.  As pessoas reativas são levadas pelos sentimentos, pelas circunstâncias, condições e ambientes. Os proativos são guiados por seus valores, cuidadosamente pensados, selecionados e interiorizados. Os proativos continuam sendo influenciados pelos estímulos externos, sejam estes sociais, físicos ou psicológicos. Mas a resposta aos estímulos, consciente ou inconsciente, é uma escolha ou reação baseada em valores, como nas palavras de Gandhi:  "Eles não conseguem levar embora nosso respeito próprio, se não o entregarmos a eles". Como podemos perceber, o novo profissional deixa de ter os velhos padrões e passa a ter a responsabilidade pelo seu próprio desenvolvimento. Antes, os profissionais apenas   esperavam   que   as   empresas   a   que   eram   vinculados investissem ou mesmo gastassem vultosas quantias no seu desenvolvimento quando, muitas vezes, eram profissionais que não vislumbravam nem os seus próprios objetivos, quanto mais os objetivos das empresas. Atualmente, o que constatamos é um profissional com objetivos definidos, buscando sempre o seu autodesenvolvimento, não esperando que alguém venha a tomar decisões por ele, mas tomando a iniciativa de decidir ou mesmo propondo decisões para serem implementadas.  A polivalência torna-se obrigatória e a poli especialização é, sem sombra de dúvida, a grande tendência do futuro.


 

REFERÊNCIAS

 

 

BELLINO, R. O Poder das Ideias. Rio de Janeiro: Campus,2007.

CARTER, P.; RUSSEL, K.  Como aperfeiçoar o Equilíbrio Cerebral.  Rio de Janeiro:  Editora Estampa, 1991.

CHIAVENATO, I.  Trabalhar em grupo ou trabalhar em equipe.  Qual a diferença? Disponível em: <http//www.portaladm.adm.br> 08/12/2011.

DAWSON, R. Decisões certas e seguras sempre. Rio de Janeiro: Campus, 1996.

DICAS DE RELACIONAMENTO CITADAS NO SITE DA UNIVERSIA. Disponível em:<www.universia.com.br> 08/12/2011. GIOVAGNOLI, M. In: MIRANDA, M. E-book.

GRAMIGNA, M. R. Modelo de competências e Gestão dos Talentos. São Paulo: Makron Books, 2002.

MAXWELL, J. C.; PARROT, L. 25 maneiras de valorizar as pessoas. São Paulo: Sextante, 2005.

MORAES, G.  L.  de.  As sete fases da venda.  São Paulo:  Cobrae Marketing, 2004. 

MOSCOVICI, F. Renascença Organizacional. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1996.

NIVEN, D. Os 100 Segredos das Pessoas Felizes. São Paulo: Sextante, 2001.

PERSONA, M. H. Disponível em: <http//www.mariopersona.com.br> Acesso em: 08/12/2011.

PIÑEIRO, I. R. Metamorfose do Líder: uma jornada para o autocoaching. Florianópolis: Pandion,

SHINYASHIKI, R. Tudo ou Nada. São Paulo: Editora Gente, 2006.

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Administração Geral (Conceitos, Definições e Evolução)

 Como Surgiram as Primeiras Fábricas? Quais os Impactos Para os Empresários da Época? De Onde Surgiram as Primeiras Ideias da Administração Como Uma Ciência?

 


 

A Revolução Industrial trouxe uma transformação significativa nas formas de produção e organização das empresas. Antes da Revolução, as oficinas artesanais eram a principal forma de organização produtiva. As empresas eram pequenas, baseadas em trabalho manual, onde o mestre artesão detinha todo o conhecimento do processo produtivo. Com o advento da máquina a vapor, esse modelo começou a se modificar. As primeiras fábricas surgiram com a necessidade de maior produção em menor tempo. A mecanização permitiu a produção em larga escala, o que exigiu uma nova forma de organização do trabalho. As antigas oficinas, baseadas na produção manual, deram lugar às fábricas com máquinas que necessitavam de operários para operá-las, mas de maneira repetitiva e especializada. Isso criou a necessidade de organizar o trabalho de forma mais eficiente, para controlar a produção e melhorar o rendimento. Nesse contexto, surgem os primeiros estudos sobre Administração, com foco na racionalização do trabalho.

 

Os Impactos Para os Empresários da Época

 

A mudança tecnológica também alterou a estrutura empresarial. Os proprietários de empresas passaram a lidar com questões como:

 

·        Investimento em Capital: Para adquirir máquinas e modernizar as fábricas, foi necessário um aumento significativo de capital.

·        Coordenação e Controle: Os antigos artesãos, que detinham o controle total da produção, precisaram delegar a operação das máquinas a operários, criando a necessidade de supervisão e controle mais rigorosos.

·        Expansão de Mercados: A produção em massa criou a necessidade de expandir mercados, o que estimulou o desenvolvimento dos transportes e das comunicações.

·        Divisão do Trabalho: O conceito de especialização do trabalho foi uma das principais contribuições da Revolução Industrial, aumentando a eficiência e a produtividade.

 

                                  Surgimento da Administração Como Ciência

 

A Administração surge como uma ciência no final do século XIX, com a Teoria da Administração Científica de Frederick Taylor, em resposta aos problemas de ineficiência no trabalho. Taylor propôs a divisão de tarefas e a padronização dos processos produtivos como forma de aumentar a produtividade e reduzir desperdícios. Esse modelo é o início da gestão sistemática, que viria a ser refinada ao longo dos séculos seguintes com outras teorias, como a Teoria Clássica de Henri Fayol e a Teoria das Relações Humanas de Elton Mayo. Para detalhar as fases das empresas na 1ª e 2ª Revolução Industrial, vamos ampliar cada uma dessas fases, explorando mais profundamente os eventos, tecnologias e impactos que marcaram essas transformações. Andrade (2009) nos apresenta este período conforme detalhado a seguir:


1ª Revolução Industrial (1780 a 1860)

 

A 1ª Revolução Industrial, que começou na Grã-Bretanha, trouxe uma série de inovações tecnológicas e econômicas que mudaram completamente a estrutura de produção e o funcionamento das empresas.

 

·        Principais Características: Mecanização da agricultura e da indústria: A mecanização foi um dos pilares dessa fase, principalmente com a introdução de máquinas como o tear mecânico (que revolucionou a indústria têxtil) e o arado de ferro (que aumentou a produtividade agrícola). A mecanização permitiu a produção em massa, reduzindo a dependência do trabalho manual e aumentando a eficiência.

·        Aplicação da Força Motriz à Indústria: Antes da Revolução Industrial, a produção dependia da força humana, animal ou hidráulica. A introdução da máquina a vapor, desenvolvida por James Watt em 1776, permitiu que as indústrias se tornassem independentes da localização geográfica, já que o vapor podia ser usado em qualquer lugar. Isso facilitou a criação de fábricas em áreas urbanas, acelerando o crescimento das cidades.

·        Desenvolvimento do Sistema de Fabricação: O sistema de fabricação passou de oficinas artesanais para um modelo de fábrica. A divisão do trabalho e a padronização dos processos produtivos possibilitaram o aumento da produção em massa. Isso exigiu a criação de estruturas organizacionais mais complexas, nas quais os trabalhadores desempenhavam funções específicas e repetitivas.

·        Melhoria nos Transportes e na Comunicação: O surgimento das locomotivas e dos navios a vapor revolucionou os transportes, permitindo que mercadorias e matérias-primas fossem movimentadas de forma mais rápida e barata. As ferrovias conectaram regiões distantes e abriram novos mercados. A comunicação também começou a se expandir, com o surgimento do telégrafo, que possibilitou uma comunicação mais rápida e eficiente entre as empresas.


Impacto nas Empresas


·        Crescimento Acelerado: O uso de máquinas permitiu que as empresas crescessem em tamanho e capacidade produtiva, aumentando sua competitividade. Com o aumento da produção, surgiram novas oportunidades de negócios, criando um ambiente propício para o crescimento das empresas.

·        Mudanças no Trabalho: O trabalho manual foi gradualmente substituído pela operação de máquinas, exigindo menos qualificação da mão de obra. Isso criou uma nova classe de trabalhadores fabris, que trabalhavam em condições muitas vezes precárias e com longas jornadas.

·        Desafios Administrativos: A necessidade de coordenar grandes equipes de trabalhadores, operar máquinas complexas e lidar com a expansão dos mercados gerou os primeiros desafios administrativos. Esses desafios levaram à busca de formas mais eficazes de organizar e gerir os negócios.

 

2ª Revolução Industrial (1860 a 1914)

 

A 2ª Revolução Industrial foi marcada por inovações ainda mais profundas, com novas fontes de energia e matérias-primas, que expandiram e transformaram as indústrias de maneira sem precedentes.

 

·        Principais Características: Substituição do ferro pelo aço como matéria-prima base da indústria: O processo Bessemer, inventado em 1856, permitiu a produção de aço de forma mais barata e eficiente. O aço substituiu o ferro em muitas indústrias, especialmente na construção de ferrovias, pontes, edifícios e navios, devido à sua maior resistência e durabilidade. Isso possibilitou a construção de estruturas maiores e mais seguras, bem como a fabricação de máquinas e ferramentas mais avançadas.

·        Substituição do Vapor Pela Eletricidade Como Fonte de Energia: A eletricidade substituiu o vapor como principal fonte de energia para a indústria. O motor elétrico tornou-se mais comum nas fábricas, permitindo maior eficiência energética e maior controle sobre as máquinas. Isso também possibilitou o desenvolvimento de novas tecnologias, como os elevadores e as linhas de montagem, que aumentaram ainda mais a produtividade.

·        Avanços Nas Comunicações e Transportes: Durante essa fase, surgiram inovações como o telefone, criado por Alexander Graham Bell em 1876, que revolucionou a comunicação empresarial. No setor de transportes, os automóveis e os navios a petróleo começaram a substituir os meios de transporte a vapor. O transporte ferroviário continuou a se expandir, agora com trilhos de aço mais fortes, ligando regiões ainda mais distantes e facilitando o comércio internacional.

·        Desenvolvimento da Indústria Química e Petroquímica: Novos processos industriais, como a produção em massa de produtos químicos, fertilizantes e medicamentos, aumentaram a capacidade de inovação das indústrias. O petróleo começou a ser refinado para criar combustíveis, lubrificantes e outros derivados, o que levou ao desenvolvimento da indústria petroquímica.


Impacto nas Empresas


·        Expansão da Escala de Produção: A introdução do aço e da eletricidade aumentou significativamente a capacidade de produção das fábricas. As indústrias passaram a produzir em escala global, atendendo a um número muito maior de consumidores.

·        Aumento da Complexidade Administrativa: Com fábricas maiores e mais complexas, os empresários enfrentaram novos desafios na coordenação e controle das operações. A crescente complexidade das fábricas exigiu novas abordagens para a gestão e levou ao surgimento da Administração Científica, como forma de otimizar a eficiência do trabalho fabril.

·        Surgimento das Grandes Corporações: As novas tecnologias possibilitaram o surgimento de grandes conglomerados industriais, especialmente nos setores de siderurgia, petróleo e eletricidade. Essas grandes corporações começaram a dominar o mercado, criando monopólios e oligopólios em diversos setores. Como resultado, as empresas passaram a ter uma presença global, com ramificações em diversos países.

·        Inovações no Marketing e Vendas: Com o aumento da produção, as empresas precisaram desenvolver novas estratégias de marketing para alcançar mercados mais amplos. Surgiram os primeiros departamentos de vendas, que visavam não apenas produzir, mas também garantir que os produtos chegassem ao consumidor de forma eficiente.

 

Impactos das Matérias-Primas e Fontes de Energia no Crescimento Empresarial

 

As matérias-primas e as fontes de energia foram essenciais para o crescimento das empresas durante as duas Revoluções Industriais:

 

·        Ferro e Aço: O ferro foi a principal matéria-prima da 1ª Revolução Industrial, utilizado na fabricação de ferramentas, maquinário e construção de infraestrutura (ferrovias e pontes). Com o avanço para o aço na 2ª Revolução Industrial, as indústrias puderam construir máquinas mais duráveis, criar maiores estruturas e aumentar a produtividade, o que expandiu enormemente a capacidade de produção.

·        Carvão e Eletricidade: Na 1ª Revolução Industrial, o carvão foi a principal fonte de energia, alimentando as máquinas a vapor. Na 2ª Revolução, a eletricidade trouxe uma fonte de energia mais limpa e eficiente, permitindo maior controle e flexibilidade na produção industrial. Essa transição energética foi crucial para o avanço da automação nas fábricas.

 

Observando historicamente a divisão da Revolução Industrial, podemos entender que as matérias-primas foram importantes para o crescimento das empresas, pois a substituição do ferro e carvão por aço e eletricidade possibilitaram grandes avanços.

 

A Evolução das Empresas: Da Produção Artesanal à Globalização

 

Vimos que, ao longo da história, as empresas passaram por profundas transformações que moldaram o ambiente de negócios como o conhecemos hoje. Desde o período artesanal, em que a produção era limitada e baseada no trabalho manual, até a era da globalização, marcada pela integração dos mercados e pela tecnologia da informação, as empresas precisaram se adaptar constantemente às inovações tecnológicas e às mudanças sociais e econômicas. Estes avanços são demonstrados por Chiavenato (2004) que divide as fases das empresas da seguinte forma:

 

·        1ª Fase - Artesanal: é o período que compreende desde a antiguidade até a criação da máquina a vapor, por James Watt em 1776. Neste período a sociedade era baseada na agricultura e na fabricação de produtos de forma artesanal, em pequenas oficinas e em pequena escala. Nestes séculos, a evolução da humanidade se deu de forma muito lenta, as grandes inovações aconteceriam apenas anos mais tarde.

·        2ª Fase - Transição do artesanato à industrialização: este período corresponde à implantação da tecnologia da máquina a vapor no meio industrial, e a partir da utilização deste processo, as pequenas oficinas começaram a crescer incrementalmente. É neste período, de 1780 a 1860 que a matéria-prima básica para a indústria foi o ferro, e a fonte de energia que alimentava a indústria era o carvão. Assim com o aumento da produção das indústrias e pela necessidade de buscar novos mercados, os transportes ganham grande importância. Com a tecnologia criada por James Watt, as locomotivas e os navios a vapor transportavam o resultado da produtividade destas novas grandes indústrias.

·        3ª Fase - Desenvolvimento Industrial: nesta fase, considerada como a 2ª Revolução Industrial, iniciou em 1860 e teve seu término em 1914, data da primeira grande guerra mundial. O ferro que era a matéria-prima básica das indústrias foi substituído pelo aço, e as principais fontes de energia deixaram de ser apenas o carvão, e passam a ser a eletricidade e os derivados do petróleo. Nesta fase ocorrem as grandes invenções da época, como os motores elétricos e os motores a explosão, fato que determinou o surgimento das primeiras fábricas de automóveis. É nessa fase que os problemas administrativos se agigantam e surge a primeira teoria da Administração: a Teoria Científica da Administração, criada por Frederick Taylor.

·        4ª Fase - Gigantismo industrial: este período está situado entre as grandes guerras mundiais, fase de grandes revoluções econômicas e onde ficou evidente o poder das grandes indústrias por meio da capacidade de gerar riquezas, criar empregos e determinar o que se deve consumir.

·        5ª Fase - Moderna: considera-se fase moderna a partir do fim da segunda grande guerra mundial (1945) até o início da globalização década de 80 do século XX. Nesta fase os países mais desenvolvidos se destacam no cenário econômico mundial, criando grande distinção entre os países chamados de primeiro mundo e os países considerados de terceiro mundo. Nesta fase se destaca a pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e matérias-primas, como o plástico e seus derivados aplicados no meio industrial.

·        6ª Fase - Globalização: esta fase é a atual, período a partir do início da década de 80, onde os conceitos de globalização da economia passaram a ser mais presentes na vida cotidiana da sociedade. Nesta fase, as comunicações tiveram grande incremento, proporcionando o acesso às informações cada vez mais rápido, fazendo com que as culturas, os costumes e os hábitos de consumo sofressem mudanças significativas por meio do multiculturalismo e das trocas cada vez mais intensas entre os povos.

 

Vivemos neste momento uma nova revolução, que é diferente daquela do século XVIII, agora é a Revolução da Informação, pois o principal componente da tomada de decisões de uma empresa hoje é a informação precisa, clara e acessível no tempo ideal, esta pode ser o grande diferencial na era da Globalização. Sendo assim, conhecer a evolução das empresas faz com que cada um de nós possa perceber para onde vão as de hoje, pois as organizações que são lucrativas e competitivas atualmente, se não continuarem investindo em inovação, pesquisa de mercado, desenvolvimento de novos produtos e adotando às novas tecnologias que continuam surgindo a todo o momento, podem ficar rapidamente obsoletas e perder posição de destaque no mercado. Os profissionais globalizados são aqueles que investem seu tempo na pesquisa e na busca de informações que possam contribuir para a sua carreira e consequentemente para a sua empresa, pois como vimos anteriormente, a informação é a melhor ferramenta que nos diferencia dos demais profissionais e empresas no século XXI.

 

Consequências Econômicas e Sociais das Revoluções Industriais

 

Dentre as consequências econômicas e sociais das revoluções industriais, podemos citar:

 

·        Aumento da Urbanização: A rápida industrialização impulsionou a urbanização, com a migração em massa de trabalhadores do campo para as cidades. Isso criou uma nova classe trabalhadora industrial, que vivia em condições muitas vezes precárias nas cidades industriais emergentes.

·        Mudança no Papel dos Empresários: Os empresários que antes eram pequenos proprietários e artesãos se tornaram industriais e magnatas, responsáveis por grandes corporações e fortunas. Eles passaram a ter um papel central no desenvolvimento econômico e tecnológico, mas também enfrentaram desafios, como a gestão de grandes equipes e a necessidade de se adaptar rapidamente às novas tecnologias.

·        Surgimento de Novas Profissões: O avanço tecnológico criou novas ocupações e exigiu o desenvolvimento de habilidades técnicas e administrativas que antes não eram necessárias. Isso impulsionou a criação de escolas técnicas e universidades focadas em engenharia, administração e ciências aplicadas.

  

A Definição da Administração

 

 Diante do exposto, não seria muito difícil para cada um de nós elaborar uma definição do que se entende por Administração, pois afinal, nós estamos constantemente administrando várias atividades e recursos, planejando, dirigindo e controlando objetivos e resultados esperados e, nas empresas, a ideia é a mesma. Tudo o que se espera atingir deve ser planejado e administrado para que desta forma a organização consiga prosperar no mercado em que atua e, conforme CHIAVENATO (2000, p.5), a “administração é o ato de trabalhar com e através de pessoas para realizar, tanto os objetivos da organização, quanto os de seus membros”. Então, por meio desta definição, podemos perceber que administrar é sincronizar as atividades da empresa, realizadas por pessoas, e estas precisam ter seus objetivos pessoais alinhados aos objetivos da empresa. Ou seja, se a empresa é inovadora, ousada e busca resultados agressivos, os funcionários também precisam ser pessoas com estas características, pois assim o sucesso da empresa também será o sucesso do profissional que nela trabalha. Dessa forma, pode-se afirmar que administrar nada mais é do que buscar objetivos comuns para a organização. E estes objetivos comuns devem ser positivos para todos os envolvidos, sejam eles acionistas, gerentes, funcionários, e demais envolvidos no negócio.

Para as empresas, o principal objetivo é o lucro, mas este não é o único. Pode-se dizer que as empresas além do lucro, também buscam alcançar altos índices de eficiência nas operações, bons níveis de satisfação de clientes, buscam ser a líder no mercado em que atuam, ser a marca mais lembrada entre os consumidores, ser a pioneira no setor, ser socialmente responsável e ambientalmente correta. Tudo isso que acabamos de elencar/comentar formam os objetivos que devem nortear o trabalho dos administradores. Mas, afinal, qual é a diferença entre empresa e organização? Toda organização é uma empresa? Toda empresa é uma organização? Organização é um grupo de pessoas que trabalham em busca de objetivos comuns, e não necessariamente são empresas. Pode ser um time de futebol, um coral, uma equipe de voluntários, um grupo de jovens da igreja ou de uma empresa, enfim são pessoas que trabalham em conjunto focados num mesmo resultado. Portanto, toda empresa é uma organização, mas nem toda organização é uma empresa. Para melhor compreendermos o que são as organizações, e em qual setor as empresas estão inseridas, precisamos entender que a sociedade civil é dividida em setores, os quais são:

 

·        1° Setor: É o que chamamos de iniciativa pública, caracterizada pelos governos municipais, estaduais e federais. Este setor é responsável por proporcionar às pessoas os serviços básicos e elementares para a vida em sociedade, como a saúde, educação, transporte, segurança, habitação, dentre outros. A função primordial do estado é promover o “wellfare state”, ou o Estado do Bem-Estar Social.

·        2° Setor: Também chamada de iniciativa privada, que são representadas pelas empresas que possuem fins lucrativos, podendo ser do setor agropecuário, industrial, comercial ou de serviços. Devemos compreender que as empresas podem ser:

- Empresa Individual – É aquela constituída por apenas um empreendedor, essa é uma forma de organização utilizada em pequenos negócios.

- Sociedades Anônimas – São empresas com capital aberto, ou seja, com a possibilidade de negociação de suas ações em bolsas de valores.

- Sociedade Limitada – Também chamada de sociedade por quotas de responsabilidade limitada, sendo utilizada quando a empresa é constituída por um número limitado de sócios.

·        3° Setor: Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs), conhecidas popularmente como ONGs (Organizações Não Governamentais), são entidades que defendem os interesses comuns, da sociedade ou de grupos sociais. As OSCIPs não são parte do governo, e não possuem fins lucrativos. Por isso, chamamos de terceiro setor da sociedade civil. Alguns exemplos são as fundações, associações, cooperativas, igrejas, sindicatos, e demais entidades filantrópicas. A Pastoral da Criança é uma das mais respeitadas organizações do terceiro setor do Brasil.

 

Os Recursos Organizacionais

 

Para STADLER (2004), todas as organizações possuem quatro (4) recursos básicos que são comuns e existem em quaisquer tipos de empresa, que são: os recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos. Vejamos mais informações sobre estes recursos básicos abaixo:

 

1.     Recursos Humanos: é formado pelo principal elemento de uma empresa: as pessoas. São elas que operam as máquinas, planejam a produção, controlam os resultados e organizam todos os demais recursos de uma empresa. Atualmente as pessoas são consideradas como o maior diferencial, sendo chamado também de capital intelectual.

2.     Recursos Materiais: são as matérias-primas, edificações, maquinários e demais recursos que permitem as empresas produzir os bens e serviços que elas se propõem. Os recursos materiais precisam ser gerenciados por profissionais de logística com conhecimentos técnicos, humanos e gerenciais, que permitam melhorar a eficácia dos resultados de toda a organização.

3.     Recursos Financeiros: compreende toda a entrada e saída de capitais da empresa, representada pelo fluxo de caixa. Envolve contas a pagar, contas a receber, empréstimos, financiamentos e demais transações financeiras que são necessárias para manter a empresa funcionando com as contas em dia.

4.     Recursos Tecnológicos: são todos os processos que permitem fabricar ou vender um produto ou prestar um serviço. A tecnologia não é somente a utilização de informática ou maquinários modernos. Recursos tecnológicos são aqueles equipamentos que permitem a empresa transformar a matéria-prima num produto acabado ou num serviço prestado. Devemos entender que um computador ou um pincel são recursos tecnológicos, pois o computador consegue armazenar informações, e um pincel consegue pintar a parede. Assim estes dois (2) elementos são “meios” de atingir um resultado final.

 

Assim, a Administração Geral ocupa a posição de um dos cargos mais importantes dentro de uma empresa – corporação, organização ou qualquer outra instituição – pois é ela quem organiza, planeja e estrutura as demais áreas dentro de uma companhia a fim de fazer com que todas trabalhem juntas para um mesmo propósito. Como cada uma das áreas de uma organização funciona de maneiras diferentes, algumas necessitam de uma atenção maior em algum ponto específico – como a de Recursos Humanos, por exemplo – e, portanto, cabe à Administração Geral cumprir seu papel de regente.

 

 

REFERÊNCIAS

 

 

ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de. Teoria geral da Administração. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. 6. ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2000.

________________ Introdução à Teoria Geral da Administração. Uma visão abrangente da moderna administração das organizações: edição compacta. 3. ed. Rio de Janeiro, Elsevier, 2004

STADLER, Adriano. Gerenciamento econômico, técnico, administrativo e de pessoal. Curitiba: Ed. IBPEX, 2004.